História

Fordismo – o que é, origem, contexto histórico, características, decadência

O Fordismo surgiu como uma inovação na montagem de automóveis, só que ficou superado e perdeu o posto para os japoneses do Toyotismo.

Atualizado em 07/06/2019

O Fordismo pode ser conceituado como uma forma de fabricação em massa com base na linha de produção criada por Henry Ford.

Significou uma revolução, posto que racionalizou o processo produtivo. Também houve a fabricação mais barata, além de acumulação de capital.

Só que foi abalada pelas várias crises petrolíferas nos anos de 1970, além da forte concorrência. O Toyotismo superou o Fordismo, implantando a robótica na linha de produção, além de outras inovações.

Contexto Histórico

Foi no ano de 1914 que Henry Ford, após vários estudos, conseguiu viabilizar sua primeira linha de produção de automóveis. Assim, ele criou o sistema Ford de produção de carros na empresa Ford Motor Company. Em homenagem a ele é que se criou o termo Fordismo.

Leia sobre o Fordismo: a ascensão e decadência na montagem em série

Foi gasta uma considerável fortuna para implementar o parque industrial, desenvolvendo-se máquinas pesadas e instalações adequadas. Nas linhas de montagem semiautomáticas, portanto, se efetivou o sistema de produção em massa.

Mas de nada valeria fabricar tantos carros, se não houvesse mercado para comercializá-los. Dessa forma, o custo de produção foi barateado, o que refletiu no preço final dos automóveis. Tal forma de gestão privada durou da Terceira Revolução Industrial (meados do século XX) até a década de 1980.

Deu muito certo essa ideia de Ford, posto que sua empresa prosperou sem precedentes, se espalhando pelo mundo. Onde as fábricas eram instaladas havia prosperidade e desenvolvimento social.

Esse sucesso todo, por óbvio, não poderia se limitar à produção de automóveis. Outras indústrias adotaram o Fordismo como forma de produção em massa e também prosperaram. Cresceram os campos da siderurgia e têxtil, movimentando o setor secundário da economia mundial.

As características do Fordismo

O Fordismo se baseava em princípios importantes que eram a razão do seu sucesso. A velocidade com que se produzia os carros foi otimizada.

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Também houve uma economia, já que havia equilíbrio entre a fabricação e o estoque. Por fim, a produtividade era alta, uma vez que seus trabalhadores eram submetidos a trabalho extenuante.

O Fordismo trouxe novidades que revolucionaram a fabricação de automóveis, muitas utilizadas até hoje. Foi uma inovação sem precedentes, por exemplo, o uso de esteiras rolantes na linha de produção.

Só que os trabalhadores das fábricas trabalhavam em excesso, uma vez que não havia limitação para a jornada diária. Outra falha é a proibição de um funcionário passar por todos os setores da empresa. Isso passou a limitá-los, posto que não tinham a noção total de funcionamento do empreendimento.

O Fordismo e o Taylorismo

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Henry Ford analisando um motor em sua fábrica.

O que Henry Ford fez, na verdade, foi melhorar os conceitos de Frederick Taylor, que se tornariam conhecidos como o Taylorismo.

Em sua linha de montagem, Taylor focou na excelência da produção de seus trabalhadores. Os movimentos eram sincronizados, além de ser instituído um controle produtivo.

O problema no Taylorismo é que não se investia em tecnologia. Não se preocupava igualmente com o fornecimento de matéria-prima, assim como com a venda dos produtos.

As modificações implementadas por Ford fizeram a diferença, já que ele passou a ter noção de todo o ciclo produtivo. Sua rígida fiscalização dava a ele ciência dos insumos, da velocidade da produção, assim como da negociação dos veículos.

Por que o Fordismo entrou em decadência?

O modo de produção muito duro com os funcionários, logo começou a se chocar com o surgimento das leis trabalhistas. Além disso, o mundo foi mergulhado nas diversas crises do petróleo, o que abalou a indústria automobilística.

Por tudo isso é que o Fordismo entrou em decadência a partir da década de 1970. Mas o pior golpe foi a entrada dos japoneses do mercado, já que ele trouxeram o Toyotismo.

Leia sobre o Fordismo: a ascensão e decadência na montagem em série
Eiji Toyoda, o precursor do Toyotismo.

Com pouco prazo o sistema que a Toyota implantou de produção de carros estourou. Era uma novidade o uso de robôs e modernos computadores na linha de produção.

Entre as décadas de 1970 a 80, a Ford perdeu a liderança na montagem automobilística para a General Motors. E no final dos anos 2000, finalmente presenciou a Toyota assumir o posto de maior do mundo.

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Fonte: Wikipédia, Significados, Info Escola, Toda Matéria, Suno, Sua Pesquisa, Todo Estudo, Alunos Online.

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