História

O que foi a Guerra das Rosas? Por que a disputa recebeu esse nome?

A Guerra das Rosas foi uma série de conflitos pelo trono inglês, que envolveu duas famílias e que, no final, criou uma nova dinastia.

Atualizado em 10/11/2018

A Guerra das Rosas foi uma série de conflitos pelo trono inglês. Envolveu duas famílias de nobres rivais: os York, representados por uma rosa branca, e os Lancaster, por uma rosa vermelha.

A guerra entre as famílias durou 30 anos (entre 1455 e 1485). Foi importante para a formação da monarquia nacional inglesa, enfraqueceu o sistema feudal e fortaleceu a burguesia.

O início da Guerra das Rosas

Os confrontos começaram após a morte do rei Henrique V, quando foi coroado seu filho Henrique VI, da família Lancaster. Os membros da família adversária permitiram a sucessão, pois achavam que o novo monarca, com problemas mentais, morreria logo. Mas ele teve um herdeiro e isso levou Ricardo de York a agir.

Era um tempo muito difícil, pois a Inglaterra havia perdido a Guerra dos Cem Anos (1953) e passava por grande dificuldades. Apoiado por muitos nobres, ele entrou em confronto com as tropas reais na Batalha de Saint Albans (1455) e venceu.

Quatro anos mais tarde, os York foram derrotados pelos Lancaster na Batalha de Ludford Bridge (1459). Mas no ano seguinte os York novamente venceram os Lancaster na Batalha de Northampton. Então Ricardo de York foi designado como o novo rei pelo Parlamento, mas morreu na Batalha de Wakefield (1460).

Com a ajuda de nobres, Eduardo IV, filho de Ricardo, foi aclamado rei em 1461. Nesse mesmo ano, as duas famílias novamente se enfrentariam na Batalha de Towton, considerada a mais sangrenta da história inglesa, saindo vitoriosos os York. Com isso os nobres da família rival se exilaram na Escócia.

O dramático extermínio dos rivais e a paz

Intrigas políticas causaram o enfraquecimento de Eduardo IV e a Família Lancaster recuperou o trono em 1469. Dois anos depois, Eduardo IV outra vez conseguiu apoio dos nobres e os York reconquistaram o poder após vencerem a Batalha de Barnet. O rei mandou então executar os membros da Família Lancaster. Com essa ação drástica, a Inglaterra viveu dias de tranquilidade, que só cessaram com a morte de Eduardo IV (1483).

De forma estranha, logo que o rei morreu seus herdeiros ainda crianças desapareceram. Com isso, Ricardo, o Duque de Gloucester e tio mais novo do rei, herdou o trono. Tornou-se Ricardo III. Essa sucessão foi bastante questionada pela nobreza, que trouxe de volta o exilado Henrique Tudor, único herdeiro sobrevivente da Família Lancaster.

A Batalha de Bosworth foi o conflito final da Guerra das Rosas

Da união das famílias rivais nasce uma nova dinastia

Em 1485, Henrique desembarcou na Inglaterra com 5 mil homens e venceu o grande exército de 10 mil homens de Ricardo III. Henrique Tudor foi coroado como Henrique VII e finalmente pôs fim à Guerra das Rosas ao se casar com Isabel de York, unindo as duas famílias sob a forma única da Dinastia Tudor.

A Casa Tudor governou a Inglaterra do fim da Guerra das Rosas (1485) até o ano de 1603, quando morreu Isabel I. Durante seu reinado foi repudiada a autoridade papal da Igreja Católica Romana e fundada a Igreja Anglicana chefiada pelo próprio rei. Iniciavam-se os movimentos protestantes na Europa.

E já que estamos falando em protestantismo, interessante conferir como ocorreu a reforma protestante.

Fonte: Info Escola, Só Historia,Estudo Prático.