Saúde

O que realmente se sabe sobre o Zika? Veja boatos e verdades sobre o assunto

Que o Zika chegou no Brasil é um fato. Agora veja o que ainda é mistério e boato sobre o assunto

Atualizado em 27/02/2019

Os dados dos Zika são alarmantes e, justamente por isso, tem causado uma série de movimentações na internet. De fato existe muitos fatos sobre o Zika, alguns mistérios e ultimamente uma série de boatos rondando a internet. Para que você não fique tão confuso, resolvemos separar em caixas isoladas e explicativas o que de realmente está acontecendo.

Vamos inicialmente falar de dados oficiais e não de dados proveniente de boatos na linha do tempo do Facebook: O Ministério da Saúde publicou que entre 500 mil e 1,5 milhão de brasileiros estejam infectados pelo vírus zika. A principal problemática do Zika na atualidade tem sido aumento de casos de microcefalia em recém-nascidos no país, sobretudo desde outubro deste ano.

Uma primeira pergunta, por que o Ministério da Saúde do Brasil começou aliar o Zika a casos de microcefalia? De acordo com o portal DW, um dos principais motivos para essa aproximação foi a morte de um recém-nascido com microcefalia no Ceará, que era portador do zika.

O que ainda é mistério sobre o Zika?

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Por mais que as pessoas andem compartilhando nas redes sociais, existe SIM uma forte possibilidade de que Zika e Microcefalia sejam aproximados, mas ainda é preliminar uma afirmação. O que os pesquisadores ainda não conseguiram afirmar categoricamente que a presença do zika no organismo de gestantes causa o desenvolvimento de microcefalia em 100% dos fetos.

A origem do zika

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Primeiro vamos ao nome: Zika é o noe de uma floresta em Unganda, onde o agente foi identificado pela primeira vez. E o animal que foi identificado com esse vírus foi o macaco. O primeiro caso de infecção de seres humanos é datado bem antes dessa polêmica surgir, em 1952. Porém, a explosão do zika começou em 2007, quando houve um surto na Oceania. depois o Zika veio passou para a Polinésia Francesa, e foi aliado com maior frequência aos casos de microcefalia entre 2014 e 2015.

Transmissão

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O zika é adquirido por meio da picada de um mosquito já bem conhecido por todos nós: aedes aegypti. Certamente você se lembra dos vários tipos de dengue e da também recente febre chikungunya. A presença do vírus no líquido amniótico é o principal fator de risco para danos relacionados à microcefalia nos embriões.

Sintomas

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Aqui está um complicados, os sintomas não são tão característicos e exclusivos. Geralmente quem está com Zika fica com febre baixa (menor do que 38,5°C), com duração de um a dois dias, erupções cutâneas, dor muscular leve, dor nas articulações, coceira e conjuntivite, na maior parte dos casos. Já foi identificado também quadros em que pacientes não apresentam febre.

É comum a Morte pelo Zika?

Não é muito comum não. A evolução do quadro da doença para morte são raros. Os sintomas desaparecem entre três e sete dias depois da infecção e são até mais leves do que os provocados pela dengue, por exemplo.

Quais são os boatos do Zika?

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Se você frequentou as redes sociais ultimamente certamente viu alguém compartilhar que o aumento de casos de microcefalia se deve a uma vacina contra rubéola com validade vencida. Até que se prove o contrário, em nota o Ministério da Saúde negou essa informação “todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) são seguras e não há nenhuma evidência na literatura nacional e internacional de que possam causar microcefalia”.

Fonte: Ministério da Saúde e DW
Imagens: Divulgação