História

Persas: de simples lavradores a donos do mundo antigo

Os persas e sua cultura floresceram na Mesopotâmia, e de simples lavradores se tornaram senhores de quase todo o mundo conhecido da época.

Atualizado em 08/11/2018

Você sabia que na região que hoje conhecemos como Irã, rico produtor de petróleo, já floresceu no passado um grande império? Estamos falando dos persas.

A região era conhecida como Mesopotâmia e ficava entre o Golfo Pérsico e o Mar Cáspio. Possuía poucas áreas férteis por conta do seu relevo desértico e montanhoso. Por volta do ano 2000 a.C. a região começou a ser ocupada por pastores e agricultores que vieram da Rússia e Ásia Central, estabelecendo-se os medos no norte e os persas no sul.

Por volta do século VIII a.C. os medos conseguiram reunir um exército forte e organizado, forçando os persas ao pagamento de pesados impostos. Isso durou até o ano de 558 a.C., quando o príncipe persa Ciro, o Grande, liderou uma bem sucedida rebelião e foi proclamado o imperador de toda a planície iraniana. Ciro se diferenciava por não impor aos vencidos sua língua e seus costumes.

O nascimento do grande império

Depois que se tornou o único governante da Mesopotâmia, Ciro decidiu ir atrás de riquezas e iniciou o expansionismo persa. Ele conquistou toda a região do Egito e parte da Grécia, dominando também os semitas e hititas que habitavam a região da Mesopotâmia central. O Império Persa, como ficou conhecido o domínio iniciado por Ciro, compreendia toda a Ásia Menor e parte do Oriente Médio.

Com a morte de Ciro, Cambisés e Dário I deram continuidade à política de expansão, dividindo o território em 20 províncias, que eram chamadas de Satrapias.

O declínio dos persas

Apesar do sucesso das ofensivas do forte exército, uma velha ambição ocasionou seu declínio. É que Dário I, mesmo dominando o vasto território mesopotâmico, queria conquistar completamente a Grécia. Ele atacou Atenas e foi derrotado em 490 a.C. Seu filho Xerxes tentou diversas vezes vencer os gregos, mas sem sucesso, e essa campanhas são chamadas de Guerras Greco-Pérsicas.

Com a derrota para a Grécia, os persas reconheceram a supremacia grega no Mar Egeu e na Ásia menor. Paralelamente a isso, multiplicaram-se revoltas, golpes e intrigas políticas. Tudo isso contribuiu para o declínio da civilização persa em 330 a.C., quando Alexandre Magno tomou toda o império e o anexou ao domínio macedônio.

Economia

No início a principal atividade econômica da civilização persa era a agricultura. Mas com o expansionismo militar, muitas riquezas dos povos dominados foram tomadas. Durante o governo de Dario I foi criada uma moeda-padrão, o dárico. Com estradas boas, o comércio foi estimulado e a economia fortalecida. Também deve ser dado destaque ao artesanato.

Dárico, a moeda dos persas

Religião

A religião dos persas era o zoroastrismo, uma crença dualista (dois deuses). Ormuz representava o bem e Arimã, o mal. De acordo com o zoroastrismo, no dia do juízo final Ormuz sairá vencedor e lançará Arimã no abismo. Nesse dia, os mortos ressuscitarão e todos os homens serão julgados: os justos ganharão o céu e os injustos, o inferno.

Você pode perceber que as religiões cristãs se basearam nas crenças persas. E por falar em religião, não deixe de conferir: Como ocorreu a reforma protestante.

Fontes: Info Escola, Só Escola, História do Mundo.