Astronomia

Espaço sideral, o que é? Definição, onde começa e qual som tem

Espaço sideral consiste em toda a área vazia do universo que não está ocupada por corpos celestes que conseguimos ou não enxergar.

Atualizado em 07/08/2020

Espaço sideral é toda área vazia do universo que não está ocupada por corpos celestes. No ambiente do espaço sideral, além dos corpos celestes, habita poucas partículas, como plasma de hidrogênio e hélio, campos magnéticos, neutrinos, radiação eletromagnética, bem como poeira interestelar e raios cósmicos.

Entretanto, todas essas partículas e qualquer corpo celeste no espaço sideral, representam apenas 5% de tudo o que existe no universo.

O universo é constituído, predominantemente, de matéria escura (25%) e energia escura (70%). As propriedades ainda não são conhecidas, sendo o grande mistério que leva os astrônomos a uma busca interminável para explicar o espaço sideral.

Qual o tamanho do espaço sideral?

Assim como diversas questões a respeito do espaço sideral, o tamanho do universo é uma pergunta difícil de responder. Por exemplo, não se sabe se existe algo além do que os telescópios existentes conseguem detectar.

Contudo, os estudos existentes até o momento, não conseguem definir um tamanho exato. O espaço sideral pode ter uma medida, e mesmo assim, ser infinito.

Espaço Sideral
Espaço Sideral – Fonte: Sputnik news

Para exemplificar melhor, podemos chamar de “universo observável”, que é o termo que os cientistas usam para medir o que podemos enxergar no espaço, com a tecnologia que temos.

De acordo com o Big Bang, tudo o que conhecemos existe há 13,8 bilhões de anos-luz. Logo, o diâmetro do universo observável representa algo em torno de 27,6 bilhões de anos-luz? Na verdade, não.

Acontece que o universo está em expansão de forma acelerada. Por conta disso, cientistas acreditam que o diâmetro do universo observável é estimado em 93 bilhões de anos-luz. Além disso, seu formato seria plano e sua projeção, infinita.

Nebulosa Helix
Nebulosa Helix – Fonte: Voz do Bico

O que tem no espaço sideral?

Assim como foi informado acima, o espaço sideral é composto por matéria escura, energia escura e corpos celestes. Isso, dentro do espaço que o ser humano conseguiu observar até o momento, como já mencionamos.

Em suma, corpo celeste é todo e qualquer astro no espaço sideral. Existem inúmeros corpos celestes, porém os principais são: asteroides, cometas, estrelas, meteoroides, planetas e satélites.

Asteroides

Os asteroides são pequenos corpos rochosos, que orbitam ao redor do Sol, assim como os planetas. Eles podem ter centenas de quilômetros ou alguns metros.

asteroides
Asteroides – Fonte: Corbis

Cometas

Cometas são pequenos corpos celestes, formados, basicamente, por gelo e rochas e possuem órbita irregular. Por conta disso, eles se aproximam muito do Sol, que os “jogam” para longe.

comenta
Lovejoy, o cometa C/2014 Q2 foi descoberto em agosto de 2014 – Fonte: Revista Galileu

Estrelas

Uma estrela pode ser definida como uma grande e luminosa esfera de plasma que, por conta da gravidade e da pressão da radiação, se mantém íntegra no espaço.

Estrelas
Estrelas – Fonte: Só Científica

Meteoroides

Segundo os cientistas, meteoroides são pequenas rochas menores que um asteroide e maiores que um átomo. Uma estrela cadente é o efeito visual, que temos quando um meteoroide entra em contato com a atmosfera terrestre, provocando uma luz visível.

meteoroide
Meteoroide – Fonte: Hypescience

Planetas

Planetas são grandes corpos celestes que se diferem, principalmente, em tamanho, massa e temperatura. Eles são, geralmente, desprovidos de luz própria e vivem em volta do Sol.

Sistema Solar
Sistema Solar – Fonte: Dailymotion

Satélites

Satélites são pequenos corpos materiais, que orbitam em torno de um astro maior no espaço. Eles podem ser naturais, como a Terra tem a Lua, ou feitos pelo ser humano, com o intuito de coletar informações espaciais.

Satélite
Satélite – Fonte: Lockheed Martin

Onde começa o espaço sideral, a partir da Terra?

Existe um grande debate entre cientistas a respeito de onde termina o “espaço aéreo” e onde, de fato, começa o espaço sideral.

Primeiramente, definir essa espécie de fronteira é necessário para evitar alguns problemas entre nações e, até mesmo, nomear astronautas. Qualquer homem que ultrapasse 80 km acima da superfície terrestre, já é considerado um astronauta.

Tratados internacionais servem como acordos relacionados a interesses em comum. Um deles, define o espaço sideral como um lugar de livre exploração. Entretanto, o mesmo não acontece para o espaço aéreo.

Por exemplo, se um satélite americano orbitar a 80 km da superfície de outro país, mesmo que o intuito seja observar o espaço, ele pode ser considerado uma ameaça.

Atmosfera Terrestre
Atmosfera Terrestre – Fonte: Beduka

Enquanto a Federação Aeronáutica Internacional (FAI) diz que o espaço começa a 100 km da superfície terrestre, a Administração Federal de Aviação, a Força Aérea dos EUA, a NOAA e a NASA; dizem que o limite fica a 80 km.

Ademais, o Centro de Controle de Missão da NASA diz que a fronteira fica a 122 km. Segundo o Centro, é neste ponto que o arrasto atmosférico se torna perceptível.

Você deve estar se perguntando por que esses órgãos não entram em comum acordo. Acontece que não é tão simples definir onde começa o espaço sideral. A atmosfera da Terra só começa a diminuir sua densidade a partir do quilometro 965 de altitude.

Os valores entre 80 e 122 km são uma espécie de “espaço” seguro para que satélites possam orbitar sem problemas.

Como é o som no espaço sideral?

Infelizmente, os sons fora do nosso planeta não são perceptíveis. Isso porque o espaço sideral não possui material necessário para a propagação das ondas sonoras.

Entretanto, no espaço existem ondas por todos os lados. Através da radioastronomia, é possível traduzir algumas dessas ondas em forma de som.

Escute alguns dos sons espaciais:

Portanto, o espaço sideral possui sons que extrapolariam os ouvidos humanos, se pudéssemos de fato ouvi-los. Um dos sons mais altos já percebidos foi emitido pelo aglomerado de galáxias Perseus. Este aglomerado possui um buraco negro em específico, que insere energia no gás quente e carrega essa energia no espaço.

Essa energia liberada pelo buraco negro equivale à energia de 100 milhões de estrelas explodindo. Entretanto, não conseguimos ouvir, porque o som é semelhante a um Si Bemol. Em outras palavras, isso corresponde a 10 milhões de anos para uma onda sonora passar pela atmosfera.

explosão raios gama
Explosão raios gama – Foto: Olhar Digital

Por outro lado, as explosões dos raios gama também são consideradas um dos eventos mais energéticos do universo. Ou seja, apenas 10 segundos da explosão equivalem a energia do sol em dez bilhões de anos.

O que achou da matéria? Se gostou, leia também sobre Energia solar, o que é? Definição, tipos básicos, vantagem e desvantagem

Fontes: Gizmodo, Brasil Escola, National Geographic, Mundo Educação, Alunos Online e Super Interessante.

Imagens: Sputnik Brasil, GGN, Voz do Bico, DailyMail, Revista Galileu, Socientifica, Hypescience, Dailymotion, Satellitetoday, Beduka e Olhar Digital.