História

O que foi a Revolta da Armada?

A Revolta da Armada se deu em dois tempos: em um contra Deodoro da Fonseca e no outro contra Floriano Peixoto, já que ambos desrespeitaram a Constituição.

Atualizado em 09/02/2019

A Revolta da Armada foi uma rebelião da Marinha do Brasil no Rio de Janeiro nos anos de 1891 e 1894.

Esse movimento se deu contra dois governos, sendo o primeiro na administração de Deodoro da Fonseca e o segundo, de Floriano Peixoto.

Os encouraçados da Marinha abriram fogo contra a capital fluminense, no segundo episódio e foram alvejados pela artilharia dos fortes.

A Revolta da Armada ousou se opor ao atos ilegais no início da República

A 1ª Revolta da Armada

Embora fosse um grande militar, Deodoro da Fonseca era um péssimo administrador. Não tinha vocação política e tentou se portar na Presidência da República como se ainda estivesse num quartel.

Provocou uma fenomenal crise institucional e fez a inflação dar um salto, empobrecendo ainda mais o Brasil. Incapaz de negociar com os parlamentares, decidiu pelo caminho da ilegalidade, posto que fechou o Congresso Nacional.

Revoltados com as atitudes do Presidente, diversos navios de guerra ancorados na Baía da Guanabara se amotinaram. Comandados pelo Almirante Custódio de Melo, ameaçaram bombardear a cidade do Rio de Janeiro. Enfraquecido e isolado, Deodoro renunciou à Presidência da República em 23 de novembro de 1891.

A Revolta da Armada ousou se opor ao atos ilegais no início da República

A 2ª Revolta da Armada

Deodoro renunciou nove meses após assumir a Presidência da República. Floriano Peixoto, vice-presidente, ascendeu ao cargo em 1892. O correto, conforme a Constituição de 1891, seria a convocação de novas eleições, pois não se haviam completado dois anos de mandato.

Por conta disso, treze generais exigiram que Floriano Peixoto convocasse novas eleições presidenciais. O Presidente, entretanto, não quis conversar e mandou prender todos os envolvidos.

Em 6 de setembro de 1893 foi a vez da Marinha se amotinar e exigir novas eleições, cumprindo a Constituição Federal. Mas os marinheiros estavam insatisfeitos também com a desigualdade de tratamento em relação ao Exército, principalmente de salários.

Não concordando o Presidente com as exigências, treze navios da armada começaram as trocas de tiro contra os canhões dos fortes. No levante estavam também muitos monarquistas desejosos de derrubar a República.

Na sequência dos acontecimentos, forças governamentais e revoltosos se enfrentaram na Ponta da Armação, em Niterói. Foi uma batalha sangrenta, posto que os amotinados depararam com mais de 3.000 soldados.

A Revolta da Armada ousou se opor ao atos ilegais no início da República

Uma esquadra de mercenários

Diante da impossibilidade de vencer a artilharia dos fortes e sem apoio popular, os revoltosos seguiram para o Sul. Parte dos navios aportou em Desterro, hoje Florianópolis, só que não conseguiram a adesão local.

Nesse meio tempo, sem meios de reagir contra a própria Marinha, Floriano tomou empréstimos no exterior e comprou navios. Contratou então mercenários dos Estados Unidos para combater os marinheiros brasileiros.

Após incessantes conflitos e contando com o apoio do Exército, finalmente em março de 1894 o governo venceu. Os revoltosos foram presos e deportados.

Gostou de conhecer a Revolta da Armada? Então leia também sobre a Guerra do Contestado: o conflito que desafiou a República Velha.

Fonte: Wikipédia, Info Escola, Toda Matéria, Atlas Histórico, História do Brasil, Educação, Brasil Escola, Portal São Francisco, Mundo Educação.

Fonte das imagens: Wikipédia, Nações do Mundo, Brasiliana Fotografias, Brasiliana Fotografias.