Astronomia

Astrofísica, o que é? Definição, principais características e estudos

Astrofísica é a área responsável por utilizar as leis da Física e Química para entender os corpos celestes como planetas, buracos negros, etc

Por Dayane Borges

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A Astronomia é a ciência natural que estuda os corpos celestes, como galáxias, planetas, estrelas, nebulosas, cometas, etc. Dentro da Astronomia, existem divisões que foram criadas para especificar os estudos do Universo e as leis dos astros. Nesse sentido, uma das áreas que está dentro da Astronomia é a Astrofísica.

Enquanto a Astronomia estuda o Universo de forma geral, a Astrofísica é a área responsável por utilizar as leis da Física e da Química para compreender os astros. Sendo assim, é o ramo da Astronomia focado no estudo, por meio dos conceitos físicos e químicos, dos planetas, asteroides, buracos negros, bem como galáxias, matéria escura, estrelas, etc.

Para desenvolver os estudos, os astrofísicos utilizam ferramentas específicas. Dentre as mais usadas estão telescópios, lunetas, telescópios espaciais, radiotelescópios e polarímetros. Por conta da especificidade das ferramentas, os estudos astrofísicos só atingiram resultados satisfatórios no século XVIII, momento em que grande parte dos aparelhos haviam sido desenvolvida.

Características

Uma das principais características da Astrofísica é o estudo do Universo por meio das leis físicas e químicas. Além disso, as linhas de pesquisa desse ramo da Astronomia são divididas em diversas áreas. Dentre os principais ramos de estudos, podemos citar as ondas gravitacionais, a radiofísica e o interplanetário, estudado por meio da física, etc.

Astrofísica, o que é? Definição, principais características e estudos
Astrofísica utiliza ferramentas específicas nos estudos, como o telescópio

Dentro dos estudos astrofísicos, existem objetivos a serem alcançados. Ou seja, é responsabilidade da Astrofísica determinar a temperatura dos copos celestes, bem como a estrutura física e a composição química.

Além disso, é possível estabelecer, por meio das pesquisas astrofísicas, como os corpos celestes geram energia, qual a idade e evolução dentro do Sistema Solar, bem como fora dele.

Diferença entre Astrofísica e Cosmologia

Há quem pense que os dois termos, que estão dentro da Astronomia, representam o mesmo significado. Porém, existem algumas diferenças relacionadas ao modo como cada ramo astronômico enxerga o Universo. Ou seja, a Cosmologia é uma área mais abrangente em que o estudo do Universo engloba todos os tipos de conhecimento, incluindo Física e Química.

Astrofísica, o que é? Definição, principais características e estudos
Buraco negro

Sendo assim, a Cosmologia se enquadra como o estudo que analisa o Universo de forma geral. Enquanto isso, a Astrofísica utiliza, especificamente, o olhar da Física e da Química, como mencionamos anteriormente, para compreender os corpos celestes. Outra diferença é que a Cosmologia analisa o passado, o presente e o futuro do Universo.

Astrofísica na História da Ciência

O primeiro registro sobre estudos astrofísicos aconteceram ainda na Antiguidade. Os filósofos da época, como Tales de Mileto, já pensavam sobre a estrutura do Universo e sua composição. Inclusive, Tales foi o primeiro filósofo a mencionar o eclipse solar, bem como que a Lua era iluminada pelo Sol, sendo um corpo celeste sem luz própria.

Astrofísica, o que é? Definição, principais características e estudos
Eclipse Solar

Além disso, junto a filósofos com Anaximandro de Mileto, Tales de Mileto criou o conceito de abóbadas celestes. No caso, as abóbadas representavam o formato do céu. Foi por meio desses estudos que a astronomia, a geografia e a cosmologia apareceram.

O primeiro a formular teorias físicas por meio dos movimentos planetários foi Johannes Kepler. O feito deu ao astrônomo o título de pai da Astrofísica. Além disso, Kepler desenvolveu cálculos matemáticos que ficaram conhecidos como Leis de Kepler, destinadas ao estudo do movimento planetário.

Mais tarde, já no século XVII, foi a vez de Isaac Newton e Galileu Galilei desenvolverem leis sobre os corpos celestes. Isaac Newton, por exemplo, foi responsável pela Lei da gravitação universal. Enquanto isso, Galileu defendia a teoria do heliocentrismo. Ambos os trabalhos são aceitos até os dias atuais no universo da ciência.

Galáxia de Sagitário

Além disso, outros cientistas, como Joseph von Fraunhofer e William Hyde Wollaston introduziram, no século XIX, o conceito de espectroscopia. Inclusive, foi na mesma época que o elemento químico Hélio foi descoberto. No mesmo século, Edwin Powell Hubble e Milton L. desenvolveram estudos sobre as galáxias, por meio da Lei de Hubble-Homason.

Já no século XX, Albert Einstein aprofundou os conceitos da astrofísica por meio da Teoria da Relatividade. Dessa forma, foi por conta da teoria desenvolvida por Einstein, que os buracos negros, a velocidade da luz, as ondas gravitacionais, os horizontes de eventos, e assim por diante, começaram a ser estudados.

A abóbada celeste

Na Antiguidade, os filósofos que estudavam a composição do Universo acreditavam que o céu era uma abóbada. Ou seja, a abóbada funcionava como uma espécie de proteção do planeta, uma “tampa”.

Na época, os filósofos acreditavam que a abóbada era formada por divisões. Sendo assim, círculos árticos, trópicos, equador e antártico compunham a divisão da abóbada.

Mapeamento dos corpos celestes

Para que a divisão da abóbada fosse feita, os filósofos utilizaram leis matemáticas e a geometria da época. Com a evolução dos estudos, o sistema de coordenadas foi necessário para mapear todo o céu. Com a catalogação dos astros, formas mais específicas dos corpos celestes foram surgindo, como as constelações.

Hoje em dia, o conceito de abóbada não é mais utilizado. Porém, as coordenadas utilizadas para catalogar astros e demais corpos celestes ainda é uma ferramenta utilizada pelos astrônomos.

O que achou da matéria? Se gostou, leia também o que é Astrobiologia e quem foi Nabucodonosor

Fontes: Brasil Escola, Mundo Educação, Info Escola e Alunos Online

Imagens: Hypescience, Estudo Prático, Gizmodo, TecMundo, Revista Galileu e Brazil Document 

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