História

O que foi a Revolução Inglesa e por que foi tão importante?

A Revolução Inglesa foi uma série de conflitos que combateu o absolutismo e implantou uma monarquia parlamentarista na Inglaterra.

Atualizado em 10/11/2018

A Revolução Inglesa foi a primeira das grandes revoluções burguesas, que almejava legitimidade política (século XVII). Com a revolução, a burguesia conseguiu combater o estado absolutista e reformular a estrutura política, o que culminaria na modelo da Monarquia Parlamentarista em 1688.

A Revolução Inglesa em quatro fases principais:

  • Revolução Puritana e Guerra Civil (1642-1649)
  • República de Oliver Cromwell (1649-1658)
  • Restauração da dinastia dos Stuart (1660-1688)
  • Revolução Gloriosa (1688-1689)

A Revolução Puritana e a Guerra Civil

A necessidade de aumentar os impostos foi a questão central do desentendimento entre os reis Jaime I e depois seu filho (Carlos I) com o Parlamento. Carlos I autoritariamente mandou dissolvê-lo várias vezes. Outro fator que causou os conflitos foi a tentativa de Carlos I de imposição do anglicanismo a todos os cidadãos ingleses, escoceses e irlandeses. Esse fato desagradou puritanos e presbiterianos que habitavam a região. Todas estas questões causaram a insatisfação de grande parte do povo, da burguesia e do Parlamento para com o rei e seus poderes absolutos. Daí resultou no conflito armado.

A chamada Revolução Puritana ou Guerra Civil se estendeu de 1642 a 1649. Embora as tropas ligadas ao Parlamento (conhecidas como “Cabeças Redondas”) tenham sofrido muitas derrotas no início das batalhas, se recuperaram posteriormente graças à liderança de Oliver Cromwell. Por fim, venceram as tropas de Carlos I, o prenderam e o decapitaram.

1649 — by John Weesop — Image by © The Gallery Collection/Corbis

A República de Oliver Cromwell

Em 1649, um novo capítulo da Revolução Inglesa foi escrito. Tratava-se da proclamação da República Cromwell, que recebeu do Parlamento o título de Lord Protector (Lorde Protetor da República). Diversas transformações políticas efetivadas por Cromwell beneficiaram a burguesia que foi por ele liderada na Guerra Civil. Destaque para seu Ato de Navegação, que estabelecia que todos os produtos ingleses deveriam ser comercializados apenas por meio de navios ingleses. Isso transformou a Inglaterra na maior potência naval do mundo.

Mas em 1653 ele dissolveu o Parlamento com o auxílio do Exército burguês e instituiu uma ditadura aberta. No entanto, em 1657, Cromwell propôs um novo acordo com os parlamentares e reabilitou o Parlamento inglês. Só que antes que esse acordo pudesse vigorar, Cromwell faleceu (1658).

Assumiu o administração seu filho, Richard Cromwell, que não tinha o mesmo prestígio do pai, sobretudo frente às classes mais radicais da burguesia. E foi assim que o Parlamento, temendo um levante popular e uma nova guerra civil, convidou Carlos II, filho do rei decapitado, para assumir o trono e restaurar a dinastia dos Stuart.

A restauração da dinastia dos Stuart

O ato de Carlos II restabelecer a monarquia ficou conhecido como Restauração. Ele assumiu o trono em 1660 e prometeu respeitar o Parlamento. Só que começou a articular para restabelecer o absolutismo, aproximando-se da França de Luís XIV. Além disso, começou uma aproximação com a Igreja Católica e iniciou uma perseguição religiosa contra os calvinistas. Quando o Parlamento discordou de seus atos, ele o dissolveu em 1681 e governou sozinho até a sua morte, em 1685.

Jaime II, seu irmão, assumiu o torno e reativou o Parlamento. Mas também quis a restauração do absolutismo. Ocorre que Jaime II foi mais além, convertendo-se ao catolicismo e decretando uma série de medidas que beneficiavam os católicos, como a isenção de impostos. O Parlamento, temendo apoio da França, resolveu reagir.

A Revolução Gloriosa e a fundação da Monarquia Parlamentarista

O Parlamentares articularam com Maria II, filha de Jaime II, para assumir o trono inglês. Ela era casada com Guilherme de Orange, governador dos Países Baixos. Havendo a concordância desses nobres, em 1688 , Guilherme invadiu a Inglaterra com seu exército para depor Jaime II e apoiar o Parlamento. A Cavalaria da nobreza, que também estava descontente com o rei, em vez de defendê-lo, aliou-se a Guilherme. Jaime II se exilou na França e por lá ficou até sua morte.

Guilherme de Orange assumiu o trono inglês como Guilherme III. Por sua ação militar não ter resultado em guerra e derramamento de sangue, ela recebeu o nome de Revolução Gloriosa. Entretanto, o Parlamento criou regras para Guilherme e Maria antes de coroá-los. Eles se comprometeram a cumprir a chamada Declaração de Direitos de 1689 (Bill Of Rights). Essa Declaração limitava a ação dos reis e os impedia de retornar ao absolutismo. Os reis tiveram poder restrito, e a decisão política concentrou-se no Parlamento. Nascia aí uma Monarquia Parlamentarista.

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Fonte: História do Mundo, Mundo Vestibular, Toda Matéria, Info Escola, Brasil Escola.