História

Imperadores romanos – 8 mais famosos, quem foram e principais feitos

Os imperadores romanos foram uma lista de sucessores ao trono do Império Romano, responsáveis por admnistrar e modernizar o território imperial.

Atualizado em 28/12/2019

O Império Romano existiu entre 27 a.C. e 476 d.C. Por ele passaram uma série de imperadores romanos. As principais características desse governo foram as grandes conquistas territoriais, bem como sua estrutura agrária e comercial. Neste período, Roma dominou territórios europeus, africanos e regiões do Oriente Médio.

Além da estrutura econômica desenvolvida durante o período imperial, outros fatores que chama bastante atenção são as mudanças socioculturais. Por ser bastante extenso, o Império Romano foi marcado por uma população miscigenada. Com a mistura de culturas e crenças, viu também o nascimento do cristianismo.

A palavra Imperador vem do latim “imperator”, que significa “aqueles que mandam”. Este era o título dado aos generais que assumiram o poder de Roma. Tudo começou com a nomeação de Otávio Augusto como governante, após a morde Júlio César. Então, dando fim ao sistema de República.

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Principais imperadores romanos

O império começa com a Crise da República. A partir daí, várias famílias patrícias passam pelo poder, enfrentando invasões e promovendo modernizações no território romano. Veja quem foram os principais imperadores romanos:

Otaviano

Caio Júlio César Otaviano Augusto foi o primeiro imperador de Roma, entre 27 a.C a 14 d.C. Mais conhecido como Otaviano Augusto, nasceu na capital italiana em 23 de setembro no ano 63 a.C. E pertenceu à dinastia Júlio-Claudiana.

Foi responsável por organizar diversas expedições militares na Récia, Panônia, Hispânia, Germânia, Arábia e África. Em contrapartida, também foi quem pacificou as regiões dos Alpes e Hispânia. Além disso anexou as regiões da Gália e Judeia.Tudo o que aprendeu da política romana lhe foi ensinado por seu tio-avô Júlio Cesar.

Fonte: Hilda Prado Araújo.

Se destacou, sobretudo na economia, estimulando a agricultura e o comércio. Bem como dividiu a capital do Império em 14 províncias, dessa forma, facilitando a cobrança de impostos e do censo militar. E, para aumentar a beleza da capital, ainda revestiu as construções de mármore.

Ele foi o primeiro imperador a ser proclamado “Augusto”. Recebeu este título de “deus” por meio do Senado. Otaviano se identificou com essa designação a ponto de as pessoas acharem que era seu segundo nome. Na época, era comum cultuar os imperadores romanos e, dessa forma, o mês de Agosto recebeu este nome em sua homenagem. Coincidentemente, Otaviano augusto morreu em 19 de agosto de 14 d.C, na comuna italiana de Nola.

Cláudio

Tibério Cláudio César Augusto Germânico foi imperador de 41 a 54 d.C. Nascido em 1 de agosto de 10 a.C., diferentemente dos outros imperadores romanos, ele não nasceu na Itália. Durante a infância sofreu com problemas de gagueira. Sendo assim, foi afastado da possibilidade de sucessão imperial.

Imperadores Romanos - quais foram os principais e quais os seus feitos
Fonte: Wikipédia.

No entanto, subiu ao trono em 41 d.C. e se tornou um governante bastante competente. Isso porque, entre os imperadores romanos, foi responsável pela construção de canais e aquedutos e pavimentação de estradas. Em virtude de facilitar a comunicação entre províncias mais afastadas. Cláudio organizou as finanças do Estado e conseguiu manter a paz em seu território.

Além disso, também ergueu o porto de Óstia e teve importantes conquistas militares, anexando ao seu poder as províncias da Trácia, Judeia, Lícia, Nórico e Panfília e Mauritânia. Porém, sua maior conquista foi a Britânia, que é a atual Grã-Bretanha. Cláudio morreu envenenado por sua esposa em 54 a.C. e, logo após, foi deificado.

Nero

Nero Cláudio Augusto Germânico foi imperador de 54 d.C. a 68 d.C., subindo ao trono após a morte de Cláudio. Nascido em Anzio, na data 15 de dezembro de 37, é conhecido por um reinado esplendoroso. No entanto, foi responsável por cancelar todos os éditos do governante anterior.

Sendo assim, para acabar com revoltas, usou de extrema violência, bem como outros imperadores romanos. Diferentemente de outros imperadores romanos, Nero não se dedicou a conquistar novos territórios. No entanto, conseguiu melhorar as relações com a Grécia.

Imperadores Romanos - quais foram os principais e quais os seus feitos
Fonte: Encyclopedia Britannica.

Mas as polêmicas de seu governo são muitas e existem dúvidas quanto a sua capacidade como imperador, uma vez que era influenciado por sua mãe Agripina. Alguns episódios marcaram Nero como desequilibrado, como assassinar o filho do ex-imperador em 55 e ordenar o assassinato de sua própria mãe em 59.

Entretanto, o que marcou seu governo foi um grande incêndio que destruiu grande parte de Roma 64 d.C. Alguns historiadores afirmar que ele não fez nada para impedir o fogo, o que serviu de estratégia para culpar os cristãos e sacrificá-los.

Contudo, há também quem acredite que o imperador não teve nada a ver com o caso, pois não estava na capital naquele momento. Inclusive sua morte foi polêmica ao cometer suicídio no dia 6 de junho de 68 d.C. em Roma. Sendo assim, deu fim à dinastia Júlio-Claudiana.

