História

O que foi a Revolução Praieira? Conheça mais essa revolução do Império

A Revolução Praieira ocorreu na província de Pernambuco, no final do período do Brasil Império, durante o reinado de Dom Pedro II.

Atualizado em 11/12/2018

A Revolução Praieira ou Insurreição Praieira de Pernambuco foi um levante armado de caráter liberal e republicano.

Seu líder foi Pedro Ivo Veloso da Silveira e a revolta aconteceu entre os anos de 1848 e 1850. Foi a derradeira revolta do Período Imperial e sua principal finalidade foi tirar a elite conservadora do poder.

Chamou-se Revolução Praieira porque o Diário Novo, onde os liberais publicavam seus artigos, ficava na Rua da Praia.

Inspirada na Revolução Francesa de 1848, representou o choque político entre os liberais e os conservadores.

Os antecedentes da Revolução Praieira

No final do Segundo Reinado, a população de Recife estava insatisfeita com o aumento da desigualdade social e o monopólio político e comercial de Portugal.

Então o jornal recifense Diário Novo abraçou a causa e começou a publicar matérias com uma série de exigências.

Queriam a quebra do monopólio político das oligarquias agrárias e a nacionalização do comércio que era controlado pelos portugueses.

Aderiram ao movimento senhores de engenho de pequeno porte, artesãos, profissionais liberais e setores da classe mais baixa.

Os liberais conseguiram eleger Antônio Pinto Chichorro da Gama como governador provincial (1845).

Dom Pedro II, no entanto, destituiu Chichorro e em seu lugar colocou um conservador. Com isso o movimento se radicalizou e passou a levante armado em 1848.

A Revolução Praieira foi um levante contra os conservadores do Império

As reivindicações do movimento praieiro

Em 1 de janeiro de 1849, os revoltosos lançaram o Manifesto ao Mundo, que defendia:

  • o voto livre e universal do povo brasileiro;
  • a plena e absoluta liberdade de comunicar os pensamentos por meio da imprensa (liberdade de imprensa);
  • o trabalho, como garantia da vida para o cidadão brasileiro;
  • o comércio a retalho só para os cidadãos brasileiros;
  • a inteira e efetiva independência dos poderes constituídos;
  • a extinção do Poder Moderador e do direito de agraciar;
  • o elemento federal na nova organização
  • a completa reforma do Poder Judiciário, de forma a assegurar as garantias dos direitos individuais dos cidadãos;
  • a extinção da lei do juro convencional;
  • a extinção do sistema de recrutamento militar então vigente.

Receberam a adesão da população urbana que vivia em extrema pobreza e também dos desprivilegiados da zona rural.

O conflito entre liberais e tropas imperiais

A deflagração do conflito se iniciou na cidade de Olinda, entretanto logo se estendeu para o interior com o apoio de boiadeiros, arrendatários, negros e mulatos.

A primeira batalha foi travada no povoado de Maricota, que é atual cidade de Abreu e Lima. Em seguida os revoltosos marcharam sobre o Recife em fevereiro de 1849 com quase 2500 combatentes.

Eram três divisões, a saber: uma comandada por João Inácio de Ribeiro Roma, outra por Bernardo Câmara e a terceira por Pedro Ivo Veloso da Silveira.

Sob a liderança de Pedro Ivo, os revoltosos atacaram a cidade de Recife, local dos maiores conflitos armados.

Foram derrotados porque o poderia bélico do Império era bem maior. As forças rebeldes perderam os combates de Água Preta e de Igaraçu.

Os líderes do movimento foram detidos e julgados apenas em 28 de novembro de 1851, quando então Dom Pedro II lhes concedeu anistia.

Se você curtiu ler sobre a Revolução Praieira, então não pode deixar de ler também sobre a Sabinada, o conflito que pretendia criar a República Baiana.

Fonte: Info Escola, Sua Pesquisa, Mundo Educação, Toda Matéria, Brasil Escola, Racha Cuca, Uol Educação.