Ciências

O que é ciência? Definição, história, tipos de ciência e características

O termo ciência é definido como o conhecimento que está sujeito à verificações por meio de métodos experimentais. Confira!

Atualizado em 30/08/2020

Você já parou para pensar em como a ciência se define? Ou, até mesmo, como ocorreu a evolução dos estudos para que chegasse ao que é hoje? Todos os dias vemos análises sobre o mundo, pesquisas científicas que demonstram o progresso de algo, além de definições variadas sobre o que é ciência.

Isso porque, desde o século XVI, as ciências em geral conquistaram espaço nos meios acadêmicos, na sociedade e em grupos específicos de cientistas. É por conta das ciências, por exemplo, que a tecnologia se desenvolve, o debate sobre algum tema se intensifica e o mundo, em geral, avança.

Portanto, é comum ver conceitos como “conhecimento científico“, “método científico” e “divulgação científica” sendo mencionados. Os conceitos, certamente, obtiveram evolução durante a história das ciências.

Quer saber mais sobre a origem do termo Ciência e sua evolução? Vamos explicar tudo nesta matéria!

O que é ciência?

O conceito de ciência é algo que vem sendo debatido desde os primeiros estudos sobre o próprio termo. Por conta disso, torna-se difícil estabelecer algo estático, já que os estudos e desenvolvimento científico são uma constante. Dessa forma, podemos estabelecer alguns tópicos para exemplificar o conceito deste termo.

O conhecimento científico se caracteriza como uma crença que pode ser questionada. Ou seja, para se chegar à algo conclusivo os estudos passam por uma série de testes e averiguações com o intuito de comprovar e afirmar algo ou alguma questão.

O que é ciência? Definição, história, tipos de ciência e características
Os estudos científicos são elaborados por meio de pesquisas.

Neste caso, se difere da religião, por exemplo, pois independente das crenças, qualquer pessoa pode chegar aos mesmos resultados ou, até mesmo, colocá-los em análise novamente. Assim, é passível de questionamentos, pesquisas e investigações.

Outro ponto a ser analisado, é que a ciência não é um argumento de autoridade. Ou seja, os estudos evoluem de acordo com novas descobertas, novos instrumentos de pesquisa, etc. Com isso, não significa que o conhecimento desenvolvido por estudiosos (Sócrates, Platão, Aristóteles, Tales de Mileto, etc) seja lei ou algo do tipo. Isso porque, estão sujeitos à averiguação e análises. Assim, para que o conhecimento seja considerado científico, ele deve ser racionalmente garantido.

A ciência também não se enquadra no conceito de senso comum. Ou seja, o senso comum se refere à saberes adquiridos durante determinado tempo e que são passados por gerações. Portanto, aprendemos sobre determinada situação pelas experiências de vida. Pelo senso comum, temos respostas prontas sobre questões do dia a dia, por exemplo.

Critérios para os estudos científicos

Como vimos, a definição de ciência seria, então, algo que pode ser testado diversas vezes, além de ser racionalmente válido e justificável. Além disso, parte da ideia de que pode ser alvo de diversas análises, incluindo estudos, pesquisas e observações. Todo o processo científico é feito com o intuito de afirmar ideias.

O que é ciência? Definição, história, tipos de ciência e características
Existem vários tipos de ciências e todas utilizam métodos específicos para sustentar suas afirmações.

A ciência se forma com base em três pilares: a observação, a experimentação e as leis. Assim, a partir desses componentes, o conhecimento científico é pautado na teoria, junto à prática e a técnica. Visto isso, existem critérios para classificação dos tipos de ciências, sendo:

  • A ação humana pode estar presente, ou não, no fato ou objeto investigado;
  • Imutabilidade;
  • Mobilidade prática;
  • Classificação das ciências.

Visto isso, as ciências se dividem em diferentes categorias. Assim, estão presentes nos estudos das ciências sociais e exatas. Ou seja, existem três tipos de ciências (ciências matemáticas, ciências humanas e sociais, ciências sociais aplicadas) que são estudadas e desenvolvidas por estudiosos com intuito de justificar e analisar fatos.

As ciências matemáticas – também chamadas de lógico-matemáticas, envolvem os estudos da matemática, química, biologia, astronomia, geografia física, paleontologia e física. Por outro lado, as ciências humanas e sociais compreendem a sociologia, psicologia, geografia humana, linguística, arqueologia, história e economia.

Já as ciências aplicadas envolvem os estudos de jornalismo, direito, engenharia, arquitetura, biblioteconomia e informática. Assim, são ciências que possuem diferenças, porém, com o mesmo intuito. Ou seja, tentam a adequação de métodos a fim de sustentar afirmações.

A ciência na História

A história guarda diversos nomes que contribuíram para o desenvolvimento da ciência. São pensadores que marcaram seu tempo e são citados até os dias atuais como exemplos. Além disso, forneceram estudos que são utilizados no aprimoramento dos métodos científicos atuais.

