História

Rota da Seda, o que foi? Definição, divisão das rotas e importância

A Rota da Seda era um caminho terrestre e marítimo estabelecido entre o Oriente e a Europa, utilizado para comercializar seda e especiarias.

Atualizado em 16/10/2020

Durante a Idade Média, os povos que antes eram nômades começaram a se fixar nos locais e estabelecer moradias. Assim, surgiu a agricultura e as trocas comerciais entre as civilizações. Como forma de expandir o comércio entre Oriente e Europa, os povos utilizavam a rota da seda.

Mais que uma simples rota de comercialização entre dois continentes, as rotas deram início ao processo de modernização do mundo. Em outras palavras, a comercialização entre diferentes povo marcou a transição entre o feudalismo e o capitalismo.

O modo de funcionamento das rotas era simples. Ou seja, os comerciantes utilizavam embarcações e navegavam por pontos específicos, onde as trocas comerciais eram realizadas. Por conta da comercialização dos produtos, algumas cidades se formaram ao redor dos pontos comerciais.

Rota da Seda

A Rota de Seda, em específico, era uma forma de conexão entre a Europa e o Oriente. O principal produto comercializado, como o nome sugere, era a seda produzida, especialmente, na China.

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Na época, os chineses desenvolveram uma forma única de produzir o produto. Aproveitando a oportunidade, o país conseguia vender o material por preços absurdos, principalmente para países europeus.

De forma geral, as rotas eram percorridas por vias terrestres, onde os comerciantes saíam em caravanas para vender a seda. Além das vias terrestres, era comum a utilização de embarcações, que usavam pontos estratégicos para as trocas comerciais.

A China era o principal país de onde saíam as mercadorias. Além do país asiático, existiam outros portos que eram utilizados como referência para os comerciantes.

Além da seda, principal produto comercializado, as embarcações e caravanas também transportavam outras mercadorias. Dentre elas estavam as especiarias, como pimenta, muito apreciadas pelos europeus.

Importância da rota comercial

Na época em que a Rota da Seda foi criada, a principal mudança foi em relação à comunicação dos povos entre os continentes. Além disso, por conta das rotas comerciais, as cidades da Idade Média começaram a ser construídas, dando início à grandes impérios.

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O livro de areia

As rotas, que eram percorridas por caravanas, paravam em locais estratégicos para que as trocas comerciais acontecessem. Assim, diversos comerciantes viam para realizar as transações e, como consequência, acabavam se fixando nos principais pontos das rotas.

A fixação dos povos da Idade Média deu início à construção de povoados, centros comerciais, casas, espaços burocráticos, bem como templos e áreas agrícolas.

Além de estabelecer locais onde os povos se fixaram, as rotas também serviam como estratégias para os impérios conquistarem território. Isso porque, os locais eram referência para os comerciantes, que acabavam sabendo de todos os possíveis caminhos que o inimigo poderia percorrer.

Dentre as principais civilizações que se desenvolveram por conta da rota da seda estava o Egito Antigo, o Império Chinês, a Mesopotâmia, Pérsia, Império Romano e Índia. Sendo assim, as rotas, além de aliadas na comunicação, foram essenciais para o processo de globalização do mundo.

Divisão das rotas

De modo geral, a rota da seda era dividida de duas maneiras: as rotas do sul e as rotas do norte. As divisões eram distintas, também, em relação às rotas terrestres e as rotas marítimas. Com isso, as rotas terrestres do sul compreendiam o Leste Europeu, o Mar de Marmara, Mar Negro, Bálcãs e Veneza.

Já a rota terrestre do sul era um caminho que atravessava o Turcomenistão, a Mesopotâmia e a Anatólia. A partir de Anatólia, as rotas ainda ligavam os territórios do Egito e do Norte da África. Já a rota marítima seguia por uma caminho específico, saindo da China e indo em direção da Índia, Egito, Pérsia, Portugal e Suécia.

Rota da Seda na atualidade

Atualmente, existia uma denominação conhecida como nova Rota da Seda, também chamada de “Um cinturão, Uma Estrada”. Em síntese, a nova rota é um projeto que visa estabelecer rotas baseadas no antigo modelo de comercialização.

Marketing e Tecnologia

A nova rota, além de fixar rodovias, corredores marítimos e ferrovias, também pretende proporcionar a China e Estados Unidos independência comercial. A nova rota, assim como na rota da seda anterior, propõe atender todo o continente asiático, onde, só a China, é detentora de 40% do PIB mundial.

Assim, com a construção das novas rotas, os pontos escolhidos para receber os corredores comerciais são: Corredor econômico China-Mongólia-Rússia, Corredor econômico China-Indochina, ponte terrestre da Eurásia, Corredor econômico China-Ásia, Corredor econômico China-Paquistão, bem como corredores marítimos no Oceano Indico e África.

Você sabia?

Os chineses eram os principais comerciantes de seda porque descobriram uma forma única de produzir o tecido. Em síntese, os chineses pegavam a fibra branca produzida pelo bicho da seda e fabricavam a seda a partir disso.

Apenas a China sabia como era o processo de fabricação e, em hipótese alguma, o país revelava o grande segredo. Por conta disso, os chineses vendiam o produto por preços altíssimos e vários comerciantes, principalmente europeus, se interessavam na compra.

Portanto, além de estabelecer vínculos comerciais, Oriente e Ocidente também trocaram ideias e costumes diferentes, fazendo com o que os povos tivessem visão sobre culturas e outras visões de mundo.

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Fontes: Info Escola, Aventuras na História e Estudo Prático 

Imagens: Diálogos Internacionais, Veja, O livro de areia e Marketing e Tecnologia

Por <a href='https://conhecimentocientifico.r7.com/author/dayane/' rel='dofollow' class='dim-on-hover'>Dayane Borges</a>
Por Dayane Borges
Jornalista e redatora com experiência em escrita criativa, adequação e produção de conteúdos multimídia para a web.