Biografia

Benjamin Franklin, quem foi? Vida, profissão, principais obras e inventos

Benjamin Franklin foi editor, cientista, jornalista e diplomata, sendo uma das pessoas mais importantes na história dos Estados Unidos.

Atualizado em 17/06/2020

Dentre as várias funções exercidas por Benjamin Franklin, editor, cientista, jornalista e diplomata; certamente, foram as que marcaram a vida de um dos nomes mais importantes dos Estados Unidos. Por conta das contribuições ao longo da história, Franklin se tornou parte importante do iluminismo norte-americano.

Durante a Revolução Americana, Franklin apoiou os revolucionários, além de lutar contra posições políticas abusivas que ocorriam nas colônias americanas. Foi, inclusive, contra a Lei do Selo, que estabelecia que todos os documentos oficiais deveriam ter selos vindos da metrópole.

O nome de Benjamin Franklin esteve em documentos importante, como o “Tratado de Paz”, a “Declaração da Independência” e a “Constituição”, sendo o primeiro embaixador dos Estados Unidos na França. Além da vida política, Franklin ficou reconhecido pelos estudos e invenções na área da eletricidade.

Vida de Benjamin Franklin

Benjamin Franklin nasceu no dia 17 de janeiro de 1705, em Boston, na colônia de Massachusetts. Vindo de família simples, era filho de Josiah Franklin e de Abiah Folger. O pai era fabricante e vendedor de sabão, enquanto a mãe ajudava o marido nos negócios da família.

O jovem Franklin, desde a infância, já mostrava a genialidade nos estudos. Aprendeu a ler sozinho e, como oito anos de idade, conseguiu iniciar na escola da região onde morava. Porém, após dois anos de estudos, o jovem deixou os estudos para ajudar o pai na fabricação e venda dos produtos que produzia.

Benjamin Franklin, quem foi? Vida, profissão, principais obras e inventos
Benjamin Franklin, escritor, cientista e diplomata.

O irmão, James, possuía uma oficina gráfica. Assim, com 12 anos de idade, Franklin começa a ajudar na publicação gráfica do “The New England Courant”, um jornal semanal. Logo, interessado em escrever para o semanário, Franklin mostra ao irmão que podia contribuir com artigos para o jornal.

Entretanto, James não deu créditos para que Franklin iniciasse com as produções. Por conta disso, o jovem decide escrever os artigos, mas utilizando um pseudônimo, Slilence Dogwood. A ideia parecia genial, até que James descobriu que, na verdade, quem escrevia os artigos era Franklin. A descoberta foi motivo para que os dois irmãos se desentendessem.

Trilhando o próprio caminho

Como o trabalho com o irmão não tinha dado resultado, aos 17 anos, Benjamin Franklin decide seguir outros caminhos. Dessa forma, muda-se para Filadélfia para trabalhar como impressor em um emprego de tipógrafo. Sempre após o trabalho, para ocupar as horas vagas, Franklin se dedicava aos estudos das letras e das ciências.

Em 1729, aos 24 anos de idade, Franklin consegue abrir a própria oficina gráfica. Com isso, passa a publicar o jornal “The Pennsylvania Gazette” que, mais tardem se tornaria o Saturday Evening Post. Com a própria gráfica, Franklin decide fazer algumas publicações com o pseudônimo Richard Saunders.

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Página do jornal “The Pennsylvania Gazette”.

Assim, as publicações reuniam anedotas e provérbios populares no almanaque chamado “Poor Richard”. Logo, as publicações fizeram tanto sucesso que a gráfica de Franklin se tornou conhecida e admirada. Nesse sentido, o almanaque rendeu lucros que deram, mais tarde, condições para que Franklin abrisse novas tipografias nas colônias americanas.

Por conta da influência que Franklin adquiriu com as publicações, logo a Filadélfia se tornou a mais importante das 13 colônias inglesas. As publicações e o interesse pelos livros fizeram, inclusive, Franklin inaugurar a primeira biblioteca móvel nas colônias.

Além disso, Franklin ainda contribuiu com a criação do Corpo de Bombeiros na Filadélfia. Mais tarde, em 1740, aos 35 anos, participou da fundação da Academia da Pensilvânia. Posteriormente a Academia viria a se transformar na Universidade da Pensilvânia.

Benjamin Franklin na política

A vida política de Benjamin Franklin iniciou após a nomeação como Diretor dos Correios nas Colônias. Nessa época, Franklin lutava contra os abusos das ações coloniais, além da criação da Lei do Selo, que estabelecia que todos os documentos oficiais deveriam ter selos vindos da metrópole. Assim, como diretor dos correios, Franklin apresentou o sistema de correio pago.

Além disso, teve a ideia de apresentar formas que pudessem unir as colônias inglesas. A ideia veio em forma de plano que, inclusive, levou Franklin, em 1757, à Inglaterra. Logo, a viagem serviu para que o Diretor do Correios solucionasse os conflitos que estavam ocorrendo entre a Assembleia da Pensilvânia e a coroa britânica. Franklin só retornaria aos EUA em 1762.

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Declaração de Independência dos EUA.

Enquanto isso, em 1766, Franklin retorna à Londres já como embaixador das 13 colônias. Nesta época, o embaixador acreditava que a independência era algo inadiável e, por conta disso, voltou à Filadélfia como delegado do II Congresso Continental. Dessa forma, participou junto com Thomas Jefferson e Samuel Adams do comitê responsável pela “Declaração de Independência”, em 1766.

