História

Vanguardas europeias, o que era, características, motivações, destaques

As vanguardas europeias surgiram em oposição aos horrores da guerra, assim como à miséria humana, destacando-se grandes nomes das artes mundiais.

Atualizado em 29/04/2019

As vanguardas europeias foram movimentos de cunho artístico e também cultural ocorridos no século XX. Com a sua deflagração, houve uma espécie de ruptura com todo tipo de arte praticada no século XIX.

No rol das transformações, modificaram-se as formas de se produzir diversas manifestações artísticas. Houve alteração na literatura, na arquitetura, na pintura, na escultura, sobretudo no cinema e no teatro.

Merecem um destaque bem especial, entretanto, o Cubismo, o Futurismo, o Dadaísmo, o Expressionismo e o Surrealismo.

Contexto Histórico

Conheça as vanguardas europeias: características, motivações, destaques

A sociedade europeia já vinha de profundas transformações, por causa da Revolução Industrial. Com a deflagração da Primeira Guerra Mundial, entretanto, o cenário da Europa foi definitivamente alterado. Diversas descobertas científicas aconteceram, além de melhoria tecnológica e industrial.

Essa mudança toda de cenário, obviamente, teria que refletir na forma de se fazer arte. Não existia mais o mundo no contexto do século XIX. Uma estética contemporânea, que abrangesse os novos desafios, precisava surgir.

E um posicionamento unânime entre os artistas do período foi a oposição a tudo que se ligasse à guerra. Para isso, o instrumento era muitas vezes a ironia, posto que desejavam espantar a população.

Mas havia também a exaltação à vida e ao bem-estar, opondo-se aos horrores da guerra e à miséria. Houve exceção, como é o caso do Futurismo Italiano, uma exaltação aos tempos modernos e à tecnologia.

As vanguardas artísticas

O termo vanguarda vem do francês “avant-garde”, ou seja, “guarda avançada”. No caso desse movimento artístico, é aplicado no sentido de pioneirismo das artes.

Com as vanguardas europeias surgiram vários movimentos importantes, posto que influenciaram a moderna arte no mundo. Elas modificaram conceitos na literatura, pintura, música, escultura, arquitetura, inclusive no cinema e no teatro.

Conheça as vanguardas europeias: características, motivações, destaques

Inovaram muito além das fronteiras impostas à arte, uma vez que questionaram os paradigmas impostos. No Brasil, influenciaram de forma direta no Movimento Modernista iniciado através da Semana de Arte Moderna de 1922.

Quais foram as vanguardas europeias?

Nas vanguardas europeias se destacaram artistas que se eternizariam, posto que criaram grandes obras. Também os movimentos surgidos mudariam a maneira de se encarar a arte no mundo, tamanha sua importância.

O Expressionismo apareceu na Alemanha (1905) e se firmou na exploração das emoções, assim como dos sentimentos. Ele tinha um caráter bem subjetivo, focado na irracionalidade, pessimismo, além de se voltar à tragédia.

Conheça as vanguardas europeias: características, motivações, destaques
Quadro “O Grito”, pintado por Edvard Munch em 1893

Com isso trazia o foco para as mazelas mundiais daquele período. Quem iniciou o movimento foi o pintor Edvard Munch, cuja obra de maior destaque foi “O Grito” (1893). Mas igualmente merecem menção os artistas Van Gogh, Modigliani, Paul Klee, Kandinsky.

Cubismo e o Futurismo

Conheça as vanguardas europeias: características, motivações, destaques
Tela Les Demoiselles D’Avignon, de Pablo Picasso.

Um destaque especial tem que ser dado ao Cubismo, posto que se baseou na geometrização, além do abstracionismo das formas. Ele começou em 1907 com o pintor Pablo Picasso, através da tela “Les Demoiselles d’Avignon”.

Mas podemos mencionar também Juan Gris, Georges Braque, e Fernand Léger. Já no Brasil o maior nome é, sem sombra de dúvida, Tarsila do Amaral.

Por sua vez, o Futurismo destacou a tecnologia, a velocidade, as máquinas, além do progresso. Seu precursor foi o poeta italiano Filippo Marinetti (1909), só que devemos lembrar ainda de Giacomo Balla.

Os ideais do Futurismo atravessaram o Oceano Atlântico, conquanto inspiraram a Semana de Arte Moderna (1922). Os modernistas brasileiros procuraram se desvencilhar do passado, além de exaltar o futuro promissor.

Dadaísmo e o Surrealismo

O Dadaísmo veio com ideais surrealistas e ilógicas, tendo por precursor Tristan Tzara (1916). Só que se destacaram igualmente o poeta alemão Hugo Ball, além de Hans Arp. O Dadaísmo se caracteriza pela arte espontânea, além de focada na liberdade de expressão, no absurdo e irracionalidade.

A expressão maior do movimento foi o pintor e escultor francês Marcel Duchamp, posto que usava objetos prontos. Esses chamados “ready-made”, na concepção do artista, se distanciavam da sua função original.

Conheça as vanguardas europeias: características, motivações, destaques
Peça “A Fonte”, de Marcel Duchamp (1917).

A obra mais representativa do Dadaísmo francês é a peça “A Fonte” (1917), de Duchamp, que nada mais é que um mictório de porcelana branca.

Por fim, o Surrealismo pode ser caracterizado como uma artes fincada no fantástico, no onírico e na impulsividade. Despontou na capital francesa em 1924, tendo como vanguardista o artista André Breton. Salientem-se os artistas: Salvador Dali, Max Ernst, Giorgio de Chirico, Joan Miró, além de René Magritte.

O Surrealismo influenciou sobremaneira alguns artistas no Brasil, a exemplo do escritor Oswaldo de Andrade. E nas artes plásticas destacaram-se Tarsila do Amaral (novamente), Ismael Nery e Cícero Dias.

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Fonte: Toda Matéria, Info Escola, Mundo Educação, Guia do Estudante, Brasil Escola, Educa Mais Brasil, Portugueses, Sua Pesquisa, Educação.

Fonte das imagens: YoutubeDCM, Youtube, Wikipédia, Pintereste, Wikipédia.