Ciências

Pesquisadores descobrem o ancestral mais antigo do ser humano

Animal que seria o ancestral mais antigo da nossa espécie, com 540 milhões de anos, tinha ânus e boca no mesmo lugar e não media mais de 1 milímetro.

Atualizado em 16/07/2019

Pesquisadores descobriam o ancestral mais antigo do homem, os vestígios fossilizados da criatura denominada  Saccorhytus tinham 540 milhões de anos e estavam “estranhamente bem preservados”.

O animal marinho microscópico é o primeiro passo para conhecermos o caminho evolutivo que levou ao peixe e – eventualmente – aos seres humanos.

Detalhes da descoberta da região central da China aparecem na revista Nature.

Basicamente, a equipe de investigação diz que Saccorhytus é o exemplo mais primitivo de uma categoria de animais chamados “deuterostomes”. Esse, aliás, é o nome dado aos ancestrais comuns de uma ampla gama de espécies, incluindo vertebrados (animais vertebrados).

Ancestral sem “fundilhos”

Saccorhytus possuí cerca de um milímetro de tamanho. Os cientistas imaginam que ele tenha vivido entre os grãos de areia no fundo do mar.

Os pesquisadores foram incapazes de encontrar qualquer evidência de que o animal tivesse um ânus. Basicamente, isso sugere que ele consumia alimentos e excretava a partir do mesmo orifício.

O estudo sugere que seu corpo era simétrico. Essa, aliás, é uma característica herdada por muitos de seus descendentes evolucionários, incluindo seres humanos.

Saccorhytus também era coberto com uma pele fina, relativamente flexível e por músculos. Esse último ponto, no entanto, é uma suposição. Os pesquisadores concluíram, com base nos poucos dados existentes, que nossa ancestral movia-se com a contração de seus músculos.

Boca gigantesca

Os pesquisadores dizem que sua característica mais marcante é a sua grande boca em relação ao resto do seu corpo. Eles dizem que, provavelmente, o animal se alimentava engolindo partículas de alimentos, ou mesmo outras criaturas.

Também são interessantes as estruturas cônicas em seu corpo. De forma geral, os cientistas sugerem que elas poderiam permitir que a água que eles engoliam saísse. Ou seja, essa poderia ter sido uma versão muito precoce de guelras.

O estudo foi realizado por uma equipe internacional de pesquisadores, do Reino Unido, China e Alemanha.

Artigo originalmente postado em BBC.
Imagens: Jian Han, Northwest University, China/ Universidade de Cambridge