História

Romantismo, o que é, contexto histórico e características

O Romantismo foi um movimento artístico que influenciou a literatura, a pintura e a música, opondo-se aos preceitos do Classicismo.

Atualizado em 09/04/2019

O Romantismo foi um movimento da classe artística, que apareceu na Europa no século XVIII. Ele se estendeu até meados do século XIX. Influenciou a literatura, a pintura e a música.

Caracterizou-se por forte oposição aos princípios do Classicismo, mudando o foco dos temas. Os escritores do Romantismo alteraram até o tamanho e formado dos textos em prosa.

Na música, a prioridade era transmitir emoção ao ouvinte, em detrimento à forma das composições. Já a pintura buscava temas mais sóbrios e com equilíbrio.

Contexto Histórico

No Império Romano, a palavra “romance” era empregada para indicar as línguas faladas pelos povos que dominaram. Tratava-se na verdade de uma forma vulgar do latim. Tudo que era escrito naquele latim, portanto, era chamado de romance.

Romantismo, o que é, como surgiu e quem participou desse movimento

Foi no livro “Os Sentimentos do Jovem Werther”, publicado na Alemanha em 1774, que o Romantismo se baseou. Ali surgiu o chamado sentimentalismo romântico, assim como o escapismo pelo suicídio. Foi a maior quantidade de suicídios ligados à literatura em todos os tempos.

Na Grã-Bretanha, o Romantismo só apareceu no início do século XIX. Destacaram-se nesse período os versos de Lord Byron, bem como o romance histórico “Ivanhoé”, de Walter Scott.

Merecem igualmente destaque “Manon Lescut”, do árabe Prévost (1731), assim como “História de Tom Joses”, de Henry Fielding (1749).

As características do romantismo

Na literatura, algumas características merecem ser ressaltadas, como a aversão ao modelo clássico. Os textos em prosa eram mais longos, assim como o enredo se desdobrava ao redor de um núcleo central.

Romantismo, o que é, como surgiu e quem participou desse movimento

Ao contrário dos classicistas, que exaltavam a paisagem, os romancistas davam ênfase aos protagonistas. Exaltavam-se a sociedade, a mulher, o amor, além de haver a fuga para a infância.

Havia também a ênfase aos temas da nacionalidade, como a Independência do Brasil e o Inconfidência Mineira.

Nos poemas, tinha o emprego de versos brancos e livres. Havia também a sublimação ao nacionalismo, à natureza e aos símbolos pátrios.

Oposição ao estilo clássico

Na Antiguidade Clássica, eram os nobres que pagavam pela arte, com isso impondo suas vontades. Só que, como o surgimento da burguesia, a arte deixa os palácios, ganhando assim um outro público. Deixa também de ser erudita, posto que começou a valorizar o folclore e o nacionalismo.

No Brasil, por exemplo, o leitor se tornou consumidor, já que comprava os chamados folhetins, que eram mais baratos.

Mudando o público leitor, o estilo formal do classicismo é abandonado em definitivo. Até na poesia ocorreram mudanças, já que surgiram os chamados versos livres, sem métrica ou estrofação. Também passaram a ser empregados os versos brancos, ou seja, sem rima, algo que a nobreza jamais admitiria.

O Romantismo no Brasil

O Romancismo no Brasil se inicial em 1836, com o livro de poemas intitulado “Suspiros poéticos e saudades”, de Gonçalves de Magalhães. Simultâneo a esse livro, era publicada em Paris a Revista Niterói, sendo assim considerada igualmente uma precursora brasileira do movimento.

Romantismo, o que é, como surgiu e quem participou desse movimento

O Romantismo no Brasil está dividido em três fases. Na Primeira Fase Romântica são exaltados o Nacionalismo e o Indianismo. Os temas preferidos são a natureza, religiosidade, assim como o sentimentalismo. Também não ficou de fora o ufanismo.

Destacaram-se José de Alencar, Gonçalves Dias, Gonçalves de Magalhães, Araújo Porto Alegre e Teixeira e Souza.

Na Segunda Fase Romântica está a chamada Geração do Mal do Século, também conhecida como Ultrarromântica. Houve nesta fase grande influência da poesia inglesa de Gordon Byron, (1788-1824). Por isso, é também conhecida como a “Geração Byroniana”.

O negativismo é a marca dessa fase do Romantismo, posto que se sobressaem a desilusão, a dúvida e o pessimismo. Também há a fuga da realidade, o egocentrismo, a vida boêmia e a exaltação da morte. Destacaram-se Álvares de Azevedo, Junqueira Freire, Fagundes Varela e Casimiro de Abreu

Por fim, na Terceira Fase Romântica viveu a “Geração Condoreira”, de poesia libertária e social. Teve esse nome por se associar ao condor, ave dos Andes que é o símbolo da liberdade. Aqui a influência é do escritor francês Victor-Marie Hugo.

Por conta disso pode também ser chamada de “Geração Hugoana”. Vale menção aos nomes de Castro Alves, Joaquim Manuel de Sousa Andrade e Tobias Barreto.

O Romantismo em outras artes

Além da literatura, o Romantismo também influenciou a pintura, posto que os temas eram equilibrados, racionais e sóbrios. Os artistas se expressavam dando uma visão pessoal carregada de cor e dramaticidade.

Romantismo, o que é, como surgiu e quem participou desse movimento

No Brasil, destaque para os pintores Victor Meirelles, Pedro Américo, Manuel de Araújo Porto Alegre.

A música do Romantismo ocorreu na mesma época da literatura. São características suas a flexibilização das formas musicais. Também dava prioridade ao ato de transmitir emoção, em vez da estética.

Destacaram-se Ludwig van Beethoven, Niccolo Paganini, Fernando Sor, Giuseppe Verdi e César Franck.

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Fonte das imagens: Dezenove Vinte, Homo Literatus, Pintura sem Tela, Wikipédia, Correio IMS.