Geografia

Maremoto, o que é? Definição, formação e consequências

Maremoto é uma grande agitação das águas marítimas, causadas por vibrações sísmicas, erupções vulcânicas e até mesmo deslizamento de terra.

Por Rafael Braga

Na categoria de eventos naturais, o maremoto pode ser classificado como um sismo em uma região coberta por oceano. Sua ocorrência é ocasionada pelo deslocamento de placas tectônicas localizadas no assoalho do mar.

É um fenômeno com proporções enormes e que chega a levar problemas estruturais para regiões inteiras. Por onde passa, é confundido até com o tsumani, um efeito colateral do maremoto, pode-se dizer.

Por sua vez, as ondas formadas deslocam-se na intenção de voltar à sua posição original, porém o abalo é tão intenso que, durante o evento, as grandes ondas acabam viajando com muita velocidade pelo litoral.

O que é o maremoto?

De antemão, o maremoto é um fenômeno natural que acontece no assoalho do oceano, a partir da intensa movimentação das placas tectônicas. Em outras palavras, este movimento pode gerar erupções vulcânicas ou até mesmo deslizamentos de terras que estão submersas.

Fonte: Vix

Como resultado disso, acontecem os abalos sísmicos, ou tremores de terra. Dessa forma, a água dos oceanos fica agitada e as grandes ondas se propagam pelo mar e viajam em alta velocidade e com um enorme poder de destruição.

Em outras palavras, o maremoto é um efeito secundário do terremoto que acontece nos oceanos. Ou seja, quando o epicentro do abalo sísmico tem sua atividade originada no oceano, consequentemente ele dará origem a um maremoto.

Como se forma?

A formação de um maremoto acontece a partir da movimentação da terra, causada pelas placas tectônicas. Nesse sentido, um maremoto se forma com o deslocamento vertical de grandes volumes de água oceânica, dando origem a ondas que se propagam com enorme força.

Maremoto, o que é? Definição, formação e consequências
Fonte: Site de Curiosidades

Erupções vulcânicas também provocam a agitação das águas e o levantamento vertical. Os sedimentos e rochas originados da erupção se encontram com o assoalho oceânico e dão origem às ondas.

Por fim, um maremoto também se forma a partir de porções de terra submersas que deslizam e formam as ondas gigantes.

Maremoto e tsunami são a mesma coisa?

Comumente, maremoto e tsunami são confundidos como o mesmo fenômeno. O que os diferencia, entretanto, é que enquanto o maremoto acontece por abalos sísmicos no oceano, o tsunami nada mais é do que uma consequência do maremoto.

Maremoto, o que é? Definição, formação e consequências
Onda Gigantesca atinge a zona costeira da Indonésia – Fonte: Agência Brasil

O tsunami é uma onda gigante que chega a atingir mais de 30 metros de altura e causa grande destruição. Sua ocorrência é rara e tsunamis no Japão, Indonésia e ilhas do Pacífico sofrem mais com o fenômeno.

Curiosidades

Com a intenção de quantificar a intensidade de tsunamis, estudiosos criaram várias escalas para medir a magnitude de cada evento. A mais conhecida delas é a Escala de Sieberg-Ambraseys, com seis graus que variam entre muito pequeno (ondas perceptíveis apenas em registros maregráficos) a desastroso, com tsunamis devastadores.

Estudos também apontam para a produção de um gás no interior da Terra, que acaba chegando à superfície por meio de falhas resultantes a partir da movimentação de placas tectônicas. Este gás é responsável por mudanças nos hormônios dos animais, que acabam prevendo catástrofes naturais que vão acontecer e se deslocam em meio à agitação.

Todavia, algumas regiões são mais afetadas do que outras. Por exemplo, quando abalos sísmicos (maremotos) acontecem no Oceano Atlântico ou no Oceano Pacífico, seus reflexos são diferentes dos apresentados no Oceano Pacífico.

Tsunami que devastou 500km de costa japonesa, em 2011 – Fonte: Exame

Isso acontece porque a variação entre maré alta e maré baixa no Oceano Atlântico e no Índico não superam os 30 cm, o que faz com que as maiores ondas produzidas sejam de três metros, por exemplo. Já no Oceano Pacífico, a variação chega a surpreendentes 9,75 metros, registrados na costa do Panamá, nas Filipinas e Indonésia.

Em síntese, nas regiões do Pacífico os efeitos de um tsunami são muito maiores. Eles não precisam estar próximos da costa, quanto mais distantes, maiores serão os danos. Prova disso foi o tsunami no Japão (2011), resultado de um tremor de terra no Chile, que provocou ondas de mais de 12 metros.

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Fontes: Prepara Enem, Mundo Educação, Brasil Escola, Portal São Francisco

Imagens: Aventuras na História, Vix, Site de Curiosidades, Agência Brasil, Exame

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