História

República da China – Contexto histórico, característica e principais partidos

A ascensão dos comunistas foi um dos fatores fundamentais para a proclamação da República da China, liderada por Mao Tsé-tung.

Atualizado em 16/09/2020
Por Igor Holanda

O ato revolucionário que aconteceu há 70 anos, quando o partido comunista assumiu o poder da China, encerrou o ciclo de uma guerra civil que durava anos e anunciou, através do líder Mao Tsé-tung, o nascer de uma nova nação, conhecida como República da China.

Muitos foram os progressos até a era atual que contribuíram para que a China se tornasse um dos países com a maior economia do planeta.

Além disso, o país se destaca por ser a terceira maior nação em quesito de extensão territorial.

República da China – Sistema imperial chinês

Inicialmente, a China era estruturada através de um sistema político que consistia nas dinastias, ou seja, as famílias reais no controle do poder. A dinastia Qing foi a última imperialista e governou o país durante 268 anos.

Símbolo da dinastia Qing

Em consequência das derrotas sofridas durante o século 19 até o início do século 20, frente às potências colonialistas europeias e o Japão, a Dinastia Qing abaixou a guarda e ofereceu resistência, sendo golpeada por um levante civil e militar que ficou conhecido como a Revolução de 1911.

Isso se deu, principalmente, pelo crescimento dos movimentos nacionalistas que promoviam revoltas e conflitos contra a dinastia Qing.

Um dos principais líderes desses movimentos, Sun Yat-sem, encontrou apoio em vários grupos como: políticos liberais, japoneses, estudantes e militares, que tinham como visão os três motivos principais do povo: nacionalismo, a democracia e o sustento do povo.

Em suma, a queda ocasionada pelo rompimento do império, fez com que a China se transformasse em uma república. Dessa forma, formou-se um governo provisório que consagrou o nacionalista Sun Yat-sem como seu líder.

Republica da China, contexto histórico e seus principais partidos
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Porém, a antiga capital do império, Beijing, estava sobre o controle do comandante-chefe dos Exércitos Imperiais, Yuan Shikai.

O líder provisório Sun, temendo o nascer de uma guerra civil, abdicou do poder e entregou o governo chinês para Yuan, sendo este declarado presidente provisório, em março de 1912.

A chegada dos comunistas ao poder chinês

Durante o período em que Yuan Shikai estava no poder, o país foi marcado por diversos movimentos separatistas, onde diversas províncias tentavam conquistar sua independência.

Várias zonas de influências foram formadas sob o comando de senhores da guerra e chefes militares.

Neste ínterim, surgiu o Partido Nacionalista, conhecido como Kuomintang. Estes lutavam para garantir a centralização do poder na China e combater a continuidade de forças estrangeiras.

Partido comunista da China, que teve como líder fundador Mao Tsé-tung

Em meio aos diversos acontecimentos, desapontava um grupo que seria fundamental para a estruturação da República da China.

Os comunistas eram um grupo formado com base no fortalecimento e união dos operários chineses. A consolidação desse grupo foi fortalecida em consequência da Revolução de 1917, na Rússia.

Sobretudo, tal fortalecimento e desempenho do comunismo na China, ocasionou na criação do Partido Comunista Chinês (PCC).

Fundado em julho de 1921, o partido contava com 57 membros, que tinham como principal bandeira a organização do operariado chinês.

Dentre os membros estavam Mao Tsé-tung, importante nome para o desenvolvimento do partido nos anos seguintes.

Guerra Civil chinesa – Nacionalistas x Comunistas

Após sua constituição, o Partido Comunista Chinês criou alianças com outro grande partido daquele período, o Kuomintang. Inicialmente as relações fluíram bem.

Com a mediação da União Soviética, o partido Kuomintang acolheu os comunistas desde que estes estivessem sob o comando de Sun Yat-sen. Em contrapartida, o estreito laço entre os dois grupos foi ameaçado, em 1925, com a morte de Sun Yat-sem e a entrada de Chiang Kai-shek no comando.

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Em suma, o aumento do número dos comunistas, sobretudo nas grandes cidades chinesas, incomodou o líder do Kuomintang, Chiang, que pediu a perseguição e repressão, colocando em risco os comunistas chineses.

Todavia, a guerra entre o Kuomintang e os nacionalistas se estendeu até ser parcialmente suspensa, em consequência da ameaça dos japoneses. Estes eram imperialistas e tinham interesses ambiciosos sobre às terras vizinhas.

Com a derrota do inimigo japonês, no ano de 1945, os líderes dos partidos nacionalista e comunistas tentaram entrar em acordo para a formação de um governo em conjunto.

A tentativa, no entanto, foi sem sucesso, pelo fato de Chiang exigir o desarmamento das milícias comunistas, o que não foi aceito por Mao Tsé-tung, que já almejava a proclamação da República da China.

Proclamação da República Popular Chinesa

Contudo, o insucesso dos acordos entre os dois grupos, a guerra civil foi retomada na China. Por um lado, Chiang teve forte apoio dos americanos. Porém, a reputação dos comunistas era fortalecida pela população camponesa do interior.

Em síntese, somando todos os apoiadores de guerra dos comunistas, eles possuíam força que superava 10 milhões de pessoas.

Esse fator foi fundamental para a imposição e o domínio dos comunistas sobre o território chinês, reduzindo cada vez mais o poder do grupo rival, os nacionalistas, nas grandes cidades e fortalecendo a futura República da China.

Esta segunda fase da guerra civil entre os dois grupos durou até janeiro de 1949, quando o líder Chiang Kai-shek e os nacionalistas deixaram o país e partiram em direção a Formosa (atual Taiwan).

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Portanto, no dia 1º de outubro de 1949, Mao Tsé-tung proclamou a República Popular da China. Dessa forma, o país passou por várias transformações e por medidas revolucionárias.

Além disso, Mao constituiu políticas baseadas no marxismo e diferente do comunismo soviético, voltado para a classe trabalhadora industrial, se baseou nos camponeses.

Por fim, Mao Tsé-Tung governou a China até o ano de seu falecimento, em 1976. Sua figura continua sendo um símbolo de respeito muito presente no país asiático. Além disso, muitos fatores se modificaram desde a proclamação da república popular chinesa até os dias atuais. Desde 2013, a China é governada por Xi Jinping.

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Fonte: Brasil Escola, História do Mundo, Mundo educação, Info Escola, G1

Imagens: Vice, Fandom, Aurora Oriental, Aventuras na História, Herdeiros de Aécio, Fundação Dinarco Reis, Britannica, Folha de Pernambuco 

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