Astronomia

Astronomia – O que é e para que serve o estudo dos corpos celestes?

Astronomia é uma ciência multidisciplinar que estuda os astros, planetas e satélites naturais e os fenômenos que ocorrem no espaço sideral.

Atualizado em 20/09/2019

A palavra “astronomia” tem origem do grego astron, que significa astro, e nomos, que significa lei. Podendo, então, ser traduzida como a lei dos astros. Portanto, é a ciência natural que estuda fenômenos e corpos celestes, como planetas, estrelas, cometas, galáxias, nebulosas e o próprio espaço.

A astronomia é uma ciência multidisciplinar que envolve diversas áreas de estudo. Dessa forma, é possível dividir a astronomia em três categorias: a astrobiologia, a astrofísica e a astronomia planetária.

A Astrobiologia estuda a evolução da vida no universo, busca por evidências que possibilitem existência de seres vivos em outros planetas.

Já a Astrofísica é a compreensão da densidade, temperatura, intensidade luminosa e outras propriedades físicas dos corpos celestes. Por fim, a Astronomia Planetária investiga os sistemas planetários, estudando Física Nuclear, Geologia e Metereologia.

Astronomia - estudo da compreensão dos corpos celestes
Fonte: Revista Embarque.

A astronomia na história

Os astros eram considerados divindades pelas civilizações antigas que observavam o céu. Com o passar do tempo, os planetas e as estrelas se tornaram ferramentas bastante úteis para identificar as estações do ano. Por exemplo, alguns povos se baseavam nos padrões das constelações para identificar as épocas de plantio e colheita.

Além disso, os astros serviram de base para a criação de calendários complexos de algumas culturas antigas como a maia, chinesa, egípcia e babilônica. Enquanto, para filósofos gregos, os corpos celestes tiveram papel importante para explicar o formato da Terra, movimento dos planetas, da Lua e do Sol.

Ciência das civilizações antigas

Por volta de 4000 a.C. os povos mesopotâmicos utilizavam os zigurates (templos em forma de pirâmides terraplanadas) para observar os astros. Em 2500 a.C., a estrutura de pedras Stonehenge, localizada no Reino Unido, foi construída para marcar o início e o fim dos solstícios.

Astronomia - estudo da compreensão dos corpos celestes
Fonte: UFO.

Em torno de 560 a.C., o filósofo Anaxímenes sugeriu que as estrelas giravam em torno da Terra. E Pitágoras descreveu como circular o movimento dos corpos celestes e propôs a ideia de que os planetas eram esféricos.

Mais tarde, Aristóteles usou a sombra da Lua sobre a Terra, num eclipse, para justificar o formato redondo. Sua teoria foi bastante aceita e difundida. Já o filósofo Aristarco, em 280 a.C., foi capaz de calcular as dimensões do  Sol, Lua e Terra e propôs a primeira versão do heliocentrismo, ou seja, o Sol no centro.

Estudo dos astros pelos povos modernos

Apesar de o sistema heliocêntrico já ter sido sugerido, em 140 d.C., o cientista Cláudio Ptolomeu desenvolveu o modelo geocêntrico. Ele conseguiu descrever órbitas planetárias em círculos, mas não conseguiu explicar o movimento retrógrado de alguns planetas a partir da Terra.

Astronomia - estudo da compreensão dos corpos celestes
Fonte: Flat Earth Delusion.

Bem mais tarde, em 1543 d.C., Nicolau Copérnico lançou novas bases para o heliocentrismo. Trazendo, então, a ideia do Sol como astro-rei. Dessa forma, propôs que a Terra orbitaria em torno do Sol, dando uma volta completa a cada ano.

Mas o geocentrismo ainda era o modelo mais aceito. Em 1609, Galileu Galilei aperfeiçoou o telescópio e passou a observar crateras da Lua e as fases de Vênus. Ele também descobriu os satélites naturais de Júpiter, provando que nem todos os astros giravam em torno da Terra.

Astronomia - estudo da compreensão dos corpos celestes
Fonte: Estudo Prático.

Mais ou menos na mesma época, Johannes Kepler desenvolveu a Lei das órbitas, Lei das áreas e Lei dos períodos. Depois foi a vez de Isaac Newton desenvolver a Lei de Gravitação Universal, que explicava as órbitas planetárias e previa eventos da astronomia.

No século seguinte, em 1718, Edmund Halley descobriu que as estrelas não são fixas. Na verdade, elas se movem em alta velocidade. Posteriormente, em 1842, Christian Johann Doppler descreveu o efeito Doppler. Esse fenômeno foi responsável pela medição da frequência da luz e velocidades de aproximação e afastamento de estrelas e galáxias.

Curiosidades

  • No Brasil, o Dia da Astronomia é comemorado em 8 de Abril;
  • O Dia Mundial da Astronomia é sempre celebrado em datas diferentes, de acordo com as fases da Lua;
  • Em 1965 foi lançada a primeira sonda espacial capaz de obter imagens de Marte, a Mariner 4;
  • 2009 foi instituído como o Ano Internacional da Astronomia, pois marcou 400 anos das primeiras observações telescópicas de Galileu Galilei.

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Fontes: Brasil Escola e Mundo Educação.

Imagem de destaque: MA10.