História

Império Romano – Origem, história, conquistas, imperadores e queda

O Império Romano foi a maior civilização da história ocidental com duração de cinco séculos. Otaviano Augusto foi o primeiro imperador

Atualizado em 09/08/2020

O Império Romano é considerado uma das maiores civilizações já existentes. Assim, todo o império ocupava áreas que englobam a Europa, a Ásia e a África. Desta maneira, durou cerca de cinco séculos, iniciando em 27 a.C. e com fim em 476 d.C.

Em síntese, sua localização se iniciava no Rio Reno até o Egito, passando pela Grã-Bretanha e a Ásia menor. Sendo assim, o Império Romano era gerido por imperadores. Assim, dez imperadores chegaram à posição antes do reinado chegar ao fim. Logo, o império era dividido por dinastias e cada área possuía características diferentes.

Contudo, o fim do Império Romano marca o início da Idade Média e o fim da Idade Antiga. Além disso, foi durante o reinado romano que surgiu o cristianismo, construção de monumentos arquitetônicos e a expansão territorial.

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História do Império Romano

Em resumo, Império é uma derivação da palavra em latim imperator que significa “aqueles que mandam”. Assim, o poder dentro do reino era responsabilidade dos imperadores. Desta forma, o primeiro imperador foi Otaviano Augusto e o último a governar foi Constantino XI.

Império Romano - Surgimento, principais imperadores e características
Fonte: Estudo Kids

O sistema de impérios veio para substituir a República Romana. Assim, Roma passou a ser governada pelo imperador e a figura do Senado apoiava o poder do reino.

O início do império era forte e consolidado. Desta forma, o Império Romano conseguiu conquistar grande parte de seu poder. Isso se explica porque o exército que estava na frente das batalhas era considerado com uma legião.

Assim, algumas características foram determinantes para que o exército conseguisse demasiado poder em pouco tempo. Logo, podemos destacar:

  • Essencialmente comercial
  • Escravizava os povos conquistados
  • O controle das províncias era feito por Roma
  • Politeísta
  • O governante tinha cargo vitalício
  • A extensão era obtida por conquistas ou golpes militares

Origem do Império Romano

O surgimento do império não é algo muito concreto. Assim, conta-se que tudo que tudo teve início com a história dos irmãos gêmeos Rômulo e Remo. Visto isso, Rômulo foi o fundador da cidade de Roma e o primeiro rei.

Império Romano - Surgimento, principais imperadores e características
Escultura de Rômulo e Remo. Fonte: Tudo sobre Roma

Os dois irmãos, ao nascerem, teriam sido jogados no rio Tibre. Assim, após serem levados pela correnteza, pararam nas margens do rio e foram encontrados por uma loba. Desta forma, a loba teria alimentado os dois irmãos até que um dia foram encontrados por um pastor, Fáustulo.

Assim, Roma teria surgido de um grupo de pastores que viviam nas proximidades do Rio Tigre. Desta forma, durante o século VI a.C Roma era comandada pelos etruscos. Nesse sentido, o poder dos etruscos foi perdendo força e Roma se tornou uma monarquia, se transformando em uma cidade-estado.

Imperadores

Império Romano - Surgimento, principais imperadores e características
Primeiro imperador do Império Romano, Otaviano Augusto. Fonte: Info Escola

Em síntese, os cinco séculos de reinado foram comandados por um total de dez imperadores. Desta forma, os descendentes não eram escolhidos pela hereditariedade, como acontecia na monarquia. Assim, os imperadores do Império Romano foram:

  • Otaviano Augusto – foi o primeiro imperador de Roma. Logo, seu reinado ficou conhecido pelos territórios acrescentados ao império.
  • Cláudio – foi reconhecido por conquistar parte da Grã-Bretanha.
  • Nero – era considerado excêntrico e louco. Por incrível que pareça, o imperador assassinou a mãe, a irmã. Também, foi responsável por condenar um grande número de cristãos à morte.
  • Tito – ficou conhecido por ter destruído o templo do Rei Salomão.
  • Trajano – era considerado um grande conquistador. Assim, foi em seu governo que o Império Romano atingiu a maior extensão.
  • Adriano – mandou construir uma muralha com seu nome, a Muralha de Adriano, ao norte da Grã-Bretanha. Visto isso, o objetivo era conter os bárbaros.
  • Diocleciano – dividiu o império em duas partes: oriental e ocidental.
  • Constantino – foi responsável por proibir a perseguição aos cristãos. Assim, uniu novamente o império e escolheu Bizâncio como capital. Além disso, rebatizou a cidade de Constantinopla.
  • Rômulo Augusto – último imperador de Roma.
  • Constantino XI – foi o último imperador do Império Romano Oriental. Logo, morreu defendendo a cidade contra o ataque dos turcos.

O Império Romano também ficou conhecido pelas dinastias. Logo, o período imperial foi dividido em cinco partes:

  • Dinastia Júlio-Claudiana
  • Dinastia dos Flávios
  • Dinastia dos Antoninos
  • Dinastia dos Severos

Divisão do Império

O imperador Diocleciano foi o responsável por dividir o império em duas partes: o Império Romano Ocidental e o Oriental. Assim, a divisão foi feita visando melhoria na administração do poder.

Império Romano - Surgimento, principais imperadores e características
Fonte: Tudo sobre Roma

Dessa forma, o império do ocidente tinha como capital Roma. Enquanto isso, Bizâncio era a capital do império do oriente.

Império Romano do Oriente

O Império Romano do Oriente também era conhecido com Império Bizantino. Assim, teve seu reinado até 1453. Porém, teve fim quando os turcos tomaram o poder da capital Bizâncio, também chamada de Constantinopla.

Porém, o imperador Justiniano, que estava à cargo na época, tentou organizar uma frente de batalha para retomar o poder. Assim, ele ordenou guerras, conquistando o Norte da África, a Península Itálica e a Península Ibérica.

O fim do Império

Império Romano - Surgimento, principais imperadores e características
Fonte: Faculdade de História

Alguns pontos foram determinantes para que o fim do império chegasse. Assim, podemos destacar:

  • Dificuldade de administração: o império era bastante vasto. Assim, a ordem e as formas de organização não eram fatores fortes. Outro ponto, foi a corrupção que assolou o império;
  • Invasões bárbaras: o império foi atacado diversas vezes. Dessa forma, o exército precisou proteger o império das investidas de godos (visigodos e ostrogodos), hunos e germânicos (como os francos, anglos, saxões, vândalos, bretões e burgúndios);
  • Elevados impostos: os impostos cobrados da população para manter a construção de pontes, aquedutos, estádios e banhos públicos eram exorbitantes;
  • Religião: a expansão do cristianismo, que não admitia outros deuses, está entre as justificativas para a crise no império;
  • Escassez de escravos: a redução das batalhas por conquistas de novos territórios prejudicou o sistema de renovação de escravos.

Entretanto, com todos os problemas enfrentados com o fim do império, ainda existia uma esperança de voltarem aos anos de reinado. Assim, tentou-se um recomeço com a fundação do Sacro Império Romano-Germânico. Logo, a ideia era defendida pelos príncipes e nobres germânicos.

Porém, o Sacro Império Romano-Germânico terminou em 1806 devido às guerras napoleônicas.

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Fontes: Toda Matéria, Info Escola, Super Abril

Fonte imagem destaque: Nauciti

Por <a href='https://conhecimentocientifico.r7.com/author/dayane/' rel='dofollow' class='dim-on-hover'>Dayane Borges</a>
Por Dayane Borges
Jornalista e redatora com experiência em escrita criativa, adequação e produção de conteúdos multimídia para a web.