Física & Química

Iodo, o que é? Definição, características do elemento e aplicações

O iodo é um elemento químico da família 17A da Tabela Periódica, do grupos dos halogênios, considerado um ametal pouco eletronegativo.

Atualizado em 27/08/2020

A Tabela Periódica é composta por 118 elementos químicos, sendo o iodo um deles. Em síntese, o iodo faz parte da família dos halogênios, ou seja, família 17 A da tabela.

O elemento químico em questão é constituído por 53 prótons e 53 elétrons. Em outras palavras, significa que o iodo possui número atômico igual a 53. Alguns elementos químicos apresentam variações, que são chamadas de isótopos.

No caso do iodo, existe apenas um isótopo, o  127I. Isótopos são elementos do mesmo elemento químico que apresentam mesmo número atômico, mas o número de massa é diferente. O iodo apresenta massa molar igual a 126,90 g/mol.

Características do iodo

O iodo é um ametal da família dos halogênios. De forma geral, é classificado como um dos elementos menos eletronegativos do grupo da família 17A da Tabela Periódica.

De forma geral, o elemento químico pode ser encontrado na natureza – na forma de vários compostos concentrados -, na água do mar e em compostos petrolíferos. Na água do mar, por exemplo, é encontrado na forma de iodeto de sódio (NaI).

Iodo Sublimando

Além disso, o iodo também pode ser extraído de forma industrial ou por meio do processo denominado “Salitre do Chile”. Por meio desse processo, é possível encontrar o iodo na forma de iodato de sódio (NaIO3).

A molécula do iodo é formada por ligação covalente, ou seja, um par de elétrons é compartilhado por dois átomos. Por conta disso, o elemento é chamado de diatômico.

Propriedades físicas e químicas

Visualmente, o iodo é um elemento químico sólido de cor escura e lustrosa quando em temperatura ambiente e possui, ainda, um leve brilho quando posto em lugares expostos. Além disso, é um elemento muito volátil.

Isso significa que, de forma rápida e fácil, o elemento passa do estado sólido para o gasoso. Na forma de gás, o iodo apresenta cor azul-violeta e possui odor irritante e forte.

Quando posto em água, não se dissolve, sendo pouco solúvel em líquidos. Porém, na presença dos compostos: clorofórmio (CHCl3), dissulfeto de carbono (CS2) e  tetracloreto de carbono (CCl4), o iodo se dissolve com facilidade.

Iodo, o que é? Definição, características do elemento e aplicações
Opas

Nestes casos, o iodo apresenta coloração violeta. Agora, quando é posto em contato com álcool ou éter, o elemento químico possui cor marrom. Em relação aos demais elementos da Tabela, o iodo é menos ativo aos halogênios.

Descoberta do iodo

O químico francês Bernard Courtais foi o responsável por descobrir, em 1811, o iodo. Na época, o químico descobriu o elemento ao produzir nitrato de potássio para as tropas napoleônicas.

Apesar de ter descoberto o iodo, o elemento só foi estudado de forma mais detalhada, em 1813, por Gay-Lussac e Humphrey Davy. O nome do elemento vem do grego “ioeides”, que significa violeta.

Após a descoberta do composto, a tecnologia química sofreu várias modificações e melhorias. Além disso, o elemento químico contribui para os avanços da química orgânica sintética, desenvolvida por Albert Hofmann.

Aplicações do elemento

Após a descoberta, o iodo passou a ser utilizado na fotografia e, até os dias atuais, é utilizado na forma de iodeto de potássio (KI). De forma geral, o elemento possui diversas aplicações, além da fotografia.

Uma das aplicações mais comuns é ao sal de cozinha, o NaCl. Neste caso, são utilizados os compostos iodetos ou iodatos de sódio (NaI, NaIO3) e de potássio (KI, KIO3).

Iodo, o que é? Definição, características do elemento e aplicações
Opas

Em síntese, a utilização é, desde 1953, uma obrigação em relação ao sal. Isso porque, o iodo é um elemento essencial para o organismo humano, pois é usado pela tireoide. Assim, a deficiência do elemento no organismo pode causar distúrbios, por exemplo.

Além disso, o elemento químico também é aplicado em um teste chamado de índice de iodo. Dessa forma, o teste consiste na utilização do elemento para verificar casos de adulteração em óleos vegetais e gorduras.

Por fim, o elemento também é utilizado na medicina nuclear. Neste caso, são utilizados os isótopos radiativos (I -123 e I – 131), principalmente, para estudar questões sobre a Glândula Tireoide.

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Fontes: Info Escola, Alunos Online e Brasil Escola

Imagens: Britannica, Biologia Total e Opas 

Por <a href='https://conhecimentocientifico.r7.com/author/dayane/' rel='dofollow' class='dim-on-hover'>Dayane Borges</a>
Por Dayane Borges
Jornalista e redatora com experiência em escrita criativa, adequação e produção de conteúdos multimídia para a web.