Tito

Tito Flávio Vespiano foi imperador de 79 d.C. a 81 d.C. Seu reinado foi bastante curto, mas muito significativo uma vez que o fez conhecido pela destruição do Templo do Rei Salomão. O desmantelamento tinha como objetivo acabar com as revoltas da Palestina e, consequentemente, iniciou a diáspora dos judeus pelo mundo.

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Fonte: Histórias de Roma.

Nascido em 30 de dezembro de 39, ficou conhecido por ser cruel e intolerante, sendo considerado o “novo Nero”. No entanto, foi responsável por vários benefícios ao povo de Roma, como por exemplo a finalização da construção do Coliseu. Dessa forma, Tito garantiu diversão para todas as camadas da população, o que lhe rendeu outro apelido: “As delícias do gênero humano”.

Imperadores Romanos - quais foram os principais e quais os seus feitos
Fonte: Vírus da Arte e Cia.

Além disso, durante seu governo ocorreram três grandes desastres naturais: outro incêndio em Roma, uma terrível peste e a erupção do Vesúvio que engoliu a região da Pompeia.

Sua morte, em 13 de setembro de 81 d.C., deixou um enigma para os historiadores. Antes de falecer ele disse: “cometi apenas um erro em minha vida”. Muito ainda se especula sobre qual teria sido este erro. Posteriormente o Senado o deificou e Tito passou a ser cultuado em Roma.

Trajano

Marco Úlpio Nerva Trajano reinou como imperador entre 98 d.C. e 117 d.C., sendo o primeiro a nascer na província Itálica, atual Santiponce (na Espanha), em 53 d.C. Entre os imperadores romanos foi considerado excelente general, administrador detalhista e disciplinado. Trajano afirmava que os imperadores tinham que ser como “simples cidadãos”.

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Fonte: Histórias de Roma.

Seu reinado foi marcado pelo alagamento da fronteira Leste do império. Outro ponto foi seu comando das tropas em guerra de expansão, bem como a implementação de um programa de obras públicas. Trajano buscou melhorar as condições de saúde e de higiene da população romana.

Ele também construiu o Fórum de Trajano e a Coluna de Trajano, em Roma. Igualmente, foi responsável pela terceira perseguição contra os cristãos. Veio a falecer em 117.

Adriano

Públio Élio Trajano Adriano imperou de 117 a 138. Sobrinho e protegido de seu tio e antecessor, Trajano, nasceu também em Itálica, em 76. Assim como seu tio, ele se mostrou um excelente administrador através da implantação do Édipo Perpétuo, que durou até o século VI.

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Fonte: Liszt Psicólogo.

Além disso, seu tempo como imperador foi marcado pela construção da Muralha de Adriano, localizada na atual Grã-Bretanha. Essa obra foi feita por soldados que, simultaneamente, combatiam guerras. Ao invés de atacar, preferiu aderir uma política de defesa, por exemplo, a ideia de criar a muralha foi para proteger os romanos contra ataques dos povos do norte. O reinado de Adriano teve fim com sua morte em 138, em Roma.

Diocleciano

Caio Aurélio Valério Diócles Diocleciano reinou entre de 284 e 305. Diferentemente dos outros imperadores romanos, não se sabe ao certo sua data de nascimento, mas calcula-se por volta de 244. Bem como o local onde nasceu também é impreciso.

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Fonte: Vila Gallica.

Ele foi responsável pela instituição de uma diarquia e uma tetrarquia em Roma. Ou seja, foi adquirindo governantes auxiliares durante seu reinado. Pois acreditava que somente um homem com seus talentos não conseguiria defender o Império. Sendo assim, Diocleciano dividiu o território em Ocidental e Oriental para cada um ser governado por um “Augusto”.

No entanto, todas as decisões políticas deveriam ser tomadas em acordo comum entre eles. Dessa forma, várias rebeliões dos governadores de províncias desunificando o império. Para mudar esse cenário, ele promoveu a Perseguição de Diocleciano ou a Grande Perseguição aos cristãos. Já velho e doente, após abdicar do trono, ele morre em 311.

Constantino

Flávio Valério Aurélio Constantino foi imperador entre os anos de 306 d.C. e 337 d.C. Mais conhecido como Constantino Magno, nasceu em 26 de fevereiro de 272, em Naissus (na atual Sérvia), e foi o primeiro dos imperadores romanos a ser considerado cristão em toda História.

Grande parte do seu reinado foi para combater povos germânicos de invadir o Império Romano. Em 313, acabou com a perseguição aos cristãos, pois simpatizava com a religião. No entanto, favorecia o cristianismo e o paganismo na mesma medida. Dessa forma, aumentou sua força política.

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Fonte: InfoEscola.

Ele foi responsável pelo I Concílio de Niceia em 325, reunindo cerca de 300 bispos. Na ocasião foi definida a natureza divina de Jesus, a data da Páscoa e a promulgação da lei canônica. Bem como, o domingo de descanso. Já estruturalmente, Constantino ampliou a cidade de Bizâncio e transferiu a capital do império romano para o Oriente.

O imperador faleceu em 22 de maio de 337. Posteriormente à sua morte, em 1453, a Nova Roma foi renomeada de Constantinopla (hoje chamada de Istambul).

Gostou de aprender um pouco sobre os líderes da Roma Antiga? Então, agora corre para ler O fim do Império Romano e o papel dos bárbaros nessa história.

Fontes: Toda Matéria e Todo Estudo.

Imagem de destaque: Mega Curioso.