Biologia

Anfíbios – O que são, exemplos, classificação e principais características.

Os anfíbios são animais vertebrados que possuem o corpo sem escamas. Na evolução do planeta foram os primeiros vertebrados.

Atualizado em 05/02/2020

Antes de tudo, os anfíbios são animais vertebrados que, diferentemente dos répteis, possuem o corpo sem escamas. Além disso, normalmente eles são encontrados no meio aquático e terrestre.

Na evolução do nosso planeta, foram eles os primeiros vertebrados a ocupar o ambiente terrestre. Os anfíbios não são animais independentes da água, afinal, por pelo menos uma fase da vida, a maioria dos anfíbios, precisam dela para reprodução.

Porém, alguns deles podem ser vistos também no interior das matas. Eles costumam se alimentar de moscas, aranhas, minhocas. Além disso, podem se alimentar também de outros anfíbios, ou pequenos mamíferos.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS ANFÍBIOS

Suas principais características são:

  1. Pele permeável, que também executa trocas gasosas;
  2. Patas bem definidas;
  3. Tímpano, uma membrana que vibra com o som e remete estímulos para as estruturas nervosas do ouvido;
  4. O sistema nervoso tem como principal órgão o encéfalo;
  5. Coração, com dois átrios e um ventrículo, o que aumenta a eficiência do transporte de sangue;
  6. Pulmões onde ocorrem trocas gasosas;
  7. Pálpebras que protegem os olhos e realizam sua limpeza.

Em geral, eles vivem em água doce, porém, existem duas exceções: a Rã-aguadeira, que vive no deserto australiano e a Rã-comedora de caranguejos, que vive em ambiente marinho.

PELE DOS ANFÍBIOS

De fato, eles não possuem pelos nem escamas externas. Os anfíbios não ingerem água, ela é obtida através da pele. Além disso, eles são incapazes de manter constante a temperatura de seus corpos, como resultado disso são chamados animais de “sangue-frio”.

A absorção de água funciona como uma defesa orgânica, afinal, suas peles finas e ricas em vasos sanguíneos os permitem fazer a troca através da respiração. Existem em suas peles dois tipos de glândulas:

  • Mucosas: Que produzem muco
  • Serosas: Que produzem veneno

Isto é, o sapo, por exemplo, possui um par de glândulas que são chamadas de paratóides, que contêm veneno e constituem defesa contra os predadores. Seja como for, existem espécies mais e menos tóxicas, e só poderão causar algum risco -no caso do humano, se essas substâncias entrarem em contato com as mucosas ou sangue.

 

pele dos anfíbios
Pele do sapo – Fonte: Todoestudo

DIGESTÃO DOS ANFÍBIOS

Em síntese, a digestão dos anfíbios é processada no estômago e no intestino. Mesmo que, possam ter duas fileiras de dentes, os anfíbios não mastigam sua presas. Porém, vale lembrar que na fase adulta, os anfíbios são carnívoros. E costumam se alimentar de pequenos animais.

Um ponto importante dos anfíbios, é a língua. Sendo que em algumas espécies de anfíbios a língua é uma das características adaptativas mais importantes. No caso dos sapos a língua é presa na parte da frente da boca, por isso, quando esticada para fora da boca, ela possa alcançar uma distância maior. Além disso, ela é pegajosa, o que facilita a captura da presa.

sistema digestório
Sistema Digestório – Fonte: Animais

EXCREÇÃO DOS ANFÍBIOS

A saber, os anfíbios possuem um estômago bem desenvolvido, o intestino termina em uma cloaca, glândulas como fígado e pâncreas. Ademais, o sistema digestório produz substâncias que são capazes de digerir a “casca” de insetos.

A excreção, em específico, acontece através dos rins. Com isso, os líquidos corporais são filtrados pelos rins que se excretam ureia. Aliás, esse composto é um pouco tóxico, e é liberado quando o corpo precisa economizar água.

RESPIRAÇÃO DOS ANFÍBIOS

A respiração, quando adulto, acontece por meio de 4 principais estruturas:

  • Pulmões
  • Pele
  • Mucosa da boca
  • Faringe

Porém, quando são larvas, os anfíbios respiram pelas brânquias, assim como os peixes.

A respiração pulmonar é pouco eficiente, como resultado de pulmões simples e com pouca superfícies de contato para as trocas gasosas.

REPRODUÇÃO

A saber, os anfíbios, em sua maioria,  têm fecundação externa, com exceção das salamandras que têm fecundação interna usando o espermatóforo para a transferência dos espermatozoides.

O acasalamento, em geral, acontece na água. A título de curiosidade, o coaxar do sapo macho faz parte do ritual “pré-nupcial”. Daí, a fêmea no seu período fértil é atraída pelo parceiro sexual por meio do canto. Porém, existem cantos/coaxar específicos para cada espécie. A fêmea com o corpo cheio de óvulos é agarrada por um macho, e esse agarramento pode levar dias. Até que então a fêmea lance os seus gametas na água. Com isso, o macho também lança os seus espermatozoides, que por fim fecundam os óvulos.

Após isso, os ovos ficam protegidos por uma grossa camada de substâncias gelatinosas, geralmente, se prendem às plantas aquáticas. Com isso, as células vão se dividindo e formando embriões, que logos se tornam larvas denominadas girinos.

 

reprodução
Rã (Pleurodema diplolister) do cerrado acasalando – Fonte: Animais

A METAMORFOSE

O processo da metamorfose envolve uma série de transformações e é um processo bastante lento. Isso ocorre para que o girino se torne então adulto. Ao passo que durante esse processo, as brânquias desaparecem e os pulmões se desenvolvem. Além disso, surgem também as patas no corpo do animal.

metamorfose
Metamorfose dos anfíbios – Fonte: Megacuriosidades

CLASSES

Os anfíbios (gr.amphi = dupla + bios = vida) podem ser divididas em 3 grandes ordens:

1.Anuros : Sapos e rãs

anfíbios
Classe anuro – Fonte: Flickr

2. Urodelos: Salamandras e tritões

salamandra
Urodelo – Fonte: Infoescola

3. Ápodos: Cecílias

cobra-cega
Cobra-cega – Fonte: Superinteressante

As cecílias são vermiformes, sem patas e com pequenas escamas internas na pele.

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Fontes: TodaMateria , SoBiologia , EscolaKids

Fonte da imagem destaque : MegaCuriosidades