Biologia

Anexos embrionários – O que são, classificação, formação e os tipos

Anexos embrionários são compostos responsáveis por auxiliar no processo de desenvolvimentos de embriões de aves, répteis e mamíferos.

Atualizado em 29/06/2020

Durante a formação de um embrião existem diversos partes que compõem o processo. Assim, dentre as  estruturas presentes estão os anexos embrionários. Em síntese, são compostos que não fazem parte, necessariamente, do corpo do embrião. Assim, são originados a partir de folhetos germinativos.

Visto isso, os anexos embrionários podem ser divididos em quatro partes. Entre elas estão a vesícula vitelina (saco vitelínico), âmnio (ou bolsa amniótica), cório e alantoide. Logo, cada parte dos anexos possui uma estrutura específica e a principal função desenvolvida por esses compostos é auxiliar o embrião a se desenvolver.

Logo, os anexos embrionários auxiliam no processo de desenvolvimento dos embriões e são descartados após o nascimento. Assim, durante a gestação, os anexos são responsáveis pelo fornecimento de nutrientes, além de auxiliar na troca existente entre o meio externo e o embrião.

Anexos embrionários

Os anexos embrionários são responsáveis pelo auxílio no desenvolvimento do embrião, além do fornecimento de nutrientes. Dessa maneira, são divididos em vesícula vitelina, âmnio, cório e alantoide. Veja a seguir a diferença entre cada composto:

Vesícula vitelina

A vesícula vitelina, também chamada de saco vitelínico, está presente em animais vertebrados. Logo, os primeiros seres a possuir esse composto no momento da gestação foram os peixes, primeiras espécies vertebradas que surgiram.

Visto isso, a vesícula vitelina é acompanhada de outros compostos durante a gestação. Assim, é formado junto aos folhetos germinativos envolvidos por uma espécie de gema. Logo, toda a estrutura é envolta pela membrana mais a gema formando a vesícula vitelina. Visto isso, a estrutura formada é ligada ao intestino do embrião em formação.

Anexos embrionários - O que são, classificação, formação e os tipos
Divisão dos anexos embrionários. Fonte: Anatomia Veterinária

Durante o processo de desenvolvimento do embrião a formação do saco vitelínico vai diminuindo. Isso porque, a presença desse composto não implica em processos nutritivos e a formação do embrião começa a ocupar o espaço antes ocupado pela vesícula vitelina.

A presença da  vesícula vitelina é comum, também, em répteis e aves. Entretanto, nos mamíferos, o composto é apresentado de forma reduzida. Isso se explica devido ao composto não produzir formas de nutrição muito eficazes aos embriões mamíferos.

Âmnio e cório

O âmnio se refere ao líquido que envolve o embrião. Assim, é responsável pela proteção, principalmente, contra choques mecânicos e a dessecação. Logo, o embrião fica envolto por uma espécie de buraco, denominado cavidade amniótica. A presença desse líquido faz parte da reprodução de répteis e aves. Dessa maneira, quando a embrião está totalmente desenvolvido, o líquido some. Isso porque, o embrião absorve todo o líquido amniótico.

Anexos embrionários - O que são, classificação, formação e os tipos
Nos ovos de répteis e aves o cório fica sob a casca. Fonte: Super Abril

Já o cório, também chamado de serosa, é a parte mais distante do embrião. Nesse sentido, fica localizado na parte externa e é responsável por envolver todos os outros anexos embrionários. Além disso, é de responsabilidade do cório fornecer a troca gasosa que existe entre o embrião e o meio externo. Essa troca é feita pelo cório junto à alantoide, principalmente, nos ovos de répteis e aves.

Alantoide

O alantoide é formado à partir do intestino do embrião, ou seja, as duas partes são ligadas. Uma das principais funções desse composto é armazenar as excreções que surgem da nutrição do embrião. Além disso, destacam-se como finalidade do alantoide nos répteis e nas aves:

  • transmissão da proteína existente na clara ao embrião;
  • transferência dos sais de cálcio;
  • participar das trocas gasosas entre o embrião e o meio externo;
  • armazenar a excreta produzida durante o metabolismo do ser embrionário.

Você sabia?

  • Dentre os anexos embrionários já citados, existe também a placenta e o cordão umbilical. Entretanto, esses dois compostos estão presentes apenas nos mamíferos;
  • A placenta, neste caso, advém da formação entre os tecidos maternos e os tecidos do embrião.

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Fontes: Só Biologia, Toda Matéria, Mundo Educação e Info Escola

Fonte imagem destaque:

Por <a href='https://conhecimentocientifico.r7.com/author/dayane/' rel='dofollow' class='dim-on-hover'>Dayane Borges</a>
Por Dayane Borges
Jornalista e redatora com experiência em escrita criativa, adequação e produção de conteúdos multimídia para a web.