O que é ciência? Definição, história, tipos de ciência e características
Aristóteles é um dos mais importantes filósofos da Grécia Antiga.

A história da ciência começa com Aristóteles, nascido 384 a.C, na Grécia. Dentre seus feitos, o filósofo incorporou as ideias de Platão, a observação metódica da natureza e, assim, introduziu a lógica na ciência. Em seguida, Galileu Galilei, nascido em 1564, na Itália, intensifica as análises de Aristóteles e acrescenta a experimentação metódica na ciência.

Evolução

Todas as observações de Aristóteles puderam ser testadas por meio de experimentos. Assim, muitas das ideias defendidas pelo filósofo grego foram desmistificadas. Enquanto isso, em 1643, nascia Isaac Newton, no Reino Unido. O estudioso inglês incorporou às descobertas de Galileu o estudo dos movimentos dos corpos.

Dessa forma, estabeleceu um sistema de equações por meio das observações e experimentos. Newton chegou à conclusões exatas e ofereceu ferramentas e mecanismos para sustentar, por exemplo, a lei da gravitação universal.

No século XX, Karl Popper chega com o princípio da falseabilidade. Ou seja, o estudioso estabeleceu o conceito de que uma teoria científica só era científica se pudesse ser testada.

O que é ciência? Definição, história, tipos de ciência e características
Thomas Kuhn apresentou a concepção de Revolução Científica.

Por fim, em 1922, nasce Thomas Kuhn. O estudioso desenvolveu o conceito de paradigmas e revoluções científicas. De acordo com o livro“O que é Ciência, afinal?”, do escritor Alam F. Chalmers, o progresso da ciência estaria disposto da seguinte maneira: pré-ciência – ciência normal – crise-revolução – nova ciência normal – nova crise. Com a ideia de progresso desenvolvida por Thomas Kuhn, a ciência seria pautada no constante avanço por meio de tentativas e erros.

Método científico

O método científico é caracterizado por um conjunto de regras. Dessa forma, são utilizadas experiências a fim de produzir ou melhorar algum conhecimento já existente. As regras são necessárias para controlar qualquer indício de subjetividade e estabelecer conceitos racionalmente válidos.

Conjunto de etapas que compõe o método científico.

Nesse sentido, existem diferentes métodos científicos que são aplicados dependendo do tipo de pesquisa realizada. Como exemplo, temos:

  • Experimental – método que engloba processo hipotético-dedutivo, além de observação e medição;
  • Dialético – método utilizado com base na movimentação dos fenômenos históricos e sociais;
  • Empírico-analítico – utilizado com nase na lógica-empírica. Ou seja, diferencia elementos de um fenômeno e analise cada um de forma individual;
  • Histórico – método utilizado com base na análise de algum objetivo ou fenômeno por meio da ordem cronológica.

Geralmente, para que o método científico seja elaborado existem etapas que podem ser seguidas. Essas etapas servem para planejar e orientar os estudos e a prática. Assim, são formadas pela observação, elaboração do problema, levantamento de hipóteses, experimentação, análise dos resultados e conclusão. Com isso, podem ou não seguir essa ordem de elaboração. Porém, é a forma mais comum utilizada.

Ciência no Brasil e no mundo

As ciências não são desenvolvidas de maneira igualitária pelo mundo. O fato é explicado em decorrência dos investimentos postos na ciência nos diferentes países. Assim, quando um país anuncia uma descoberta científica o nível de investimento cresce consideravelmente. Como prova, temos os Estados Unidos, Europa e Japão que produzem grande quantidade de publicações científicas.

Apesar do Brasil não estar entre os países que mais publicam pesquisas, o número tem crescido se comparado aos anos anteriores. Com isso, entre os anos de 2011 e 2016, por exemplo, o Brasil publicou mais de 250.000 pesquisas, ficando em décimo terceiro lugar dos países mais citados no mundo.

Carta Capital

A maior parte das pesquisas brasileiras é desenvolvida em Universidades Públicas. Analisando os resultados dos últimos anos, o país teve crescimento de 15% no número de pesquisas publicadas. Por fim, para que a ciência se desenvolva é imprescindível o investimento em pesquisas.

O que achou da matéria? Se gostou, confira também quais são os Tipos de Conhecimento e o que foi o New Deal.

Fontes: Toda Matéria, Politize, Canal Tech e Stoodi

Imagens: Pesquisa Javeriana, Quero Bolsa, Getty Images, Vou Passar, Projeto Acadêmico e Carta Capital

Por <a href='https://conhecimentocientifico.r7.com/author/dayane/' rel='dofollow' class='dim-on-hover'>Dayane Borges</a>
Por Dayane Borges
Jornalista e redatora com experiência em escrita criativa, adequação e produção de conteúdos multimídia para a web.