História

Revolução de Avis: o que foi e como salvou a independência de Portugal

A Revolução de Avis foi um embate entre as tropas de Portugal e de Castela e foi disputada a união ou não dos dois reinos.

Atualizado em 21/02/2019

A Revolução de Avis foi um conflito entre Portugal e Castela, entres os anos de 1383 e 1385. É que Dom Juan I, Rei de Castela, reivindicou o trono português, posto que sua esposa era filha do rei falecido.

Ocorre que Portugal havia conquistado sua independência justo de Castela, o que significaria perder a autonomia.

Com isso, a burguesia incentivou um tio bastardo da rainha de Castela a lutar pelo poder. Os exércitos se encontraram na grande Batalha de Aljubarrota.

Você sabia que a Revolução de Avis salvou a independência de Portugal?

Contexto Histórico

Por muito tempo a Península Ibérica foi dominada pelos mouros. E foi através das Guerras de Reconquista que os cristãos conseguiram expulsar o invasor, dando início a novos reinos. Surgiram assim os reinos de Leão, Castela, Navarra e Aragão.

Afonso VI, Rei de Leão, recompensou a ajuda da França na reconquista, posto que doou um território a um nobre. Seu nome era Henrique de Borgonha, que recebeu o Condado Portucale, ou Condado Portucalense, de presente.

Depois Henrique se casou com Teresa de Leão, filha de Afonso VI, e iniciou a Dinastia Borgonha ou Afonsina. O casal teve um filho chamado Afonso Henriques, que ao assumir o trono, tornou Portucale independente de Leão. Portanto, no ano de 1139 foi criado o Estado Português, embora a Região Sul ainda estivesse em mãos mouras.

A tomada da Cidade de Lisboa ocupada pelos mouros se deu no ano de 1147, só que Afonso Henrique teve ajuda. Os cruzados que se dirigiam a Jerusalém pararam ali para reforçar o exército português e assim obtiveram êxito.

Afonso Henrique então se confirmou como Rei de toda a região portuguesa, nascendo assim um grande Estado. Em contrapartida, a Dinastia Borgonha reinou sobre Portugal até o século XIV, ocasião em que aconteceu a Revolução de Avis.

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O que precedeu a Revolução de Avis

No ano de 1383, o Rei de Portugal Dom Fernando I morreu e deixou como sucessora sua filha Dona Beatriz. Ocorre que ela era casada com o Rei de Castela, Dom Juan I, que declarou o direito de sua família ocupar o trono português.

Com essa reivindicação dinástica, Portugal previu ir por terra sua independência conquistada por Afonso Henriques. Quase dois séculos e meio depois, o Estado Português perderia sua autonomia para Castela.

Dois segmentos sociais se manifestaram de forma contrária, sendo que a velha nobreza queria a união dos reinos. Já a rica burguesia desejava manter o Reino de Castela bem distante e por isso arriscou uma estratégia ousada.

Os burgueses convenceram João, o Mestre de Avis, irmão bastardo de Dom Fernando I, a reivindicar para si o trono. Obviamente que Dom Juan I se opôs e os exércitos entraram num conflito que durou de 1383 e 1385.

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Batalha de Aljubarrota

A mesma burguesia que incentivou o Mestre de Avis a lutar pelo trono também custeou as despesas do exército. As tropas cartelhanas eram muito bem equipadas e numerosas, tendo cercado Lisboa em 1384.

Esse certo durou três meses e quando todos achavam que a cidade cairia, uma ajuda providencial ocorreu. É que uma doença misteriosa matou milhares de combatentes, o que forçou Castela a se retirar. Mas o conflito não terminou aí, posto que os envolvidos se encontrariam ainda em campo aberto.

Na Batalha de Aljubarrota dois grandes exércitos se encontraram, com os portugueses em menor número. Num extremo estava o Mestre de Avis com apoio da Grã-Bretanha, noutro Dom Juan I, ajudado pela França.

O Mestre de Avis entregou o comando de suas tropas ao general Nuno Álvares Pereira, experiente estrategista. Ele traçou um plano de batalha que levou a minoria portuguesa a vencer a Batalha de Aljubarrota.

Com a vitória, o Mestre de Avis se tornou Dom João I, Rei de Portugal e Algarves. Começava aí a Dinastia Avis.

Consequências do conflito

Apoiado sempre pela burguesia, que tinha forte poder econômico, Dom João I conseguiu governar bem. Posteriormente também a nobreza, que antes havia apoiado Castela, se uniu a ele em troca de terras.

E foi por conta dessa prosperidade toda que os monarcas seguintes puderam apoiar a expansão comercial e territorial.

Portugal se fortaleceu enquanto Estado e assim passou a conquistar pelo mar diversas regiões, como a África. Sua marinha se aperfeiçoou e com isso ele teve condições de se lançar nos Grandes Descobrimentos.

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Fonte: Toda MatériaCola da Web, Passei Web, Grupo Escolar, Mundo Educação, Escola Kids, Historitura, Professor Edir, Quero Bolsa, Educabrás, Wikipédia, Histoblog.

Fonte das imagens: Médio Tejo, Os Lusonautas, WikipédiaWikipédia.