Ciências

Inércia, o que é? Conceito, definições e aplicações da 1ª Lei de Newton

A compreensão da inércia vem dos estudos feitos por Isaac Newton, no século XVII, mas é aplicada hoje até para instruir sobre o uso do cinto de segurança.

Atualizado em 12/04/2019

Inércia é a propriedade da matéria que indica resistência à mudança, motivo pelo qual é também chamada de força de inatividade.

O princípio da inércia quer dizer a tendência de manter quieto um objeto que se encontra em repouso. Também significa a tendência de continuar o movimento de um objeto que está em constante movimento, de maneira uniforme e retilínea.

A alteração do estado de repouso ou de movimento apenas se dá se uma força incidir sobre esse objeto.

Os estudos de Isaac Newton

Em 1687, Isaac Newton publicou sua obra intitulada “Princípios Matemáticos da Filosofia Natural”. Nela ele explicou a inércia, só que foi muito além disso.

Compreenda o que é a inércia e saiba como ela pode movimentar sua vida
Isaac Newton

Seus estudos se tornaram um marco no desenvolvimento dos Teoremas da Mecânica, que é um ramo da Física dedicado à compreensão dos movimentos. Um bom exemplo disso foi o que ele descobriu sobre a gravidade.

Newton concluiu que a inércia é a propensão natural do objeto em resistir a modificações de seu estado original de repouso ou de movimento.

Isso é assim porque a tendência de um objeto parado é a de permanecer parado, já um corpo em movimento se manterá em movimento. A inclinação natural que cada corpo tem de permanecer em seu estado inicial só se modifica com uma uma força externa.

A 1ª Lei de Newton

Os princípios que cuidam do movimento dos objetos foram sistematizados nas teorias de Isaac Newton. Seus estudos cuidaram da inércia, dinâmica, ação e reação.

Foi a chamada 1ª Lei de Newton que cuidou do princípio da inércia, posto que tratou do movimento e repouso dos corpos. Ele concluiu que todo corpo permanece no seu estado de repouso, ou de movimento uniforme, em uma linha reta.

Isso, evidentemente, a menos que ele seja obrigado a mudar aquele estado por forças impostas sobre ele. Dá-se também a essa lei o nome de Lei da Inércia, visto que veio após os estudos de Galileu Galilei sobre o movimento dos corpos.

Considerações sobre a inércia

Um dos fatores que mais concorrem para a inércia é a massa, uma vez que é a sua medida. A inércia será maior, dependendo da massa de um corpo.

Dessa forma, Q = m. v. Sendo que Q = quantidade de movimento linear, m = massa e v = velocidade.

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A inércia apenas é possível quando a força que dela resulta é nula. Sendo justamente isso que autoriza a permanência dos estados. No cabo de guerra, quando se tem pessoas com forças equivalentes, ninguém consegue se mover.

Outro exemplo clássico são dois homens com a mesma força tentando mover um caixote. Como os dois têm forças iguais, o caixote não sairá do lugar, pois as forças se anulam.

Só que, se um for mais forte que outro, o caixote se movimenta, já que a aplicação da força não é nula.

A importância do estudo da inércia

As conclusões sobre a aplicação da inércia são muito utilizadas nas campanhas para o uso do cinto de segurança.

É comum a simulação com bonecos de teste, onde se comprova a importância do dispositivo de segurança.

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Na colisão de um carro a 80 km/h, o passageiro sem cinto de segurança será arremessado na mesma velocidade.

É que o veículo sofre uma brutal desaceleração, mas o corpo do passageiro continua no movimento em que estava.

E então, agora você já sabe o que quer dizer a tal da gravidade? Agora, aproveitando o papo sobre física, confira ainda: O que existia antes do Big Bang?

Fonte: Brasil Escola, Wikipédia, Toda Matéria, Info Escola, Infopédia, Dicio, Mundo Vestibular, CIMM, PusSP, Efísica, Conceitos, Cola da Web.

Fonte das imagens: Garberi Penal, Net Nature, Santi CulturalSciecultart, Conceito