História

Costa e Silva – Origem, história e governo do 27° Presidente da República

O período da Ditadura Militar foi um marco na história do Brasil. Durante essa época ditatorial, Artur Costa e Silva foi um dos presidentes

Atualizado em 03/02/2020

O período da Ditadura Militar foi um marco na história do Brasil. O país viveu momentos de repressão que geram assuntos até hoje. Durante esse período Artur Costa e Silva foi o segundo presidente a governar.

Ele governou de 1967 a 1969, e seu governo foi marcado como o início das medidas até então consideradas como as que fizeram o “milagre econômico”. Além disso, ele também foi conhecido como quem iniciou os “anos de chumbo”.

Artur Costa e Silva foi protagonista do período de maior repressão da Ditadura Militar.

Quem foi Artur?

Primordialmente, Costa e Silva foi militar, político e 27° Presidente da República do Brasil. Artur nasceu em Taquari, cidade do Rio Grande do Sul, no dia 3 de outubro de 1899. Seu pai se chamava Aleixo Rocha da SIlva e sua mãe Almerinda Mesquita da Costa e Silva.

Desde novo teve educação militar, tendo iniciado no Colégio Militar de Porto Alegre. Logo após, ele ingressou na Escola Militar de Realengo, no Rio de Janeiro. Por conta da sua facilidade e aplicação, ele logo se tornou aspirante, tenente, general e por fim, marechal do exército brasileiro.

Aliás, em 1922 Artur foi preso ao participar do movimento tenentista, tendo também participado da Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo. Logo, começou a estagiar nos Estados Unidos, no fim da década de 30. Além disso, esteve por dois anos na Argentina como membro do exército na embaixada do Brasil.

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Presidente Costa e Silva – Fonte: Historiaterapia

Governo de Costa e Silva

Artur assumiu a presidência no dia 15 de março de 1967, logo após ter vencido a eleição indireta que foi disputada em 1966 -sendo ele o único candidato. Ademais, o governo de Costa e Silva ficou marcado pela tortura ocorrente aos opositores políticos ao regime. Além de cerceamento de livre expressão e de direitos políticos, e a institucionalização da repressão. No dia em que tomou posse foi instituída a Constituição de 1967.

Em comparação ao governo anterior, a política econômica rompeu. Isso ocorreu devido a política econômica desenvolvimentista, ou seja, um política que promovia o rápido desenvolvimento econômico do país. Apesar de se parecer com a política aplicada no ano de 1950, Costa tinha uma outra inspiração ideológica.

O “milagre econômico”, como foi chamado, foi o período que se caracterizou por um rápido aquecimento da economia e índices de crescimento econômico bastante elevados. Mesmo com esse grande impacto na economia do Brasil, Costa não ficou livre da oposição.

A partir de 1967, a oposição ao regime militar cresceu em várias frentes e se organizou. Como resultado disso, houve um iminente confronto entre o governo e os grupos de oposição. Porém, esse confronto gerou um endurecimento do regime.

Um movimento de oposição chamado “Frente Ampla” foi extinto. Eles propunham uma redemocratização do país, as eleições diretas para Presidente e a criação de uma nova Constituição. Vale lembrar, que ele foi criado por Carlos Lacerda, e recebeu apoio de Juscelino Kubitschek e João Goulart. Em 1968 que houve uma forte agitação política que vinha por parte dos estudantes, foi chamada de “Passeata dos Cem Mil”. Isso aconteceu no Rio de Janeiro.

Em 1969, Costa e Silva foi afastado do seu cargo por problemas de saúde, tornando então uma junta militar como substituição.

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Governo Costa e Silva – Fonte: Todo Estudo

Morte de Costa e Silva

Em resumo, Costa e Silva foi vítima de um derrame cerebral em agosto de 1969. E em 17 de dezembro, faleceu com 70 anos.

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Presidente Costa e Silva – Fonte: Efemerides do Efemello

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Fontes: BrasilEscola, InfoEscola, TodaMatéria

Fonte da imagem destaque: Todo Estudo