Biologia

Imunização – conceito, história, tipos e classificação de vacinas

A imunização é uma forma de proteger o organismo contra uma doença infecciosa, sendo a vacinação seu método de maior alcance.

Atualizado em 28/06/2019
Por Adriano Curado

Adquire-se a imunização com a proteção imunológica em relação a uma doença infecciosa. Busca-se assim melhorar a resistência do organismo e possibilitá-lo combater uma infecção.

Pode haver a imunização natural, que é quando uma pessoa contrai doença contagiosa. Mas pode igualmente ser artificial, com é o caso da vacinação.

E quanto às vacinas, elas podem conter organismos vivos, como é o caso da contra sarampo. Mas podem também conter organismos inativos, a exemplo daquela que combate a cólera.

Considerações sobre a imunização

Conheça a Imunização – conceito, histórico e formas de imunizar
Edward Jenner

Historicamente o primeiro método comprovado de imunização foi praticado pelo médico inglês Edward Jenner, no fim do século XVIII. Em seu experimento, ele coletou material da lesão de bovino infectado por varíola e o injetou em seres humanos.

Com isso comprovou que a varíola bovina protegia contra a varíola humana. Jenner batizou esse primitivo processo de imunização de “variolação”, só que, após as experiências de Louis Pasteur, chamou-se vacinação.

Na imunização, então, entram os métodos terapêuticos que levam à aquisição de proteção imunológica contra doenças infecciosas. Graças a ela há um controle de doenças infecciosas, inclusive sua eliminação em vários países. Infelizmente, milhões de pessoas ainda morrem no mundo todo vitimadas por essas doenças.

A maioria das vacinas são aplicadas antes que a pessoa se exponha ao agente patógeno. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é referência no mundo, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Imunização ativa ou passiva

A imunização ativa é aquela em que o próprio organismo da pessoa produz anticorpos e células imunes. Isso se dá quando ele entra em contato com alguma substância que lhe é estranha.

Uma forma de se contrair uma imunização ativa é adquirindo uma doença infecciosa, bem como pela vacinação. Trata-se de uma proteção imunológica que se estende por anos, embora haja caso de durar toda a vida.

Na imunização passiva, os anticorpos são transferidos à pessoa através de um outro ser humano, assim como por um animal. Sua imunização, entretanto, é mais breve, podendo durar apenas algumas semanas ou então meses.

Conheça a Imunização – conceito, histórico e formas de imunizar

A imunização passiva pode ser natural ou artificial. A natural é obtida pela passagem de anticorpos do corpo da mãe para o do feto. Isso pode se dar tanto por meio da placenta, quanto do leite. Dá-se nos sessenta dias restantes da gestação e é a mais comum de todas.

Quanto à artificial, há três maneiras principais de adquiri-la, ou seja, a imunoglobulina humana combinada ou hiperimune. Por fim, também o soro heterólogo. E é através da transfusão de sangue que se adquire essa imunidade passiva.

A Classificação das Vacinas

As vacinas podem ser classificadas em vacinas vivas atenuadas ou vacinas inativas. Quanto às primeiras, vale ressaltar que contêm microrganismos vivos que são atenuados em laboratório. Ela simula uma infecção natural, posto que o organismo responde com imunidade à estimulação.

Isso ocorre porque o sistema de defesa do corpo não consegue diferenciar se a infecção vem da vacina ou é real. As vacinas vivas atenuadas são a do sarampo, rubéola, caxumba, febre amarela, BCG, pólio Sabin, varicela e outras.

Na composição das vacinas inativas, por sua vez, entram microrganismos incapazes de se multiplicarem, posto que estão mortos. Ocorre que o organismo não reage à vacina inativa com imunidade celular, mas sim humoral.

Entende-se por resposta imune humoral a reação das proteínas plasmáticas e as das imunoglobulinas. Incluam-se aí as proteínas sintetizadas por linfócitos. São vacinas inativadas: hepatite A e B, DPT, influenza, cólera, febre tifoide, raiva, pneumococo e outros.

Você sabia?

Há um grande movimento mundial contra a vacinação, posto que isso poderia causar o autismo. Só que não existe comprovação alguma desse fato, servindo o movimento de contrainformação. A reação da comunidade científica é a publicação de artigos técnicos comprovando o contrário.

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Fonte: Hospvirt, Portal Nacional, Wikipédia, Info Escola, Sírio Libanês, Saúde, Portal Educação, Fricruz.

Fonte das imagens: Rondônia, Wikipédia, Medical News Today, Unigran.

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