História

Gravura, o que é? História, caraterísticas e os diferentes tipos

A gravura é um conjunto de técnicas artistas e representa uma linguagem visual que traduz um tipo de arte, como pinturas e relevos.

Por Igor Holanda

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Arte pode ser definida como a atividade humana que traduz manifestações de ordem estética ou comunicativa. Em suma, ela é caracterizada por sua variedade de linguagem, expressões e combinação. Entre uma destas linguagens está a técnica da gravura.

Basicamente, a gravura é uma técnica artística que faz uso da linguagem visual. Exemplificando, a imagem se dá por meio da impressão de uma matriz, nela o desenho é gravado com uma ferramenta chamada buril.

Outra característica dessa técnica é seu modo múltiplo, ou seja, é possível tirar várias cópias de um mesmo desenho. Além disso, a gravura tem um forte valor artístico por ser reproduzida de uma forma original que dispensa artifícios tecnológicos

História da Gravura

Primordialmente, a gravura teve sua importância durante o século II, onde os chineses utilizavam pedras e madeiras para gravar as suas artes.

Gravura, o que é? História, caraterísticas e os diferentes tipos
Disque Camisetas

Entretanto, a técnica começou a ganhar sua consolidação na Europa, durante o século XV. Os ourives teriam sido os responsáveis por desenvolver e propagar. Desse modo, os artistas começaram a utilizar a técnica, sendo considerados os Mestres da Gravura.

Uma das primeiras gravuras foi feita por um pintor anônimo que assinava suas obras como Mestre E.S. Sua gravura, denominada Tentação de Santo Antônio, foi inédita em seu uso sofisticado do meio para alcançar um senso de forma e textura da superfície.

Características da Gravura

Desde o final do século XV, diversos artistas realizaram essa técnica de gravura. Em suma, algumas características são essências para o trabalho dos artistas.

Em primeiro lugar, as gravuras são assinadas, além de numeradas e datadas pelo artista que as produziu. Além disso, para a numeração, existe um jeito próprio de ser colocado, onde o número e quantidade de cópias devem estar postos no rodapé da gravura.

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Falando de Artes

Outra característica é a quantidade de exemplares. Basicamente, quanto menor o número de exemplares, mais a gravura é valorizada. Isso ocorre em consequência da matriz, pois as primeiras imagens saem da matriz menos desgastada.

Geralmente, as primeiras gravuras costumam pertencer aos artistas e estas recebem uma sigla denominada P.A, que significa a Prova dos Artistas.

A Matriz

Outro fator importante dentro da técnica de gravura é a incisão da Matriz, ou seja, os riscos e gravações que formam um alto ou baixo relevo.

Exemplificando, a incisão determina onde a tinta será espalhada. Dessa forma, é possível obter dois tipos de gravura: uma em encavo e em relevo.

Em síntese, a gravura em encavo é quando o sulco recebe a tinta e aparece como positivo no trabalho final. Enquanto isso, na gravura em relevo, o sulco é visto como negativo, ou seja, a aparência, e sem a presença da tinta.

Tipos de Gravura

Os artistas dos séculos XV a XVIII (até 1830), foram considerados os percursores da gravura, pois utilizavam a tradição ocidental e as principais técnicas do período.

Nesse ínterim, as mais utilizadas foram a xilogravura, a gravura em metal e água-forte.

Governo Rio Grande do Sul

A xilogravura é uma das técnicas mais antigas que produz gravura. Em suma, ela se caracteriza por sua simplicidade.

Isso porque, o artista retira de uma superfície plana de madeira (a matriz), com o auxílio de ferramentas de corte e entalhe (goivas), as partes que ele não quer que tenham cor na gravura.

Com isso, a imagem se transfere para o papel após a tinta ser aplicada na superfície e ser comprimida com uma prensa.

Outra técnica bem conhecida é a Linoleogravura. Em síntese, chega a se assemelhar ao entalhe da Xilogravura.

Entretanto, o que muda de uma gravura para a outra é o uso do material sintético, mais especificamente placas de borracha, chamadas “linóleo”. Essa técnica foi mais usada por artistas modernos, como Pablo Picasso.

Utilizada primordialmente na Europa, no século XV, a gravura de metal tem sua matriz constituída por meio de placas de materiais, como cobre, zinco, alumínio ou latão e são gravadas por meio do processo de incisão ou pelo uso de ácidos.

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Pronatec

Todavia, outras duas técnicas são utilizadas para fazer gravura em metal, são elas água-forte e água-tinta.

Em síntese, o processo é realizado por produtos químicos conhecidos como mordentes. São exemplos o ácido nítrico, percloreto de ferro, entre outros.

Litografia e Serigrafia

As técnicas de Litografia e Serigrafia também são utilizadas para criar gravuras. De antemão, essas duas técnicas se destacam, porém, apresentam características diferentes uma da outra.

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Hisour

A litografia foi criada a partir do princípio de que “água e óleo não se misturam”.

Sendo assim, as imagens se formam com o material gorduroso sobre pedra calcária e com a aplicação de ácido sobre a mesma.

Assim como na técnica de gravura em metal, a litografia precisa de prensa para transferir para o papel a imagem gravada na pedra.

Disque Camisetas

Por fim, a serigrafia é uma técnica mais moderna e começou a ser utilizada por artistas do século XX.

A serigrafia apresenta diversas técnicas, dentre elas a gravação por processo fotográfico. Essa técnica consiste nas imagens gravadas na tela de poliéster. Com a utilização manual de um rodo com a tinta, a imagem é transferida para o papel.

E aí, gostou de saber mais sobre essa técnica de gravura? Não deixe de conferir nosso conteúdo sobre Arte rupestre: o que é, quando, onde e por quem foi feita?

Fontes: Arte Blog, História das Artes, LAART, Grafitti Artes,

Imagens: Governo Rio Grande do Sul, Disque Camisetas, Hisour, Pronatec, Pinterest, Josenogueira’s Blog, Falando de Artes

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