História

Pompeia, história da cidade petrificada por vulcão na Itália

Em Pompeia o vulcão Vesúvio despertou de forma bastante inesperada há muitos anos e sua erupção petrificou a população da cidade.

Atualizado em 16/03/2020

Certamente, você já ouviu falar na cidade petrificada por vulcão na Itália? Se não, o nome dela é Pompeia.

Contudo, nem sempre a fama de uma cidade, sobretudo de cidades turísticas, são por bons motivos. No caso de Pompeia, aliás, o vulcão Vesúvio despertou de forma bastante inesperada há muitos anos. Sua erupção, inclusive, acabou petrificando a população da cidade.

Por causa disso, neste texto, apresentaremos como está a cidade hoje e um pouco da história que ela carrega.

História de Pompeia

Em suma, o vulcão Vesúvio entrou em erupção em agosto de 79 d.C. Segundo relatos, o vulcão já estava inativo há uns 800 anos. Portanto, a população de Pompeia mal lembrava que a parte alta da cidade poderia ser uma bomba relógio.

Apesar disso, a tragédia histórica aconteceu. A maioria das literaturas que tratam do assunto, aliás, narram que a tragédia começou por volta das 13h do dia 24 de agosto.

Certamente, é possível estimar ainda que a explosão da erupção foi tão forte que levantou boa parte do topo do vulcão. Como resultado, rochas e lava foram lançadas para bem longe.

A partir da explosão, os habitantes começaram a buscar abrigo. Aliás, estima-se que Pompeia tinha cerca de 20 mil habitantes e se localizava a cerca de 8 km de distância do Vesúvio.

A cidade mais próxima de Pompeia Herculano,menor e mais rica, tinha 4 mil habitantes. Ela se situava a 7 km.

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Relíquias de uma cidade petrificada

De forma geral, o que sobrou de Pompeia 20 séculos depois da tragédia, acabou virando atração turística. Alguns corpos, modelados pelas cinzas, ainda guardam os últimos momentos de algumas pessoas.

Por isso, quem caminha pela cidade pode ver corpos curvados, outros estendidos. Os corpos menores, supostamente de crianças, são os que chamam mais atenção do público visitante.

Outro ponto preservado pela lava foi a arquitetura da cidade. Por isso, quem entra nas casas de Pompeia, pode sentir o desespero dos habitantes que viram Vesúvio explodir.

Algumas pessoas ainda tentaram escapar das lavas. Seja correndo para o subsolo ou para cima dos telhados. Isso porque não existia tempo hábil para abandonar a cidade.

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Até que a morte os separe? Casal é encontrado petrificados juntos
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De Herculano, uma cidade vizinha, também é possível avistar o vulcão Vesúvio.

Gravado em gesso

Primeiramente, em 1860, Giuseppe Fiorelli se encarregou das escavações de Pompeia. Durante as escavações iniciais foram observados certos vazios que continham restos humanos.

Acima de tudo, Fiorelli que percebeu o motivo por trás desses vazios. O material vulcânico cobriu os corpos dos mortos, fazendo uma camada de revestimento sólida em torno deles.

À medida que o corpo e a roupa iam se deteriorando, um espaço vazio era deixado. Além disso, este espaço vazio representava a forma exata do cadáver na hora de sua morte. Consequentemente, ele desenvolveu a técnica de injetar gesso nesses espaços para recriar as formas das vítimas da tragédia.

Vesúvio pode entrar em atividade novamente?

Sim, segundo pesquisas de geógrafos e geólogos, o Vesúvio não se trata de um vulcão extinto. Na verdade, ele se trata de um vulcão apenas adormecido. Ou seja, um dia ele pode voltar suas atividades. E é justamente por esse motivo que Pompeia, ainda hoje, é bastante monitorada.

Por caus disso, para evitar outra tragédia, o governo italiano já adota medidas protetivas. No país, há uma política de incentivo à mudança e à migração dos cerca de 26 mil habitantes que vivem na região.

Contudo, muitos ainda resistem. Até porque quanto mais se vive em um território, maiores vão sendo os laços afetivos e de identidade com o local. Basicamente, uma das principais queixas de moradores é o valor oferecido pelo governo italiano. Conforme eles, a indenização não seria o suficiente para uma mudança digna.

Enterrada novamente

Primeiramente, Pompéia foi descoberta antes das eventuais escavações que começaram em 1748. Em 1599, durante a escavação de um canal subterrâneo, foram descobertas e desenterradas algumas paredes cobertas com pinturas e inscrições.

Apesar disso, o arquiteto Domênico Fontana as cobriu novamente. Consequentemente Pompéia permaneceu desconhecida por mais algumas décadas.

Pompéia, destruição e o vento

Talvez você não saiba, mas se a erupção tivesse acontecido em qualquer outro dia, certamente toda a destruição não teria acontecido.

Normalmente, o vento soprava na direção sudoeste, que teria levado o ar e as pedras superaquecidas em direção a Baía de Nápoles. Apesar disso, naquele dia o vento soprava na direção noroeste, em direção a Pompéia.

A erupção não contou com lavas

Primeiramente, a erupção do Monte Vesúvio foi incomum. Ela envolveu um gás superaquecido que se estendeu pelo ar. Apesar disso, ela não contou com características comuns de vulcões, como lavas.

A erupção durou dois dias. A manhã do primeiro dia foi considerada normal pela única testemunha a deixar registros escritos: Plínio, o Jovem. Ele testemunhou a erupção de uma distância segura, deixando um relato valioso sobre os aspectos da erupção. Além disso, as erupções similares são chamadas de Plinianas.

No segundo dia uma gigantesca coluna de magma e cinzas de 27 quilômetros de altura se formou. Horas depois, uma chuva de pedras superaquecidas começou a cair sobre a cidade.

 

Imagens de Pompéia hoje

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As posições dos corpos petrificados são bastante variáveis e causam reflexão
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Ruínas de casas da antiga Pompeia demonstram alguns detalhes internos
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Alguns animais também foram petrificados
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O vulcão Vesúvio pode ser visto por entre as ruínas da cidade que ajudou a destruir no ano de 79 d.C

A história documentada

Um vídeo documentário disponível na internet, relata o fatídico último dia antes da erupção do Vesúvio. Confira:

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Fonte: Hipercultura