História

República Romana – Origem, características, domínio do Senado e declínio

A República Romana iniciou com a queda da monarquia e teve seu destaque na centralização do poder por parte do senado e dos magistrados.

Atualizado em 08/10/2020

A Roma antiga teve várias configurações políticas. A República Romana foi o período que veio logo após a monarquia, em que o senado controlava o governo.

Em suma, a característica dessa organização política se deu pela sua divergência com o período anterior, onde o poder se concentrava na mão de apenas um homem, ou seja, do Rei.

Esse período da sociedade romana se constituiu de 509 a.C. a 27 a.C. Contudo, o que marcou esse período foi o domínio dos senadores que em grande parte pertenciam à classe dos patrícios.

Além da forma de atuação, o período da República romana teve seu marco em consequência de grandes acontecimentos. Como exemplo podemos citar a criação da constituição republicana, o aperfeiçoamento do exército (que contribuiu para conquistas militares), expansões territoriais e a conquistas dos plebeus.

Contexto histórico

Em síntese, Roma surgiu na península italiana. A história dessa região estava ligada à fortificação do militarismo, que tinha por objetivo defender a cidade dos ataques de povos que habitavam na porção norte, os etruscos.

Roma foi erguida às margens do Rio Tibre e no Monte Palatino, pelos irmãos Rômulo e Remo. A lenda diz que que Rômulo deu início a monarquia romana, após matar seu irmão Remo na disputa pelo trono.

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Entretanto, a queda da monarquia se deu a partir do momento em que os etruscos dominaram Roma. Esse evento deu início à monarquia dos etruscos e ao afastamento desse povo da elite romana, principalmente dos patrícios.

Em suma, o afastamento dos etruscos fez com que o Senado começasse a perder seus privilégios. Nesse interim, o Senado armou um plano que sufocasse o reinado do etrusco Tarquínio, o soberbo.

Dessa forma, a pressão gerada pelos senadores surtiu efeito e fez com o que uma nova configuração política surgisse, tirando a centralização do poder da mão do monarca e optando por deixar o poder de governo nas mãos de duas ou mais pessoas, dando início à República Romana.

Características da República Romana

Com a nova configuração política denominada República Romana, o Senado tomou as rédeas das funções do governo. Em suma, com a descentralização do poder monarca, o sistema passou a ser regido e dividido entre os magistrados.

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Em suma, entre a configuração dos magistrados estavam os cônsules e tribunos da plebe, bem como o Senado e o conselho da plebe.

Com a distribuição, funções específicas foram determinadas para cada grupo da república, porém a centralização do poder estava com os senadores.

Cargos da República

Em suma, os cargos públicos dos magistrados de Roma eram definidos por meio de assembleias. Porém, esse grupo era composto, principalmente, pela elite romana, pelo senado e pelos patrícios.

Entre os cargos do magistrado estava o Consul – um dos maiores cargos da magistratura – e os dois cônsules, que exerciam mandato de um ano e tinham como responsabilidade a administração e poder executivo do governo.

Além do cargo de Consul, estavam os Pretores, considerados juízes. Os censores que cuidavam da parte econômica e demográfica da cidade. Já o Edil era responsável pelos bens públicos e, por fim, o Questor cuidava da parte da cobrança de impostos.

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Além disso, existia ainda o cargo de tribunos da plebe, oficializado após reivindicações do povo comum, que introduziu seus próprios representantes e também a sua própria assembleia.

Os tribunos da plebe representavam os cidadãos que não tinham papel na sociedade e exerciam a função de opositores, porém, com menos influencia e poder.

Poder do Senado

Na República Romana, como a elite romana era maioria, ela constituía o conselho político denominado Senado.

Em suma, o Senado era conhecido pela sigla SPQR (Senatus Populusque Romanus – esse era, inclusive o nome oficial do Estado romano). A centralização do poder e autoridade máxima de fazer as leis e escolher os cargos públicos estava com os senadores.

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Outra característica importante sobre o Senado é que, além de serem privilegiados e terem alto status na sociedade, o Senado também apresentava poder central, inclusive para estabelecer um ditador provisório, caso os cônsules desviassem dos seus interesses.

Expansão territorial

Logo após o conflito entre a alta elite e os plebeus se tranquilizar, Roma começou suas conquistas territoriais por meio de conflitos armados. Uma delas foi a dominação total da Península Itálica.

Outra região disputada, e que teve a vitória do povo romano, foi a ilha de Sicília, considerado um território estratégico. Roma disputou o território por anos com a província de Catargo, esse embate ficou conhecido como guerras púnicas.

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Nesse ínterim, após a guerra púnicas, Roma assumiu o controle sobre o Mar Mediterrâneo. Nesse período surgiu também a marginalização da plebe, que deixou de ser a mão de obra principal.

Em suma, a mão de obra ficou por conta dos escravos, no qual se tornaram o povo de Catargo.

Em consequência da nova mão de obra, a plebe entrou na miséria e um novo grupo surgiu: os comerciantes. Mesmo não fazendo parte da nobreza, os comerciantes passaram a ter influência política devido a suas riquezas.

O exército também se desenvolve e os generais passaram a ter maior influência e destaque no campo político.

Todavia, essas novas classes que surgiram na civilização romana contribuíram para o aumento da desigualdade social, o que motivou a crise republicana do século II a.C.

Declínio da República romana

Por fim, em consequência da expansão territorial e a inclusão de novos povos, o governo passou a sofrer pressões populares. Dessa forma, o Senado foi sendo enfraquecido e a civilização romana entrou em instabilidade política.

O destaque se deu, principalmente, pelos generais que passaram a buscar o poder gerando diversas guerras civis. Em suma, uma figura muito importante surgiu nesse contexto, em 49 a.C. Conhecido como Caio Júlio César, um General vindo da aristocracia romana, que ganhou seu prestigio pela conquista do território de Gália.

Porém, o Senado barrou Júlio César de comandar suas tropas e ele, insatisfeito com o ato, se impôs e tomou a cidade de Roma. Dessa forma, começou a transição da República para o Império Romano.

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Em 49 a.C., Júlio César se declarou ditador perpetuo, com a promessa de governar Roma até sua morte. Em 44 a.C, o ditador foi assassinado a mando de senadores que pretendiam salvar a República.

No entanto, a morte de Júlio César gerou diversas crises na república que, cada vez mais, se definhava. Em 31 a.C., Otávio, sobrinho de Júlio César. chegou ao poder e foi consagrado e nomeado, inclusive com aprovação do senado, como sendo o único general.

Por fim, no ano de 27 a.C, Otávio foi consagrado com o título de Augusto (do latim “o venerável”), e esse ato deu início ao período do Império Romano, que se caracterizou por ser o período governado por generais.

O que achou sobre a história da República Romana? Confira também o texto sobre Roma Antiga: costumes, política e a vida no maior império da História

Fontes: Quero Bolsa, Info Escola, Toda Matéria,

Imagens: Pinterest, História Zine, Info Escola, Aventuras na História, Tribuno da História, Revolution Now, Esquerda.net