Biologia

Abelhas – Organização, divisão de tarefas, anatomia, funções

As abelhas são insetos sociais que vivem em comunidades bem organizadas chamadas colmeias, onde há a abelha rainha, o zangão e as operárias.

Atualizado em 04/10/2020
Por Adriano Curado

As abelhas são insetos que fazem parte do Filo Artrópode, Classe Insecta, Ordem Himenóptera e Família Apoidea. Elas são sociais, pois levam uma vida em colônias, que são as colmeias, só que com tarefas distintas. E conforme o tipo de tarefa que desempenham, se diferenciam morfologicamente.

Estima-se que quase metade da polinização no mundo é realizada pelas abelhas, daí a importância de protegê-las. Valendo lembrar que há aquelas que visitam apenas uma espécie de flor, assim como outras que são generalistas.

A colônia possui indivíduos com funções bem específicas, onde a rainha é quem põe milhares de ovos por dia e os zangões são machos reprodutores. Só que quem mais trabalha mesmo são as operárias, já que são elas que realmente fazem a colmeia funcionar.

Considerações sobre as Abelhas

As abelhas são insetos que pertencem ao Filo Artrópode. Trata-se do ramo zoológico onde estão compreendidos os crustáceos, os miriápodes, os insetos e os arácnidos. Compõe mais precisamente a Classe Insecta (insetos), à Ordem Himenóptera (que tem membrana na asa) e Família Apoidea (abelhas).

Abelhas – divisão de tarefas, organização, anatomia e função

Elas são insetos considerados sociais, posto que vivem em comunidade, com tarefas bem definidas entre si. Habitam o interior de imensas colônias, onde a divisão de tarefas funciona precisa.

E de acordo com a função, apresentam elas diferenças morfológicas que se adaptaram ao trabalho, ou seja, heteromorfismo. Há três variações morfológicas bem definidas, a saber, Rainha, Operárias e Zangão.

Há muitos agentes polinizadores na natureza, a exemplo dos pássaros, dos morcegos e até do vento e da água. Mas existe uma estimativa de que quase metade da polinização no mundo é realizada pelas abelhas. Em crescente risco de extinção, elas põem em perigo o futuro do planeta.

E é uma tarefa tão minuciosa e precisa, que esses animais se dividem em especialistas e generalistas. Isso quer dizer que há aqueles que se deslocam apenas em flores específicas, enquanto outros não fazem escolha alguma.

A Anatomia

Podemos dividir em três partes o corpo de uma abelha, quais sejam, cabeça, tórax e abdômen. Na cabeça estão os órgãos sensoriais, assim como as glândulas mandibulares. As antenas são essenciais para a vida do animal, posto que nelas estão os sentidos do tato, olfato e audição.

Abelhas – divisão de tarefas, organização, anatomia e função

Um dos sentidos mais importantes é justamente o olfato, já que por ele há a diferenciação entre amigos e inimigos. Também pelo olfato se reconhece o odor da flor, primeira etapa da polinização.

Da visão participam cinco olhos, sendo três simples na região frontal do crânio, além de dois compostos, na parte lateral. Já as glândulas mandibulares têm a função de dissolver a cera na confecção da geleia real (alimento da abelha rainha).

No tórax estão os órgãos locomotores, quais sejam, três pares de pernas e dois pares de asas. No abdômen ficam o estômago, o intestino, a vesícula melífera e as traqueias. Vale lembrar que o ferrão das abelhas se localiza na extremidade do abdômen, embora os zangões não possuam ferrão.

A Abelha Rainha, as Operárias e os Zangões

Abelhas – divisão de tarefas, organização, anatomia e função

A abelha rainha tem a função reprodutiva, posto que pode expelir diariamente milhares de ovos. Já os zangões se distinguem por serem machos reprodutores, gerados por ovos não fecundados, ou seja, o processo da partenogênese.

As abelhas operárias são aquelas que efetivamente conseguem fazer a colmeia funcionar devidamente, sendo as mais abundantes ali. São elas que cuidam da defesa, consertam as estruturas danificadas, limpam tudo e ainda alimentam as crias e os demais membros da colônia. As operárias possuem a corbícula, que é uma cesta de carregar pólen que fica nas pernas traseiras.

As Abelhas Brasileiras Nativas

As abelhas nativas do Brasil possuem o ferrão atrofiado, razão pela qual não os têm como arma de defesa e ataque. Compõem o Grupo dos Meliponíneos (abelhas sem ferrão) e seu habitat são as regiões tropicais. Já foram catalogadas quase duas centenas delas.

Abelhas jataí.

Mas esses animais sofrem um sério risco de extinção, posto que espécies invasoras se avolumam e as dominam. Pesquisadores acreditam que até a primeira metade do século XIX só havia abelhas nativas no Brasil. Mas o colonizador aos poucos trouxe em seus navios, principalmente negreiros, espécies exóticas que se adaptaram ao nosso clima.

Mais robustas, dotadas de ferrão com potente veneno, abelhas tipo europeia ou africana invadiram o Brasil e dominaram os sertões. Ocorreram também cruzamentos entre espécies, o que resultou em seres híbridos. Por essa razão já é difícil encontrar abelhar sem ferrão na natureza brasileira.

A abelha brasileira se divide em muitas espécies, como jataí, uruçu, asa-branca, mandassaia, tubi, abelha-cachorro, sanharol etc.

Você sabia?

A abelha rainha pode viver até cinco anos, enquanto que os zangões morrem logo após o acasalamento. As operárias, por sua vez, vivem entre seis e oito semanas.

Há uma suspeita de que as abelhas estão desaparecendo do planeta, e isso se deve ao fim do seu habitat, além do uso de pesticidas.

Há espécies de abelhas que têm autonomia de voo de mais de dois quilômetros. A criação de abelhas sem ferrão tem o nome de meliponicultura. E o Brasil tem até um Dia Nacional da Abelha, que é 3 de outubro.

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Fonte: Wikipédia, Info Escola, Revista Galileu, Escola Kids, Planeta, Toda Matéria, Mega Curioso, Fio Cruz.

Fonte das imagens: Info Escola, Veja, Slide Player, Mel do Sol, Wikipédia, Índice de Saúde.

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