História

Expressionismo – O que, contexto histórico, origem e características

O expressionismo é uma vanguarda artística europeia do início do século XX, foi a pioneira em focar na subjetividade e emoções humanas.

Atualizado em 19/05/2020

O Expressionismo surgiu em 1905 na Alemanha para ressaltar a arte do instinto com pinturas dramáticas e subjetivas. Com esse movimento, portanto, os artistas conseguiriam expressar os sentimentos humanos. A vanguarda artística Europeia traz marcantes obras registrando bem o início do século XX.

As criações desse período, portanto, eram praticamente voltadas para as angústias humanas. Contudo, a crítica social é o ponto forte do movimente e veio, então, contrapor os padrões da academia e do industrialismo. Você, com certeza, já pode ter visto uma das obras a seguir.

Contexto histórico

Expressionismo - Primeira vanguarda artística

A princípio, o que mais influencia o expressionismo foi transformação constante sofrida no século XX. Foi, portanto, uma resposta imediata a um outro movimento chamado de “Arte Moderna”. Para os expressionistas, a industrialização, sobretudo, causava mal a humanidade.

O movimento expressionista durou anos e, nesse meio tempo, a Primeira Guerra Mundial já estava vindo a todo vapor. O clima de guerra já estava instaurado no ar e não passou batido para os artista da época. Apesar da sua fundação em 1095 foi só em 1911 que teve o termo publicado em uma revista chamada Der Sturm.

Na medida que se iam concretizando os combates mundiais, o expressionismo, sobretudo, em meio ao caos, tomou mais forças. A Alemanha sofria com a dura realidade de ser governada por Hitler e isso veio em forma de censura para qualquer tipo de expressão artística, principalmente os que envolviam críticas.

Características expressionismo

Expressionismo - Primeira vanguarda artística

A subjetividade, sobretudo, é a maior característica do movimento expressionista. O momento trouxe a ideia de que o próprio entendimento é subjetivo, porque cada indivíduo e sua experiência tem uma interpretação particular. Para expressar o que entendiam sobre isso, os expressionistas escolheram não usar a realidade como ela é.

Dado o apontamento acima, pode-se notar, portanto, nas obras, a intensidade das cores e os desfoques gerado de uma distorção proposital. Pintava-se muito mais o sentimento do que a forma da figura original. É até possível associar as pinturas a arte rupestre, ou seja, as figuras desenhadas nas paredes das cavernas.

Além da gravura, o maior foco expressionista está na escolha do tema e como se deu a sua representação. A chamada poética do feio é presente nas criações. Houve, enfim, uma criticidade envolvida para o contexto histórico vivido e, para trazer a tona essa ideia, sentimentos como angustia, medo, tristeza, solidão, entre outros, eram retratados.

Não é difícil observar as características mórbidas e sombrias nesse período. A pintura “Grito” de Edvard Munch é bastante usada em livros didáticos para ilustrar o movimento e a expressão de desespero no personagem principal da tela, juntamente com as cores fortes e distorcidas, são a melhor forma de entendermos o expressionismo.

Expressionismo - Primeira vanguarda artística

Expressionismo no Brasil

Expressionismo - Primeira vanguarda artística

Os apontamentos, enfim, não mudaram no Brasil, e artista como Cândido Portinari, Anita Malfatti, Marc Chagall, a princípio, foram destaque para o movimento expressionista no Brasil. As primeiras obras surgiram já em 1929, mas o novo modo de fazer e se pensar arte teve notoriedade maior em 1936 a 1950.

Todavia, as pinturas estavam muito mais humanizadas, então, não dispensavam as temáticas da miséria e as necessidades do povo brasileiro. Consequentemente, o assunto se espalhou e, consequentemente, tomou conta das outras artes como o teatro, música, escultura, arquitetura e na literatura.

Expressionismo na Literatura

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Em especial, na literatura, Mario de Andrade, poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista, ensaísta e fotógrafo brasileiro, contribuiu e muito para o movimento. Sua poesia, portanto, se adaptou ao modernismo e das derivações modernistas, o expressionismo se tornou presente em suas criações.

O poema “Há gota de sangue em cada poema” é um dos seus escritos escolhidos, porque pode mostrar com excelência o sentimento de dor, catástrofe que um poeta deve passar para, enfim, criar uma obra.

Há uma gota de sangue em cada poema

Assim como há resquício de barro

Nas estradas asfaltadas

E ruínas pelo impacto das guerras

e catástrofes

Há em cada poema uma lágrima;

 

Assim como ecoa aplausos e vaias

Da grande semana! Onde sobra

Pedaços mastigados na antropofagia

Mário não desperdiçaria uma ideia

Sem que esfacelasse fontes, rituais e oferendas.

 

Há uma gota de suor em cada letra

E em cada verso um gozo de dor

Por que sempre a dor do poeta?

Simples… É exatamente aí que sucumbi

As mágoas de exprimir pelo dom;

E despedir a força vital paulatinamente…

 

Mas há de deixar cada poeta, em cada página seca

A ata boêmia, ideia difusa e

sua vida latente!

(Mário de Andrade)

Principais artistas do expressionismo

Cândido Portinari

Expressionismo - Primeira vanguarda artística

Marc Chagall

Expressionismo - Primeira vanguarda artística

Egon Schiele

Expressionismo - Primeira vanguarda artística

Vincent Van Gogh

Expressionismo - Primeira vanguarda artística

Paul Klee

Expressionismo - Primeira vanguarda artística

Enfim, leia também sobre o Futurismo – O que é, origem, referências e principais artistas.

Fonte: Toda matéria, Mundo educação, Educa mais, Infoescola. Folha de São Paulo, Poesias de Mãos que Sentem, Só Literatura, Cola da Web, Significados

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