Tabela periódica completa e atualizada 2026

A Tabela Periódica foi criada para agrupar os elementos químicos e facilitar seu estudo, tendo sofrido poucas alterações em 150 anos de existência.

Imagem da tabela periódica com todos os elementos, número de massa, períodos, grupos, propriedades periódicas.

A tabela periódica é uma das ferramentas mais importantes da química. Mesmo quem nunca decorou os elementos provavelmente já ouviu falar de símbolos como H, O, Fe ou Au. Mas afinal, para que serve a tabela periódica e como ela funciona?

Ela foi criada para organizar os 118 elementos químicos (92 naturais e 26 sintéticos) em ordem crescente de número atômico (número de prótons). Ela reúne outras informações essenciais, como massa atômica, classificação dos elementos e tendências químicas, tudo de forma visual e organizada.

Neste texto, você vai entender o que é a tabela periódica, como ela foi criada, quais são os principais grupos e períodos e como interpretar cada elemento sem complicação.

Organização da tabela periódica

A organização é feita por meio de períodos e grupos.

1- Períodos da tabela periódica

Os períodos são as linhas horizontais, numeradas de 1 a 7. Cada um dos períodos mostra os elementos com o mesmo número de camadas eletrônicas. São eles:

  • 1º período: 2 elementos
  • 2º período: 8 elementos
  • 3º período: 8 elementos
  • 4º período: 18 elementos
  • 5º período: 18 elementos
  • 6º período: 32 elementos
  • 7º período: 32 elementos

Os elementos de um mesmo período apresentam propriedades que mudam gradualmente da esquerda para a direita, como tamanho do átomo, eletronegatividade e capacidade de conduzir eletricidade.

2- Grupos ou famílias da tabela periódica

Os grupos, também conhecidos como famílias, são as colunas verticais. Nelas, os elementos têm o mesmo número de elétrons na camada mais exterior, chamada de camada de valência.

No total, são 18 grupos numerados de 1 a 18. Cada grupo reúne elementos com comportamentos semelhantes, o que ajuda a prever as reações químicas e as características.

Famílias principais (representativos)

  • Grupo 1 – Metais alcalinos: altamente reativos com água. Elementos: Li, Na, K, Rb, Cs, Fr. (Obs: O Hidrogênio está no topo desta coluna, mas ele é um “estranho no ninho”, porque não é um metal e não pertence a nenhuma família).

  • Grupo 2 – Metais alcalino-terrosos: bastante reativos, mas um pouco menos que os do grupo 1. Elementos: Be, Mg, Ca, Sr, Ba, Ra

  • Grupos 13 a 15 – Famílias do Boro, Carbono e Nitrogênio: levam o nome do primeiro elemento da coluna. Aqui a diversidade aumenta, misturando metais, ametais e semimetais.

    • Elementos do grupo 13: B, Al, Ga, In, Tl, Nh
    • Elementos do grupo 14: C, Si, Ge, Sn, Pb, Fl
    • Elementos do grupo 15: N, P, As, Sb, Bi, Mc
  • Grupo 16 – Calcogênios: formadores de ácidos. Elementos: O, S, Se, Te, Po, Lv.

  • Grupo 17 –  Halogênios: os ametais mais reativos da tabela e formam sais. Elementos: F, Cl, Br, I, At, Ts.

  • Grupo 18 – Gases nobres: inertes, pois já possuem a última camada completa. Elementos: He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn, Og.

Famílias de transição

  • Grupos 3 ao 12 – Metais de transição: é aquele “bloco central” da tabela. Aqui estão metais clássicos como Ferro, Ouro, Prata e Cobre.

  • Transição interna: são as duas linhas que ficam “fora” da tabela principal (Lantanídeos e Actinídeos).

Criação da tabela periódica

A tabela periódica que conhecemos hoje não surgiu de um estalo de genialidade isolado, mas de um esforço conjunto para organizar elementos que aparentemente não tinham nada em comum.

O grande divisor de águas veio com Dmitri Mendeleev. Em vez de apenas listar o que conhecia, ele teve a perspicácia de deixar espaços vazios, prevendo que elementos ainda não descobertos preencheriam aquelas lacunas. No entanto, o critério de Mendeleev — a massa atômica — ainda deixava algumas peças fora do lugar.

Foi só em 1913 que Henry Moseley refinou essa lógica, percebendo que a verdadeira identidade de um elemento não está no seu peso, mas no seu número atômico (a quantidade de prótons no núcleo). Essa mudança de perspectiva foi o ajuste necessário: a tabela passou a ser organizada por uma ordem numérica crescente que revelava padrões de comportamento repetitivos, ou periódicos.

Com o tempo, essa estrutura se tornou ainda mais robusta:

  • Chegada dos gases nobres: elementos como o hélio e o neon, que não reagem facilmente com nada, ganharam sua própria coluna, fechando o quebra-cabeça da estabilidade química;

  • Ajuste de Glenn Seaborg: na década de 1940, foi necessário “puxar” as séries dos actinídeos para baixo do corpo principal da tabela. Isso não foi por estética, mas para acomodar elementos pesados e radioativos de forma que a simetria das propriedades químicas fosse preservada.

Hoje, os 118 elementos confirmados não estão ali por acaso. Cada linha (período) e cada coluna (grupo) tem um motivo, já que explicam como os elétrons se organizam e como a matéria decide se comportar.

Curiosidades sobre a tabela periódica

A Tabela Periódica é cheia fatos que parecem aleatórios, mas revelam muito sobre como o universo é construído. Aqui estão algumas das curiosidades mais interessantes:

  • O ouro (Au) recebeu esse símbolo por causa do seu nome em latim: aurum.
  • Nem todos os elementos da tabela existem naturalmente na Terra. Alguns foram criados artificialmente em laboratório.
  • O elemento químico mais raro encontrado naturalmente é o astato (At).
  • O mercúrio (Hg) é o único metal que permanece líquido em temperatura ambiente.
  • O tungstênio (W) possui o maior ponto de fusão entre todos os elementos químicos conhecidos.
  • A letra “J” não aparece em nenhum símbolo químico da tabela periódica.
  • O nome “periódica” existe porque várias propriedades químicas se repetem em intervalos regulares entre os elementos.
  • Alguns elementos receberam nomes em homenagem a cientistas famosos, como o cúrio (Cm), inspirado em Marie Curie e Pierre Curie.
  • Outros elementos homenageiam lugares e países, como o germânio (Ge), relacionado à Alemanha, e o amerício (Am), ligado às Américas.

Bibliografia:

  • Manharelo Trassi, R. C., Castellani, A. M., Gonçalves, J. E., & Toledo, E. A. (2008). Interactive periodic table: stimulating comprehension. Acta Scientiarum. Technology, 23, 1335-1339.
  • BASTOS, Amélia Rota Borges de. PROPOSIÇÃO DE RECURSOS PEDAGÓGICOS ACESSIVEIS: o ensino de química e a tabela periódica. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DA PRÓ‐INCLUSÃO, 4. 2016, Lisboa. Journal of Research in Special Educational Needs. [S.L.]: Wiley, 2016. p. 923-927.
  • LEITE, Bruno. O ANO INTERNACIONAL DA TABELA PERIÓDICA E O ENSINO DE QUÍMICA: das cartas ao digital. Química Nova, [S.L.], v. 42, n. 6, p. 702-710, jun. 2019. Sociedade Brasileira de Quimica (SBQ).

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