Biologia

Tipos sanguíneos – Por que existem, quais são e quem doa para quem?

Os tipos sanguíneos existentes são: A+, A-, B+, B-, AB+, AB-, O+ e O- sendo definidos pela presença ou não de antígenos e fatores Rh+ e Rh-.

Atualizado em 31/07/2020

Quase uma utilidade pública: saber os tipos sanguíneos existentes e suas diferenciações se tornou tão necessário quanto beber água ou escovar os dentes.

Surpreendentemente, saber o seu tipo sanguíneo pode ajudar a salvar sua vida, assim como a de outras pessoas.

Isso porque o sangue é essencial para a vida humana. O tecido líquido é responsável por transportar gases e nutrientes, além de defender nosso organismo.

Entretanto, não é tão simples assim quando alguém necessita de uma transfusão de sangue. Porque, se feita de forma errada, a transfusão pode levar uma pessoa à morte.

É necessário entender quais são os tipos sanguíneos existentes, por quê essas características são tão importantes e como saber quem pode doar para quem.

Por que existem tipos sanguíneos diferentes?

Tipos sanguíneos: o que é, quais são e quem doa para quem?
Fonte: Gazeta

Descoberto pelo austríaco Landsteiner, no século XX, os tipos sanguíneos foram o resultado dos processos de migração e da adaptação dos povos em várias regiões diferentes.

Em síntese, cientistas acreditam que eles surgiram à medida que os primeiros seres humanos foram se adaptando às doenças infeciosas.

Por exemplo, na África e nas regiões que mais sofreram com a Malária, o sangue tipo O surge com mais evidência.

Com isso, estudos mostram que pessoas desse grupo, ao se infectarem com a doença, não sofrem tanto quanto as outras.

Concluí-se que, o tipo sanguíneo O possui vantagem evolutiva.

Sendo assim, hoje é de conhecimento humano oito tipos sanguíneos diferentes, mas que não implicam que uma pessoa seja mais saudável que a outra.

Entendendo os tipos sanguíneos existentes (sistema ABO)

A princípio, o que determina qual o seu tipo sanguíneo é sua filiação, pois essa é uma das características genéticas herdadas dos pais.

Por exemplo: se seu pai tem sangue tipo A e sua mãe tipo B, eles somente poderão ter filhos com tipagem A ou B. AB e O são hipóteses descartadas.

Em síntese, os tipos sanguíneos são definidos pela presença ou não dos antígenos A e B, que são moléculas de proteína na superfície dos glóbulos vermelhos.

Nesse sentido, sangues do tipo A possuem antígenos tipo A, sangues do tipo B possuem antígenos tipo B e sangues tipo O não possuem antígenos A ou B.

Do mesmo modo, a tipagem também depende da presença ou não do antígeno tipo D, que classifica se o tipo de sangue é positivo ou negativo e você poderá ver logo abaixo.

Tipos sanguíneos: quais são os tipos existentes e quem doa para quem?
Tipos sanguíneos – Fonte: Beduka

Sangue tipo A

Este tipo sanguíneo é considerado um dos mais comuns. Entretanto, por conter antígenos tipo A, consequentemente contém anticorpos contra o sangue do tipo B.

Em vista disso, ele é comumente chamado de ‘Anti-B’. Em virtude disto, sangues do tipo A doam para tipos A e AB, mas não podem doar para tipo B e O.

Sangue tipo B

Este tipo de sangue não é tão comum, por isso é considerado raro. Assim como o tipo A possui anticorpos contra o sangue tipo B, o tipo B também possui anticorpos contra o tipo A.

Sendo assim, ele é chamado de ‘Anti-A’. Nesse sentido, sangues tipo B doam para tipos B  AB, mas não podem doar para tipo A e O.

Sangue tipo AB

Este tipo de sangue é considerado raríssimo. Ele não possui anticorpos nem contra o sangue do tipo A e nem contra o tipo B.

Com isso, eles são chamados de ‘receptores universais’, dado que esse tipo sanguíneo pode receber doações de qualquer tipo de sangue.

Sangue tipo O

O sangue tipo O, chamado de ‘doador universal’, ganha este nome por ser o mais comum de todos. Em virtude disto, ele possui anticorpos ‘Anti-A’ e ‘Anti-B’.

Dessa forma, pessoas que fazem parte deste grupo podem doar para pessoas de qualquer tipo sanguíneo. Entretanto, por conter ambos anticorpos, o tipo O só pode receber doações tipo O.

Fator Rh

Em 1940, os cientistas Landsteiner e Wiener observavam a mistura do sangue do macaco Rhesus em coelhos e descobriram que cerca de 85% das amostras do sangue humano aglutinavam.

Assim foi descoberto mais um anticorpo, denominado ‘Anti-Rh’.

Aqueles que aglutinavam eram chamados de Rh+, ou seja, eles possuíam o antígeno Rh.

Os que não aglutinaram receberam o nome de Rh-, por não conterem fator Rh em suas hemácias.

Com isso, pessoas com sangue fator Rh+ somente podem doar sangue para pessoas com fator Rh+ e recebem de pessoas com sangue fatores Rh+ e Rh-.

Assim como pessoas com sangue fator Rh- podem doar sangue para pessoas com fatores Rh+ e Rh-, mas só podem receber de Rh-.

Ficou confuso? Veja no gráfico abaixo a compatibilidade e a incompatibilidade dos grupos sanguíneos.

tipos sanguineos
Gráfico dos tipos sanguíneos: quem pode doar para quem? – Fonte: Ministério da Saúde

Como é feito o teste do tipo de sangue?

O teste do tipo de sangue é feito através de um pedido médico. É realizada a coleta de uma amostra e levada para análise em laboratório.

É colocado uma gota de sangue em cima de uma lâmina para cada tipo de antígeno. Com isso é possível notar a presença ou ausência de aglutinação em cada um deles.

Como doar sangue?

Primordialmente, antes de procurar um banco de sangue, é preciso saber se você se encaixa nos requisitos mínimos, sendo eles:

  • Ter entre 18 e 69 anos;
  • Pesar acima dos 50kg;
  • Não ter ingerido alimentos gordurosos nas últimas 4 horas;
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;

Assim, no laboratório você ainda passará por uma triagem mais específica. Conforme constatado que de fato seu sangue é seguro, você poderá doar.

Então, agora que você entendeu tudo sobre tipos sanguíneos e quem doa para quem, que tal você realizar uma doação de sangue?

Procure o banco de sangue mais próximo de você e ajude a salvar a vida de alguém.

Enquanto isso, você pode continuar lendo e descobrir sobre a composição e funções do sangue no corpo humano.

Fontes: Live Science, Gizmodo, MedPrev, Viva Bem, Trocando FraldasA+ Medicina Diagnóstica,

Imagens: Educa Mais Brasil, Beduka, GazetaMinistério da Saúde.