História

O que foi o Convênio de Taubaté e porque ele não deu certo?

O Convênio de Taubaté foi um acordo entre o governo e os produtores de café, visando intervir no preço do produto com a compra do excedente.

Atualizado em 02/09/2019

O Convênio de Taubaté foi uma tentativa de salvar o café brasileiro da crise mundial. Consistiu num plano de intervenção estatal na cafeicultura brasileira, ocorrido em fevereiro de 1906.

O objetivo era que os governos estadual e federal comprassem o café excedente no mercado. Dessa forma, haveria elevação dos preços do produto e estariam garantidos os lucros dos cafeicultores.

O que foi o Convênio de Taubaté e porque ele não deu certo

O Convênio de Taubaté tentou intervir no mercado

Desde o fim do século XIX, o café era o principal produto brasileiro de exportação. Nos primeiros anos da República, a riqueza gerada por ele abarrotava os cofres públicos e fortalecia grandes proprietários de terra.

Subitamente houve um aumento exagerado na oferta do produto, só que não haveria demanda suficiente. Pela lógica, o preço do café despencaria. Então os governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais propuseram um acordo com os produtores. Era o Convênio de Taubaté.

Ficou acordado que o governo compraria e estocaria o excedente do café, para que o preço não caísse. Os Estados buscaram apoio do governo federal para ajudar no subsídio, só que o presidente Rodrigues Alves se negou. No entanto, assumindo a presidência Afonso Pena, ele concordou em participar do convênio.

O Convênio de Taubaté iniciou várias políticas de valorização do café, porém não havia dinheiro suficiente para custear os gastos. Foi preciso pegar empréstimos no exterior para comprar o café estocado. Criou-se um novo imposto, em ouro, sobre cada saca de café, a fim de pagar os juros do empréstimo.

O que foi o Convênio de Taubaté e porque ele não deu certo

A quebra da Bolsa de Nova York e a falência dos cafeicultores

O Convênio de Taubaté segurou o preço do café por certo tempo, porém o país se endividou no seu custeio. Em 1929, com a quebra da Bolsa de Nova York, os cafeicultores vão à falência. Com a Revolução de 1930, Getúlio Vargas põe fim à supremacia dos cafeicultores.

Os empréstimos contraídos pelo governo no exterior trouxeram sérias consequência para a economia, assim como dívida externa e a inflação.

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Fonte: Sua Pesquisa, Info Escola, Toda Matéria, Brasil Escola, Estudo Prático.