Geografia

Regionalização mundial: Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo

Regionalização é a classificação que serviu para rotular mundos, dividindo ricos e pobres, mas não diminuiu as diferenças sociais.

Atualizado em 10/11/2018

A Teoria da Regionalização Mundial objetiva identificar grandes áreas do planeta com características próximas (população, economia, formação sócio-econômica-espacial etc).

Na ciência geográfica o conceito de região está ligado à ideia de diferenciação de áreas.

As regiões podem ser estabelecidas de acordo com critérios naturais, abordando as diferenças de vegetação, clima, relevo, hidrografia, fauna e etc., e sociocultural que corresponde à avaliação das condições sociais e culturais que insere neste contexto o índice de desenvolvimento humano para explicitar como vivem as pessoas em determinado lugar.

Para uma melhor análise dos dados e das diferenças existentes no mundo, e para não generalizar as informações, foi preciso fazer a regionalização de áreas de abordagens, oferecendo várias vantagens aos estudos geográficos.

Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo

Em 1960 o mundo foi regionalizado e classificado em Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo.

Primeiro Mundo são países que possuem economias fortalecidas, altos índices de industrialização, elevado nível tecnológico. Sua população grandes indicadores sociais: boa qualidade de vida, bons rendimentos, baixos índices de analfabetismo, boa expectativa de vida, entre outros.

No grupo estão Estados Unidos, Canadá, Europa Ocidental, Japão e Austrália. Na atualidade o nome desse grupo é “desenvolvido”.

O Segundo Mundo era constituído por um grupo de países ex-socialistas, como a União Soviética, que possuíam economia planificada. Essa designação não é mais usada atualmente. Muitos cientistas classificam como de Segundo Mundo os países detentores de economias emergentes, como China, Rússia, Brasil, Argentina, México e Índia. Esses países são chamados atualmente de “países em desenvolvimento”.

Terceiro Mundo: fazem parte desse grupo os países que possuem economia subdesenvolvida ou em desenvolvimento, geralmente nações localizadas em parte da América Latina, África e Ásia. A expressão de 1952 foi do economista francês Alfred Sauvy e tencionava chamar a atenção para as nações marginalizadas mundialmente.

Mas foi usada de modo tão preconceituoso que acabou abandonada. Aí estão a maioria dos países latinos, e muitos países da África e Ásia. Todos eles hoje são “países em desenvolvimento”.

Outras classificações que diferenciam países ricos dos pobres

Buscando evitar termos pejorativos, o mundo foi regionalizado e classificado em países centrais e periféricos. Os ricos (centrais) são países que estão no centro das decisões mundiais, são desenvolvidos, industrializados, avançados tecnologicamente, com economia estável.

Já os países pobres (periféricos) são subdesenvolvidos, pouco industrializados, com produção primária e de economia instável com grande incidência de crises.

E como já citamos, o mundo pode ser regionalizado e chamado de desenvolvido e em desenvolvimento. Desenvolvidos são os países centrais ou ricos, enquanto que os outros são os periféricos ou pobres.

A crítica que se faz a essas classificações é que, em vez de modificar o mundo para melhor, mudam apenas os rótulos. As mazelas mundiais persistem cada vez mais acentuadas.

É bem interessante essa regionalização do mundo, não é verdade? Leia também a matéria sobre a indústria da seca no nordeste brasileiro.

Fonte: Mundo Educação, Estudo Prático, Mundo Educação, Brasil Escola.