História

Farc – O que é, história, o que defende, ideologia e características

As Farc são Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia criadas com o intuito de lutar por igualdade social operando com táticas de guerrilha.

Atualizado em 17/05/2020

A América do Sul é formada por doze países. Dentre eles se encontra a Colômbia, sendo formado por uma extensão territorial de 1.141.748 quilômetros quadrados. Além disso, são 45,7 milhões de pessoas vivendo no país. Por conta da extensão e das divergências políticas, todos os anos, diversas mortes são contabilizadas no país. Assim, para amenizar a violência, liberais e conservadores criaram as Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

As Farc foram criadas com o intuito de apaziguar os conflitos políticos que a Colômbia enfrentava. Visto isso, a formação das Farc veio da união entre as duas potências políticas da Colômbia, os liberais e conservadores. Além disso, outros grupos políticos como o Exército de Libertação Nacional (ELN), o Movimento Revolucionário 19 de Abril (M-19) também surgiram junto às Farc.

Desse modo, as Farc foi criada por um ex-comandante, Pedro Antonio Marin, em 1964. Com o intuito de livrar a população de ações corruptas do governo, as forças revolucionárias atuavam, principalmente, no meio rural e possuíam esquemas de combate. Visto isso, almejavam implantar a ideologia socialista na qual a distribuição de renda era uma das questões requeridas. Além disso, as Farc lutava para que a houvesse reforma agrária, além de defenderem os direitos civis.

História das Farc

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia foram criadas pelo ex-comandante liberal Pedro Antonio Martin., em 1964, e o grupo perdura até os dias atuais.  O grupo que defendia a igualdade de renda, além da reforma agrária, possuía cerca de 18 mil guerrilheiros na década de 1990. Por conta disso, era responsável por ocupar uma área territorial de 40% da Colômbia.

Farc, o que é? História, o que defende, ideologia e principais características
Guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Fonte: Forte

Entretanto, o país possuía relações políticas e econômicas com os EUA. Por consequência, os norte-americanos, após financiar o Exército Nacional, conseguiram que as Farc diminuísse seu poderio. Assim, o grupo das forças armadas foi obrigado a povoar as fronteiras dos países mais próximos. A ação abalou a força do grupo que perdeu grande parte dos guerrilheiros. Visto isso, hoje o grupo é formado por menos da metade dos guerrilheiros, totalizando oito mil.

Uma das práticas utilizadas pelas forças armadas era o sequestro e o contrabando de drogas. As ações eram feitas para que o grupo pudesse manter o armamento e se fortalecer frente aos de mais grupos políticos da Colômbia. Entretanto, com o passar dos anos, o narcotráfico começou a se intensificar dentro da organização, além de várias ações violentas. Dessa forma, a visão de revolução que as Farc passavam deram lugar ao terrorismo. Isso porque, na década de 1980, as forças armadas estavam constantemente envolvidas com a venda de drogas.

Farc, o que é? História, o que defende, ideologia e principais características
Fonte: unisinos

Desse modo, a população que via nas forças armadas um caminho para se livrar da corrupção, além de acreditar em igualdade social, passa a enxergar as Farc de forma diferente. Por conta disso, grande parte da população colombiana hoje é contraria a existência do grupo no país.

A luta contra o governo

Após os investimentos das Farc no narcotráfico diversas disputas políticas contra o governo colombiano se inciaram e perduram até os dias atuais. Assim, as consequências para esses conflitos foram 220 mil mortes, além de diversas pessoas fugindo dos conflitos travados no país ao longo de 52 anos.

Os EUA financiavam o governo de Álvaro Uribe, presidente até 2010, responsável por protagonizar conflitos que mataram os principais líderes das Farc. Além disso, Álvaro condenou os grupos das forças armadas como sendo terroristas. Por conta disso, a visão dos guerrilheiros frente à população da Colômbia foi enfraquecida.

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Guerrilheiros das Farc. Fonte: Panoramas

Entretanto, quando o presidente Juan Manoel assumiu o cargo em 2010, um acordo de paz com as Farc começou a ser traçado, em 2016. Assim, para selar os acordos feitos entre o grupo de guerrilheiros e o governo colombiano, as reuniões receberam intermédio da Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, representantes da Europa e América Latina também participaram do acordo.

O acordo de paz

Em síntese, o acordo foi assinado entre o atual líder das Farc, Rodrigo Londono, e o atual presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. Visto isso, o acordo de paz determinava ações de tanto para as Farc quanto para o governo colombiano. Assim, os termos do acordo ficaram da seguinte forma:

FARC:

  • Entregar as armas e encerrar meio século de guerra;
  • Contribuir com ações que impeçam a atuação de traficantes de drogas;
  • Auxiliar no processo de reparação das vítimas da guerra;
  • Destruir as plantações ilegais de coca.

Governo da Colômbia:

  • Retirada das minas terrestres espalhadas no território colombiano;
  • Implementar uma política de redução das desigualdades sociais;
  • Implantar a reforma agrária e incentivar o desenvolvimento agrícola;
  • Reparar as vítimas da guerra monetariamente e judicialmente;
  • Auxiliar no retorno para as comunidades de 5 milhões de refugiados;
  • Reintegração de 7 mil guerrilheiros à sociedade.

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Fontes: Brasil Escola, Toda Matéria e Passei Web

Fonte imagem destaque: Revista Fórum 

Por <a href='https://conhecimentocientifico.r7.com/author/dayane/' rel='dofollow' class='dim-on-hover'>Dayane Borges</a>
Por Dayane Borges
Jornalista e redatora com experiência em escrita criativa, adequação e produção de conteúdos multimídia para a web.