História

O que foi a Conjuração Baiana e o que ela defendia?

A Conjuração Baiana foi uma revolta social de caráter popular, que ocorreu na Bahia em 1798 e foi influenciada pela Inconfidência Mineira.

Atualizado em 20/08/2019

A Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates foi uma rebelião popular ocorrida na Bahia em 25 de agosto de 1798. A intenção era a Independência do Brasil e a melhoria de vida dos mais pobres.

Os revoltosos em sua maioria eram escravos, negros livres, mulatos, brancos pobres e mestiços. Havia gente de muitas profissões, a saber, alfaiates, sapateiros, ferreiros, pedreiros etc.

Eles eram animados pelos ideais da Inconfidência Mineira, que ocorrera há quase uma década, inspirados na Revolução Francesa.

Depois que a capital do Brasil Colônia foi transferida para o Rio de Janeiro (1763), a cidade de Salvador vivia na pobreza e abandono.

Isso revoltou a população que passou a pregar ideais republicanos.

As causas da revolta e suas finalidades

A população estava descontente com o preço alto dos alimentos, que inclusive faltavam.

Havia também uma crescente insatisfação com o domínio de Portugal sobre o Brasil. O ideal de independência estava presente em vários setores da sociedade baiana.

Os revoltosos defendiam a emancipação política do Brasil, isto é, o fim do Pacto Colonial com Portugal. Com isso teriam liberdade de comércio, a saber, nos mercados internos e externos.

E queriam também, tal como reivindicado na Inconfidência Mineira, a Proclamação da República, o fim de privilégios sociais e a abolição da escravidão.

A Conjuração Baiana defendia os mesmos ideais da Inconfidência Mineira

Líderes da Conjuração Baiana

A Conjuração Baiana teve como principais líderes homens pobres, de cor e sem prestígio social, que estavam ligados à Maçonaria. Eram eles: os alfaiates João de Deus e Faustino dos Santos Lira, os soldados Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas.

Em 12 de agosto de 1798 papéis foram pregados nas vias públicas de Salvador e falavam em liberdade e República.

A Prisão dos Rebeldes

A agitação incomum tomava conta da capital baiana. Chegaram a incendiar a forca, pois era símbolo da opressão de Portugal.

Alguns padres que pregavam nas homilias contra a revolta foram ameaçados de morte.

Um delator entregou ao Governador da Bahia o nome dos conspiradores e a informação de que iriam se reunir no Campo de Dique, no dia 25 de agosto.

As tropas do governo surpreenderam os revoltosos e, logo depois, conseguiu reprimir a rebelião. Muitas prisões foram feitas e o movimento foi desarticulado.

Num toral de 49 pessoas foram presas, entre elas mulheres, escravos e na grande maioria alfaiates, barbeiros, soldados, bordadores e pequenos comerciantes.

A Conjuração Baiana defendia os mesmos ideais da Inconfidência Mineira

A severa punição para servir de exemplo

Os líderes do movimento foram julgados e mais de ano depois saiu a sentença.

Luís Gonzaga das Virgens, Lucas Dantas, João de Deus e Manuel Faustino dos Santos Lira foram condenados à morte por enforcamento e depois esquartejados.

Os pedaços dos corpos foram expostos em diversos locais da cidade de Salvador.

Tal como aconteceu na Inconfidência Mineira, a punição foi severa para servir de exemplo aos demais.

Curiosidades

Essa foi a primeira manifestação liberal em que o povo foi protagonista.

Da revolução participaram homens livres, escravos, soldados e profissionais liberais, isso lhe deu um caráter amplamente social.

Apenas os líderes foram enforcados e esquartejados, já que os demais permaneceram presos ou foram expulsos do país.

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Fonte: História do Brasil, Só História, Toda Matéria, História do Mundo, Info Escola, Mundo Educação, História Net.