Geografia

Estrutura geológica do Brasil, o que é? Conceito, tipos e características

A estrutura geológica do Brasil é formada, basicamente, por escudos cristalinos, bacias sedimentares e terrenos vulcânicos.

Atualizado em 25/09/2020

A estrutura geológica do Brasil é dividida em três tipos, sendo eles: escudos cristalinos, bacias sedimentares e terrenos vulcânicos. Elas estão espalhadas por toda a extensão territorial brasileira, ocupando um espaço de, aproximadamente, 8.514.876 quilômetros quadrados.

Antes de tudo, é preciso entender como são definidas as estruturas e sua formação. A princípio, são conjuntos de composições rochosas (magmáticas, sedimentares e metamórficas) e elementos físicos presentes no relevo terrestre.

Além disso, no Brasil as estruturas são bem diferentes dos outros países da América do Sul, por conta de não haver dobramentos modernos no território brasileiro.

O motivo disso está relacionado com a localização do país, posicionado no centro da placa tectônica sul-americana. Dessa forma, não há abalos sísmicos, sendo considerado um local estável.

Em suma, o estudo da estrutura geológica do Brasil é necessário para se aprofundar na questão de relevos e recursos minerais, tendo em vista que as rochas terrestres estão sempre em processo de modificação, devido à agentes externos (chuvas) e agentes internos (erupções).

Formação dos Escudos Cristalinos

Escudos Cristalinos
Fonte: InfoEscola

A primeira estrutura geológica do Brasil é composta por escudos cristalinos, também chamados de crátons. De antemão, sua formação é a mais antiga de todas, do período pré-cambriano, e por isso é um pouco escassa de riquezas minerais.

Essa formação faz parte de, aproximadamente, 36% do território nacional, repartidos entre os terrenos arqueozoicos e proterozoicos.

Dessa forma, o arqueozoico é responsável por 32% dos terrenos e tem como característica rochas, como granito, grafita. Além disso, se situa em lugares mais elevados, como serra do mar.

Por outro lado, a formação composta pelos proterozoicos equivale à 4% do território. Sua diferença é vista quando se fala de riquezas mineiras. Nesse sentido, o terreno conta com rochas metamórficas que geram ferro, chumbo, ouro, prata, entre outros.

Estrutura geológica do Brasil – Bacia Sedimentar

Bacia Sedimentar
Stoodi

As bacias sedimentares correspondem à 60% da estrutura geológica do brasil. Foram formadas na era Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica.

Dessa forma, nos terrenos constituídos na era Paleozoica, há jazidas carboníferas. Já na era Mesozoica, contêm jazidas petrolíferas. Por último, a era Cenozoica, tem como característica a sedimentação resultante em planícies.

Sua formação é feita por camadas de rochas sedimentares que, um dia, já foram rochas mais velhas geologicamente, geralmente oriundas de partes mais baixas do relevo.

Além do mais, no Brasil as rochas sedimentares mais conhecidas são a Bacia do São Francisco, do Pantanal, da Parnaíba e entre outras. Sendo assim, petróleo, carvão mineral e gás natural são os mineiras com mais abundância na estrutura.

Terrenos Vulcânicos

Solo Vulcânico
Chamadas de “Terras Roxas”

Por fim, como parte da estrutura geológica do Brasil, temos os terrenos vulcânicos. Tal estrutura é formada por derramamentos de vulcões.

Ela é considerada a mais rara e só está presente em cerca de 5% do território nacional. O motivo é a estabilidade tectônica do país, afinal, não há nenhum vulcão ativo, atualmente, no Brasil.

Apesar disso, engana-se quem pensa que nunca houve atividade vulcânica por aqui. Isso porque, a última atividade vulcânica no país foi registrada há 2 bilhões de anos.

A formação de terrenos vulcânicos é caracterizada por rochas do tipo basalto e diabásio, que, inclusive, são fertilizantes do solo.  Por isso, a área ocupada por essa estrutura pode ser chamada de “terra roxa”.

Relação da estrutura geológica do Brasil com o relevo

Estrutura geológica do Brasil, o que é? Conceito e os tipos
Os três relevos no Brasil: Planície, planalto e depressão.

O relevo é o conjunto das planícies, planaltos e depressões que faz parte da formação geológica do Brasil.

As planícies, por exemplo, ocupam apenas 5% do território, ou seja, não são muito comuns por aqui. São compostas por terrenos planos e podem ser subdivididas em: costeiras, fluviais e lacustres.

Já os planaltos, têm como característica a elevação. Existem vários tipos, como planalto sedimentar, cristalino e basáltico.

Por último, as depressões são o oposto de planaltos. Logo, estão abaixo do nível do solo e inclinadas. Existem duas classificações: abaixo do nível do mar (absolutas) e acima do nível do mar (relativas).

Por fim, a formação do território brasileiro é majoritariamente composto por planaltos e depressões. Em suma, planaltos e depressões equivalem a cerca de 95% do país.

Achou interessante? Então, leia também: Formação da chuva – Como ocorre, tipos, precipitações e curiosidades.

Fontes: Prepara Enem, Brasil Escola, Toda Matéria e Mundo Educação.

Imagens: CVC, Todo Estudo, InfoEscola, Stoodi, TriCurioso e Pinterest.