No mesmo ano, em 1766, Franklin viaja à França como o primeiro embaixador dos Estados Unidos. Anos mais tarde, em 1783, assinou o “Tratado de Paz” que estabelecia alianças econômicas entre França e EUA. Dessa forma, após dois da assinatura do tratado, Franklin retorna à Filadélfia quando é eleito prefeito da cidade.

Por fim, como delegado membro da convenção responsável pela elaboração da Constituição, Franklin participa da assinatura da Constituição Americana, em 1787. Como prefeito Franklin tentou, sem sucesso, abolir a escravidão.

Benjamin Franklin na ciência

Ainda na adolescência, Franklin tinha muito interesse nos estudos das ciências. Entretanto, as várias atividades como tipógrafo e na área política não deixavam muito tempo para que Franklin pudesse se dedicar realmente aos estudos. Porém, após render muitos lucros com as gráficas que abriu e com as publicações de sucesso, editor e jornalista decide largar tudo para se aprofundar na ciência.

Nesse sentido, em 1740, Benjamin Franklin se tornou, finalmente, um cientista. Assim, com os estudos consolidados nas ciências, Franklin decide, em 1743, fundar a American Philosophical Society. Basicamente, a instituição promovia estudos e debates sobre temas e intelectuais que desenvolviam ideias e teorias científicas.

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Benjamin Franklin descobriu que os raios possuem carga elétrica por meio do experimento da pipa.

Logo, em 1746, após assistir um experimento que continha eletricidade, Franklin decide se aprofundar no assunto, tamanho o fascínio que o experimento causou. Assim, após algum tempo de estudo, Franklin havia descoberto que a carga elétrica era formada tanto por carga negativa quanto por carga positiva. Após isso, conclui que os raios constituíam um fenômeno elétrico.

A conclusão de que os raios eram um fenômeno elétrico veio por meio de um experimento que Franklin realizou em 15 de junho de 1752. Dessa forma, acredita-se que o cientista tenha empinado uma pipa que continha um fio de metal ligado a uma espécie de acumulador de carga elétrica. Após a ocorrência dos raios atingirem a pipa, Franklin chegou à conclusão que os raios possuem carga elétrica de alta intensidade.

A partir disso, Benjamin Franklin iniciaria invenções que o fizeram reconhecido no mundo todo. Uma das principais invenções foi, certamente, o para-raios, além das lentes bifocais e do aquecedor.

Principais invenções

Benjamin Franklin contribui com a sociedade de diversas formas. Suas invenções são úteis até os dias atuais e tornam, sem dúvidas, a vida das pessoas mais confortável e prática. O principal invento de Franklin, certamente, foi o para-raios. Inclusive, foi com essa invenção que o cientista ganhou renome internacional.

Benjamin Franklin, quem foi? Vida, profissão, principais obras e inventos
Benjamin Franklin está estampada no nota de 100 dólares dos EUA.

Entretanto, as invenções de Franklin englobam diversos outros experimentos. O cientista foi responsável, nesse sentido, pela criação de termos que utilizamos até os dias atuais, como “bateria” e “condensador”. Portanto, dentre as principais obras e inventos do cientista podemos destacar:

  • Aquecedor – quando se fala na invenção do aquecedor há controvérsias em relação à criação. Isso porque, acredita-se que outro autor esteja envolvido na criação, porém, seu nome ainda é um mistério. Por conta disso, Franklin é considerado como o inventor do aquecedor residencial;
  • Cartum – o primeiro cartum da história foi criado por Franklin. O desenho era formado por sátiras que contavam como ocorreu a união das colônias inglesas contra a França;
  • Cateter Flexível – cateter, na medicina, é um tubo utilizado para drenagem ou injeção nos vasos sanguíneos. Franklin teria criado o primeiro cateter para o irmão, John, que tinha pedras nos rins;
  • Corrente do Golfo (Gulfstream) -Benjamin Franklin foi o primeiro a desenvolver estudos que explicavam a diferença de tempo no percurso de ida e volta da corrente do golfo;
  • Lentes bifocais – Benjamin Franklin criou as lentas que possuem duas potências ópticas. Ou seja, são lentes que servem para enxergar tanto de perto quanto de longe;
  • Pés de pato – Isso mesmo, a ferramenta utilizada para acelerar o nado foi uma invenção de Franklin.

As obras de Benjamin Franklin

Como escritor, Benjamin Franklin escreveu duas grandes obras, sendo:

  • Experiências e Observações Sobre Eletricidade (1751);
  • Autobiografia (publicada postumamente, em 1791).

Curiosidades

Por conta dos feitos de Benjamin Franklin, o rosto do cientista faz parte da nota de cem dólares dos Estados Unidos. Além disso, existem cinquenta cidades norte-americanas que levam o nome de Franklin, além de academias, como a Universidade Franklin, no estado de Ohio, e o Instituto de Tecnologia da Benjamin Franklin, em Massachusetts.

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Fontes: Ebiografia, Brasil Escola, Educa mais Brasil e Toda Matéria

Imagens: Aventuras na História, Time for Kids, New York State Archives, Speak wgao, Replicário,

Por <a href='https://conhecimentocientifico.r7.com/author/dayane/' rel='dofollow' class='dim-on-hover'>Dayane Borges</a>
Por Dayane Borges
Jornalista e redatora com experiência em escrita criativa, adequação e produção de conteúdos multimídia para a web.