Tecnologia

Nanopartículas, o que são? Definição, características e benefícios

Nanopartículas são partículas caracterizadas pelo diâmetro entre 1 e 100 nanômetros, utilizadas em áreas como a tecnologia e ciência.

Atualizado em 07/05/2020

É impossível negar que a tecnologia revolucionou a maneira como o mundo funciona. Os celulares – que já eram uma revolução tecnológica -, por exemplo, estão cada vez evoluídos. Como prova, temos os chips minúsculos, as baterias cada vez mais finas e modelos mais sofisticados e modernos. Essas evoluções são um exemplo da utilização das nanopartículas.

Não é à toa que possuem esse nome. As nanopartículas são tão minúsculas que são quase inimagináveis, e surgiram para solucionar a disputa cada vez mais acirrada pelo espaço. O conceito vem, por exemplo, do trabalho desenvolvido pela nanotecnologia, que está fazendo uma verdadeira revolução, principalmente, nas ciências.

Mas afinal, o que é uma nanopartícula?

Definição de nanopartículas

Em síntese, nanopartículas são dimensões de 100 nm ou menos. Além disso, apresentam características químicas, físicas ou mecânicas diferentes do material do qual foram originadas. Mas, você deve estar se perguntando qual o tamanho de 1 nm, certo?

Nanopartículas, o que são? Definição, características e benefícios
Exemplo de nanotubo de carbono

Para exemplificar, imagine um fio de cabelo de, aproximadamente, 1 metro. Agora, pegue esse fio e tente dividir em 1.000.000.000 vezes. O resultado é fácil, você terá 1 bilhão de partes de um único fio de cabelo. Loucura, não é? Isso porque as partes são tão minúsculas que nem conseguimos imaginar como seria esse fio dividido em tantas vezes.

Caso ainda não tenha entendido o quanto as partículas nano são minúsculas, tente agora traçar uma reta de dez centímetros em um papel. Em seguida, divida essa reta em 10 milhões de partes. O resultado será, então, 1 nanômetro.

Características da nanopartícula

As nanopartículas apresentam características muito úteis, principalmente para a ciência. São formadas por materiais diversos, como o ouro, a prata, o carbono, o zinco, a argila, dentre vários outros. Dessa forma, possuem utilidade devido à relação entre a área e o volume que apresentam.

Com isso, quando utilizada na produção de novos produtos, as nanopartículas proporcionam maior eficiência em indústrias. Exemplo disso são os nanotubos de carbono, que conduzem corrente elétrica, térmica e mecânica de maneira mais eficiente com o auxílio das nanopartículas.

Outra aplicação das partículas nano é no organismo, por exemplo. Isso porque, quando nanopartículas de prata são consumidas podem atuar no combate de fungos e bactérias. Assim, a nanopartícula consegue atingir o DNA dos microrganismos e impedir a reprodução dos mesmos.

Nanopartículas, o que são? Definição, características e benefícios
Nanopartículas são utilizadas pela medicina no tratamento de doenças como o câncer

Portanto, as nanopartículas possuem formas variadas que dependem de condições específicas. Ou seja, variam conforme a pressão, temperatura ou, até mesmo a concentração dos reagentes. Assim, as partículas podem apresentar formatos esféricos, cúbicos, triangulares, dentre outros.

Benefício das nanopartículas

Nanopartículas são estruturas minúsculas produzidas pelos seres humanos. Assim, são desenvolvidas e aplicadas em diversas áreas. Exemplo disso é o trabalho desenvolvido pela nanotecnologia.

Com isso, o uso de partículas nano traz diversos benefícios, principalmente relacionados à saúde. Dessa forma, auxiliam na eficácia de medicamentos, podem reduzir o consumo de energia, além de contribuir para a preservação ambiental. Além disso, as nanopartículas podem contribuir para:

  • Produção de medicamentos nanomedicinais ou nanofármacos – utilizados para proporcionar ao enfermo quantidades adequadas de medicamento no lugar certo e evitar a super dosagem, além de efeitos colaterais;
  • Melhoria das imagens geradas por exames – as nano partículas são utilizadas na tecnologia para afeiçoar a resolução de exames de imagem. Assim, conseguem decifrar células, enzimas e anticorpos de maneira mais eficiente, identificando alguma anormalidade;
  • Preservação ambiental – com a produção de nanobolhas, a água de rios e lagos, por exemplo, passam por um processo de despoluição. Com isso, a vida aquática adquire qualidade trazendo benefícios ambientais.

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Fontes: TN Solution, Astronoo e Revista Galileu

Imagens: UOL, Tecnosil e Angiomedi

Por <a href='https://conhecimentocientifico.r7.com/author/dayane/' rel='dofollow' class='dim-on-hover'>Dayane Borges</a>
Por Dayane Borges
Jornalista e redatora com experiência em escrita criativa, adequação e produção de conteúdos multimídia para a web.