O niilismo é um concepção filosófica que tem como base a ideia de que não existe nada ou nenhuma certeza que sirva como base para o conhecimento. Em outras palavras, nada realmente existe.
Por exemplo, para o niilismo, a vida não tem sentido ou finalidade. Este conceito tem como base a subjetividade do ser, onde não há nenhuma fundamentação metafísica para a existência humana.
Não é para menos que o termo vem do latim “nihil” significa “nada”.
Portanto, o niilismo é uma filosofia que se apoia no ceticismo radical. Sendo que ele não tem normas que vão contra as ideias das escolas materialistas e positivistas.
Vale destacar que o termo niilismo pode ser usado em vários sentidos. Por exemplo, para alguns estudiosos ele é um termo pessimista, que está ligado com a negação a todos os princípios.
Por outro lado, alguns filósofos este é um conceito que está relacionado com a libertação humana. Enfim, alguns dos principais filósofos niilistas foram: Arthur Schopenhauer, Friedrich Hegel e Friedrich Nietzsche.
O que é niilismo?
O niilismo é uma doutrina filosófica. Ela tem como base o pessimismo e o ceticismo extremo frente à realidade ou valores do ser humano.
Em um sentido mais amplo, o niilismo é a atitude de negação ou descrença absoluta em relação a princípios. Sendo que esses princípios podem ser morais, sociais, religiosos ou políticos.
Portanto, a pessoa niilista tem uma atitude crítica em relação aos valores tradicionais e convenções sociais.
Características do niilismo
As principais características do niilismo são:
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Crença na ideia de que não existe razão, sentido e significância na existência humana;
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Trata-se de uma corrente cética e pessimista
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O aspecto positivo diz que o ser humano só mostra capacidade de felicidade e de assumir responsabilidades pessoais se não forem regidos pelo estado ou pela religião;
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Por fim, não existem verdades absolutas que expliquem a origem da existência humana.
Formas de niilismo
Em resumo, o niilismo pode ser:
1- Existencial
Primeiramente, de acordo com o niilismo existencial, não existe sentido para a existência humana e nenhum propósito divino.
2- Moral
O niilismo moral, não julga nenhuma ação como moral ou imoral.
3- Negativo
No niilismo negativo, ocorre uma rejeição para tudo o que é controlador das esferas religiosas e político sociais, em busca de uma forma de alcançar o paraíso.
4- Político
Por fim, de acordo com o niilismo político, para que o ser humano tenha um futuro melhor, é essencial que ocorra a destruição das forças políticas, sociais e religiosas.
Niilismo de Nietzsche
Por meio do niilismo, Friedrich Nietzsche (1844-1900), sugeriu a “ausência de sentido” ligado ao conceito do “Super-Homem”.
Sendo que essa proposta teve como base a “Morte de Deus”, ou seja, da inexistência de qualquer princípio.
Em síntese, essa corrente teve como ponto de partida a ideia de que os homens são isentos de crenças, normas, dogmas e tradições. Sendo assim, o ser humano poderia ter o livre arbítrio em sua vida.
Contudo, a consequência disso é que haverá “homens novos” por intermédio da “vontade de potência”. Além disso, tudo o que é propagado por instituições sociais, políticas e religiosas não existiriam.
Portanto, o ser humano passa a ser livre e capaz de fazer as suas próprias escolhas. Desse modo, não existe o risco de que ele se contamine com qualquer tipo de crença.
Enfim, para Nietzsche, existem dois tipos de niilismo: o passivo e o ativo.
Em resumo, o niilismo passivo é pode ser entendido como um tipo de espécie de evolução de uma pessoa, mas sem mudanças dos valores.
Em contrapartida, o niilismo ativo foca suas forças na destruição da moral. Dessa forma, tudo fica vazio e o absurdo ganha preponderância.
Com isso, o niilista só tem como solução esperar ou causar a sua própria morte. Sendo que Nietzsche tinha como objetivo dar maior importância ao niilismo ativo do que ao passivo.
Principais filósofos niilistas
Os principais filósofos niilistas foram:
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Arthur Schopenhauer, (1788-1860)
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Friedrich Hegel (1770-1831)
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Friedrich Nietzsche (1844-1900)
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Martin Heidegger (1889-1976)
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Jürgen Habermas (1929)
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Ernst Jünger (1895-1998)
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Friedrich Schlegel (1772-1829)
Fontes: Toda matéria, Significados, e, por fim, Educa mais Brasil.