Biologia

Caule – O que é, importância, funções, tipos e estruturas

O caule é o órgão da planta que faz a comunicação entre a raiz e as folhas. Além disso é responsável pela sutentação e condução da seiva.

Atualizado em 27/05/2020

O caule é o órgão condutor da seiva nas plantas. Além de distribuir a seiva, também desempenha o papel de sustentação das folhas, levando-as na direção da luz. Estes podem ser aéreos, subterrâneos e aquáticos, mas independente do ambiente que estiver, sua função é o transporte de nutrientes.

Essa comunicação da raiz com as folhas acontece, portanto, a partir do crescimento do caule em origem contrário à gravidade. E para uma vida saudável das folhas, a água é levada para suas extremidades.

Funções do caule

Caule - Funções, tipos e estruturas
Fonte: Ciências com tia pri

A princípio, uma das funções do caule é a sustentação, porque é necessário estabelecer condições estruturais para que as folhas alcancem a luz. A luz é sua principal fonte de alimento e isso ocorre, sobretudo, por meio da fotossíntese.

Outra importante função é a de condução. É através do caule que a seiva circula através dos vasos presentes e carregam compostos que serão consumidos pela planta. Essas substâncias transportadas junto com a água são, basicamente, águas e sais minerais.

Os sais minerais não são só absorvidos pelas folhas, mas também pelas raízes e solo. Isso ocorre, porque os vasos lenhosos, ou xilemas, cumprem essa comunicação e entrega com ambas as partes.

O transporte e a sustentação não são os únicos focos do caule, pois a outra, e não menos importante, função é armazenamento. Normalmente isso ocorre aos caules subterrâneos como, por exemplo, a batata.

Tipos de caule

Caule - Funções, tipos e estruturas
Fonte: morfologia do caule

Como citamos na introdução desse artigo, os caules possuem diferentes tipo. Um deles é o aéreo, que traz troncos bem resistentes e são mais grossos em suas bases. Ele se ramifica na medida que cresce e forma outros galhos. Essa estrutura pode ser vista nas árvores.

O tipo sem ramificações, ou seja, apenas uma haste longa, é chamado de Estirpe. As folhas aqui surgem somente na área superior dos caules. As palmeiras são um bom exemplo desse tipo peculiar de ramificação.

Por fim, ainda dentro dos tipos de caule aéreo, temos o chamado colmo. Este é bem fácil de visualizar, porque os seus entrenós são bem fáceis de identificar. A cana de açúcar se encaixa nessa descrição.

Caules subterrâneos

Por sua vez, os caules subterrâneos concentram, sobretudo, uma grande reserva nutritiva e costumam ser abundantes em tubérculos. Estes alimentos são normalmente encontrados debaixo da terra, como as batatas, cenouras e gengibres.

Os rizomas, portanto, estão abaixo da terra, porém aparecem ramificações de folhas aéreas que vão em direção ao céu. O milho e a bananeira são bons exemplos. A haste que vemos da bananeira é, sobretudo, um amontoado de folhas enroladas.

Por fim, os bulbos são o contrário de ambos os anteriores. Este consiste, no entanto, em folhas subterrâneas. Parece longe da realidade, mas com certeza você já deve ter visto, por exemplo, uma cebola. Ela possui essa característica dos bulbos e, assim como os tubérculos, são altamente nutritivas.

Caules aquáticos

Como o próprio nome diz, os caules aquáticos nascem dentro da água. A vitória-régia é um desses casos que, para viver, também realizam a fotossíntese.

Estrutura

Caule - Funções, tipos e estruturas
Fonte: Toda matéria

A gema apical é responsável, por fim, por formar as folhas e crescer juntamente com o caule. Este fica dentro do embrião da planta, a semente, e ramifica-se em 1 ou 2 folhas. Durante o alongamento do caule, vão surgindo os nós, que são exatamente de onde nascerão as novas folhagens.

Leia também sobre as briófitas e onde elas são encontradas.

Fonte: Toda Matéria, Cola da Web Infoescola. Biologia Net, Planeta Biologia, Mundo e Educação.

Fontes imagens: Ciências com tia pri