História

O que foram as Guerras Púnicas? E o que Roma tinha a ver com isso?

As Guerras Púnicas foram enfrentamentos entre Roma e Cartago, nos anos de 264 a.C a 146 a.C., pela preponderância econômica e política do Mar Mediterrâneo.

Atualizado em 18/01/2019

As Guerras Púnicas foram travadas entre Cartago e Roma, durante os anos de 264 a.C e 146 a.C.. Eles lutaram pela supremacia econômica e política sobre o Mar Mediterrâneo.

Cartago dominava com exclusividade as rotas comerciais pelo mar, além de se resguardar com um forte exército.

Por outro lado, Roma queria expandir sua influência na região, o que os levou a travarem três guerras bem equilibradas militarmente. Denominaram-se Guerras Púnicas porque os cartaginenses eram assim chamados pelos romanos.

As Guerras Púnicas foram três acirradas disputas entre Roma e Cartago

Contexto Histórico

Para compreender as Guerras Púnicas é necessário entender o contexto em que elas se deram. Cartago era uma cidade fenícia povoada por ricos mercadores que dominavam o comércio marítimo, possuindo um organizado exército.

A cidade de Cartago e a região da Sicília travavam uma disputa secular pela autonomia do Mar Mediterrâneo Ocidental. O local era essencial por ser rota de transporte de muitas mercadorias.

Ocorre que Roma dominou os portos do Sul da Península Itálica, que eram colônias gregas rivais a Cartago. Depois disso, o domínio do Mediterrâneo passou a ser interesse romano.

E é interessante notar que Roma e Cartago sempre mantiveram boas relações, inclusive se alinharam diversas vezes pela paz na região. Só que os interesses romanos foram crescendo e chegou um ponto em que era preciso subjugar os vizinhos.

Muitos cartaginenses moravam na Sicília. Quando as legiões romanas conquistaram o povoamento de Messina, expulsaram os cartaginenses que ali residiam. Isso soou como uma provocação e a guerra foi declarada. Iniciam-se aí as chamadas Guerras Púnicas, que se desdobrariam em número de três.

Primeira Guerra Púnica (264-241 a.C.)

Entre 264 e 241 a.C., os dois grandes exércitos do Mediterrâneo guerrearam pela hegemonia na Sicília. Só que disputavam também as águas vizinhas e todo o Norte da África.

Os cartaginenses eram exímios navegadores e possuíam uma respeitável marinha, ao passo que Roma tinha uma frota pequena e arcaica.

Mas os romanos começaram a estudar os navios cartaginenses perdidos e em pouco tempo construiu uma grande marinha de guerra. Com a ajudar de outros povos inimigos de Cartago, conseguiu desenvolver táticas de guerra naval e montar estratégias bem-sucedidas.

Com uma resistência desse porte, Roma forçou Cartago a um acordo. Os cartagineses perderam as ilhas Sicília, Córsega e Sardenha, ademais pagaram indenizações de guerra à Roma.

Segunda Guerra Púnica (218-201 a.C.)

Cartago saiu debilitada da Primeira Guerra Púnica e ainda teve que enfrentar revoltas internas. Para se recuperar, passou a controlar a Numídia, a Argélia e a Península Ibérica, regiões de interesse econômico.

Ao assumir o comando do exército de Cartago, o general Aníbal Barca estava disposto a vingar os cartaginenses mortos. Ele tinha uma tropa bem treinada e usava elefantes no campo de batalha, o que assustava os cavalos da cavalaria inimiga.

Visando provocar uma nova guerra, ele invade uma cidade aliada romana chamada Sagunto. Roma envia diversas expedições diplomáticas para convencê-lo a desistir, mas nenhuma tem resultado. Então a guerra foi declarada, em 218 a.C..

As Guerras Púnicas foram três acirradas disputas entre Roma e Cartago

Aníbal decidiu não esperar o exército romano e se antecipou. Só que em vez de se dirigir a Roma pelo mar, ele marchou sobre os gelados Alpes e após sofrida travessia, pegou os romanos de surpresa.

Conseguiu conquistar diversas cidades e bater o exército inimigo. Só que, quando nada se opunha à sua marcha, decide não atacar Roma, provavelmente pela falta de suprimentos.

Cartago se sobrepõe a Roma

Os romanos então passaram a temer os cartaginenses e se refugiaram nas montanhas para evitar um confronto direto. Só que o senado interveio, pois achava humilhante a grande Roma se acovardar, e formou-se o maior exército romano já visto.

As Guerras Púnicas foram três acirradas disputas entre Roma e Cartago

Eram oito legiões composta por 86 mil soldados. Eles marcharam em campo aberto contra os homens de Aníbal. Grande estrategista, o general cartaginense venceu e destruiu o exército romano. Roma então entrou em pânico.

Só que, inexplicavelmente, Aníbal decidiu pela segunda vez não invadir Roma. Recebeu apoio das tribos dos samnitas, das cidades da Magna Grécia e da Campânia, e até do rei Filipe V da Macedônia. Ainda assim manteve sua decisão e ficou estacionado no Sul da Península Itálica.

Isso deu tempo para que Roma se organizasse e, sob o comando de Cipião Africano, após diversas excursões, conseguisse tomar Cartago.

Os cartagineses foram forçados a pagar mais indenizações à Roma, a doar suprimentos para suas tropas, a libertar prisioneiros e ceder seus navios de guerra. Além disso, Cartago ficou proibida de fazer guerra sem autorização de Roma.

Terceira Guerra Púnica (149-146 a.C.)

Cartago era uma cidade grande, repleta de pessoas talentosas e não demorou a prosperar novamente. Desenvolveu com sucesso a agricultura e continuou com as práticas comerciais marítimas.

As Guerras Púnicas foram três acirradas disputas entre Roma e Cartago

Esse desenvolvimento passou a incomodar Roma, posto que o senador Catão, o Velho, sempre pregava a destruição do inimigo. O político encerrava seu discurso com a frase: Carthago delenda est (Cartago deve ser destruída).

Mas como a cidade rival de Roma não dava motivos para um ataque e temendo que ela ressurgisse fortificada, foi preciso inovar.

Os romanos então mandam os Numidas, seus aliados na África, atacarem Cartago, que sem poder reagir, sofre com os ataques. Por diversas vezes rogaram permissão ao Senado Romano para contra-atacar, mas todas foram negadas.

Então, após três anos de padecimento, finalmente os cartigeneses decidem se defender e Roma encontrou uma razão para a guerra. No ano 149 a.C., as legiões atacaram e cercaram a cidade de Cartago.

Os soldados romanos saquearam todas as riquezas da cidade, que foi totalmente destruída. Os sobreviventes do massacre foram escravizados. Finalmente, Cartago foi destruída.

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Fonte: Wikipédia, Historiarine, Toda Matéria, Info Escola, Sua Pesquisa, Mundo Educação, Infopédia, Cola da Web, Estudo Kids, Estudo Prático.

Fonte das fotos: HistoriazineMairon pelo Mundo, Wikiwand, Pinterest.