História

Constantino, quem foi? Biografia, carreira como imperador e curiosidade

Constantino foi um dos maiores imperadores do Império Romano, alcançando grandes feitos, como a construção de Constantinopla. Conheça um pouco da sua história.

Atualizado em 31/05/2020

Constantino I, ou o Grande, foi um grande imperador romano, um dos maiores da história, e o primeiro cristão a assumir tal posto. Com a morte do seu pai, Constâncio Cloro, em 306, Constantino ascende ao poder, marcando o início de uma nova era do Império Romano e o avanço do cristianismo.

Contudo, quando assume o poder, o Império Romano passava por um momento de instabilidade, sob o risco até de desintegração, onde algumas regiões da Itália queria se separar do império. Como líder, esteve a frente de diversas batalhas e consagrou novamente a força e estabilidade do império.

Constantino foi o responsável por grandes feitos na época, como a construção de Constantinopla, que se tornou a capital do Império Bizantino.

Portanto, hoje iremos conhecer um pouco mais sobre a história desse grande imperador romano. Vamos lá.

Biografia de Constantino

O nome completo de Constantino, era Flávio Valério Aurélio Constantino. Ele nasceu em Naísso, no dia 26 de fevereiro de 272 d.C, filho do oficial grego, Constâncio Cloro, e de Helena.

Assim, Constantino viveu grande parte da sua infância e juventude ao lado da família na corte do imperador Diocleciano.

Ele morreu no ano de 337, aos 65 anos de idade, na cidade de Nicomédia.

Constantino, o Grande.
Fonte: Trutta Fario

Início de sua carreira como Imperador Romano

Como visto anteriormente, Constantino e sua família viveram na corte do Imperador Diocleciano. Assim, quando o imperador decidiu mudar a estrutura de poder do seu império, ele deu ao pai de Constantino um cargo importante.

A mudança implementada pelo imperador, resultou em um governo baseado na tetrarquia, que dividiu o império em quatro partes, da seguinte forma:

  • Diocleciano ficou a cargo de governar as províncias Orientais e o Egito;
  • Entregou a Maximiano o comando da Itália e da África Proconsular;
  • Para Galério confiou as regiões do Danúbio e da Ilíria;
  • E para Constâncio Cloro, pai de Constantino, foi dado o comando da Espanha, da Gália e da Bretanha.

Depois da mudança, no ano de 305, o então imperador Diocleciano morre, e os outros imperadores travaram uma disputa interna pelo poder. Com isso, Constantino se alia ao seu pai para participar das campanhas da Bretanha.

No entanto, em 306, o seu pai morre e dois outros tetrarcas abdicam do poder. Assim, as legiões que seguiam Constantino, o proclamam imperador.

Contudo, em 310, aparecem outros pretendentes a assumir o cargo de imperador, um deles foi Maximiano, junto ao seu filho Maxêncio e Licínio. Naquele mesmo ano, Constantino entra em conflito com Maximiano e seu filho, e os derrota na batalha de Ponte Milvio, em outubro de 312. No ano seguinte, Licínio vence Maximino, e Constantino decide dividir o império com ele.

Batalha de Ponte Milvia.
Fonte: Flickr

Adoção do Cristianismo no Império Romano

Contudo, até vencer Maxêncio, Constantino era um imperador pagão. Isso mudou quando ele teve uma visão antes da batalha de Ponte Milvio. Segundo a história, ele teria visto uma cruz enquanto olhava o sol, e depois disso ordenou aos soldados que usassem nos escudos o monograma de Cristo.

Até então, ele ainda mantinha os seus ritos pagãos, mas depois dessa visão, passou a ter uma postura mais favorável aos cristão. Desse modo, em 313, Constantino decreta uma lei de proteção aos sacerdotes cristão contra injurias dos hereges.

Sendo assim, o imperador acabou sendo muito importante para a ascensão do Cristianismo no Império Romano. Graças a ele, a partir de 323 d.C, a fé cristã passou a ser aceita e até incentivada pelos romanos, o que até então era apenas tolerada.

Arco de Constantino, construído em Roma, para comemorar a vitória na Batalha de Ponte Milvia.
Fonte: História da Arte e Arquitetura.

Único Augusto do Império

Como mencionado anteriormente, em 313, Constantino e Licínio concordaram em dividir o império. Desse modo, eles conseguiram separar suas divergências e dividir o governo até 324.

No entanto, devido as constantes perseguições de Licínio aos cristãos, Constantino se voltou contra ele, e declarou guerra contra seus antigos aliados. Por fim, Constantino saiu vitorioso do conflito, e então se consagrou como o único Augusto do Império Romano.

Como único líder, ele então estabeleceu o Cristianismo como a religião oficial de todo o Império Romano. E continuou tomando medidas para que a fé cristã fosse respeitada dentro do seu império.

Construção de Constantinopla

Em 326, Constantino lidava com um grande problema de logística. Muito disso devido a distância entre a capital do império as as principais frentes militares. Além do mais, Roma também já não servia para continuar sendo a sede do de todo império. Para resolver essas questões, o imperador então deu início a construção de uma nova cidade, a Constantinopla.

Assim, Constantinopla foi construída sobre a antiga cidade grega de Bizâncio (renomeada de Istambul pelos turcos séculos depois). A nova capital, totalmente cristã e dominada pela Igreja dos Santos Apóstolos, foi inaugurada no dia 11 de maio de 330.

Constantinopla, capital do Império Bizantino.
Fonte: Pinterest

Curiosidade

Reza a lenda, que a coroa de ferro que foi usada por muitos reis e que supostamente tinha um dos cravos da Cruz de Cristo, foi encontrada por Helena, mãe de Constantino. Ela teria achado essa coroa em Jerusalém, em 321.

Assim, depois da morte do imperador, a coroa recebida de sua mãe, foi guardada no templo de Santa Sofia, em Bizâncio.

Desse modo, essa coroa tão importante foi usada por vários reis durante a história. Em 1530, ela ficou sob posse do Imperador Carlos V. Já em 1805, a coroa de Constantino estava sob a cabeça do imperador francês, Napoleão Bonaparte. Esse que disse ao tomar posse do império: “Recebi de Deus, que ninguém ouse tocá-la”.

Napoleão Bonaparte com a coroa achada pela mãe do imperador romano.
Fonte: Aventuras na História

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Fontes: eBiografia, Só História, Upus Dei, InfoEscola

Fonte Imagem Destaque: Hermanos de Armas