História

O que foi Confederação do Equador e como ela movimentou o Nordeste

A Confederação do Equador visava criar, no Nordeste, um país emancipado do Brasil. Mas as forças imperiais conseguiram vencer o movimento.

Atualizado em 02/01/2020

A Confederação do Equador foi um movimento político e revolucionário acontecido na região Nordeste do Brasil em 1824.

A sua essência foi emancipacionista e republicana. E teve esse nome porque o seu centro ficava próximo a Linha do Equador.

Iniciada na Província de Pernambuco, logo depois se espalhou por Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Os motivos da Confederação do Equador

A crise do açúcar deslocou o eixo econômico do Brasil para o Sudeste, por isso o Nordeste passou por crises de abastecimento e estagnação. Além disso, elevados eram os impostos cobrados pelo Império.

A Confederação do Equador foi outra revolta emancipacionista no Império

A elite de Pernambuco escolheu um presidente para a província: Manuel Carvalho Pais de Andrade. Mas em 1824 Dom Pedro I indicou alguém de sua confiança, que foi Francisco Paes Barreto.

Some-se a isso o fato de D. Pedro I dissolver a Assembleia Constituinte e impor a Constituição de 1824, a qual dava poderes absolutos ao imperador.

O início da grande revolta

Eclodiu uma grande revolta na Província de Pernambuco em 1824. No mesmo ano, Manuel de Carvalho Pais de Andrade proclamou a Confederação do Equador.

O novo Estado possuiria um regime liberal e republicano, que teria um governo representativo delegando autonomia às províncias. Chegaram até a criar uma bandeira.

O movimento contava com a participação das lideranças de Pernambuco. Entretanto não tardou a crescer em proporção, e ganhou a adesão das províncias do Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba.

A Confederação do Equador foi outra revolta emancipacionista no Império

O enfraquecimento e fim do movimento

Os líderes do movimento foram Frei Caneca, Padre Mororó, Cipriano Barata e Emiliano Munducuru. Eles resolveram adotar reformas sociais urgentes. Só que a abolição da escravatura desagradou aos fazendeiros que apoiaram o movimento.

Sem o apoio das elites, a Confederação do Equador enfraqueceu e não foi capaz de resistir às forças imperiais.

D. Pedro I pediu empréstimos à Inglaterra e contratou mercenários ingleses para combater o movimento.

Sob o comando do almirante britânico Thomas Cochrane, as forças militares do império agiram com rapidez e força. O movimento emancipacionista não resistiu e sucumbiu.

Os principais líderes do movimento, Frei Caneca e Padre Mororó, foram fuzilados. Já o jornalista Cipriano Barata foi condenado à prisão.

Muitos revoltosos fugiram para o sertão e tentaram manter o movimento vivo, entretanto ele acabou no mesmo ano que começou.

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Fonte: História do Brasil, Info Escola, Toda Matéria, Mundo Educação, Todo Estudo, Uol Educação.