História

Escravidão no Brasil, contexto histórico, condições e o resumo de 300 anos

A escravidão o Brasil começou com o índio, mas logo se converteu na exploração do negro africano, tendo durando do século XVI ao XIX.

Atualizado em 16/04/2019

A escravidão no Brasil se iniciou com a produção do açúcar, no início do século XVI. O regime durou ininterruptamente até os últimos dias do Império, em 1888.

Inicialmente os portugueses decidiram se utilizar do próprio nativo como escravo. Só que logo encontraram a resistência dos religiosos, posto que esses queriam convertê-los.

Não tendo êxito em escravizar os índios, Portugal decidiu importar o negro africano. Este serviu como mão de obra nas lavouras, assim como na mineração. Por ser maltratado e viver em condições extremas, o escravo durava pouco, morrendo em aproximadamente uma década.

Onde começou a escravidão no mundo?

Há relato de escravos desde os tempos antigos, inclusive é descrito como uma prática natural na Bíblia. Povos subjugados em guerras tinham sua população escravizada, porquanto se tratava de um espólio de guera.

A escravidão no Brasil: quando começou, quanto durou e as condições

Na Antiguidade, não interessava a cor da pele, posto que muitos brancos eram negociados pelos mercadores de gente. Somente após a exploração da África é que o negro passou a ser visto como forma exclusiva de escravo.

Mais recentemente, Grã-Bretanha, Portugal e Espanha resolveram lucrar com o mercado de escravos. E muitos desses escravos vieram para as lavouras brasileiras, posto que grande era a demanda por mão de obra.

A escravidão no Brasil

A escravidão no Brasil se iniciou com a produção açucareira no início do século XVI. Os negros eram trazidos das colônias portuguesas na África, visando à utilização nas lavouras canavieiras.

A escravidão no Brasil: quando começou, quanto durou e as condições

O transporte do continente africano até o Brasil se dava em navios negreiros, ou tumbeiros. Dezenas morriam na travessia do Atlântico, sendo seus corpos atirados ao mar.

Os que chegavam eram negociados nos portos, principalmente do Rio de Janeiro. Quem os comprava era principalmente os donos dos engenhos de açúcar, além dos mineradores.

A escravidão no Brasil era dura, já que trabalhavam em péssimas condições e sem direito algum. Ganhavam apenas as sumárias roupas, só que a alimentação era insuficiente.

A dura vida dos cativos

Os escravos trabalhavam antes do dia clarear, só que se recolhiam à senzala já na escuridão. Ali pernoitavam num ambiente insalubre, com pouca circulação de ar e ausência de iluminação. Por conta desses excessos, um escravo não durava muito mais que dez anos.

A escravidão no Brasil: quando começou, quanto durou e as condições

Havia também total ausência de higiene, pois os excrementos ficavam espalhados pelo chão. Mas certamente que o pior mesmo eram os castigos físicos, as mutilações e a marcação com ferro em brasa.

Sem contar que havia imposição da religião católica, consequentemente proibindo os cultos africanos. Só que, nas crenças religiosas, eles resistiam, já que praticavam os rituais escondidos ou disfarçados.

As escravas também padeceram demais com a servidão, uma vez que muitas eram violentadas sexualmente. Mas havia aquelas que labutavam na casa grande como cozinheiras, faxineiras, inclusive amas de leite.

Escravidão do índio no Brasil

A escravidão indígena era muito empregada no Brasil, assim que começou a colonização pelos portugueses. Os nativos eram capturados através das Bandeiras de Apresamento, embora alguns fossem negociados por outras tribos.

A escravidão no Brasil: quando começou, quanto durou e as condições

É que Portugal, assim que começou a explorar o território brasileiro, tratou espertamente de fazer alianças com alguns chefes tribais. O colonizador armava seus aliados e os incentivava a conquistar o inimigo e vendê-lo como escravo.

Ocorre que esse tipo de escravidão não teve muito sucesso, já que o índio não se subjugava com facilidade. E ainda havia a problemática dos padres católicos, uma vez que ele vieram ao Brasil para catequizar os pagãos.

Os religiosos combateram veementes que o indígena fosse escravizado, tendo essa decisão pesado bastante. Por tudo isso, logo a escravidão indígena foi trocada pela do negro africano.

A resistência que visava à liberdade

Muitos escravos se revoltaram ou fugiram, posto que eram tratados como objetos e não pessoas. Ocorriam no Período Colonial grandes revoltas nas fazendas, o que fomentava as fugas.

A escravidão no Brasil: quando começou, quanto durou e as condições

Aqueles com conseguiam escapar da captura do capitão do mato iam para os quilombos. O mais famoso foi o Quilombo dos Palmares, já que a lenda de Zumbi atravessava fronteiras.

Os que fracassavam eram submetidos a torturas terríveis para servir de exemplo. Não foram poucos os que se suicidaram, pois se desesperavam diante do destino que os aguardava.

A gradual abolição da escravatura

Por mais irônico que possa parecer, o país que mais incentivou o tráfico negreiro foi o que incessantemente o combateu. Estamos falando da Grã-Bretanha, que estava no auge da Revolução Industrial e necessitava de mercado consumidor.

O escravo só dava lucro para seu senhor, só que, liberto, poderia trabalhar e passar a adquirir produtos ingleses. Por isso, a Inglaterra pressionou com a Lei Bill Aberdeen, autorizando sua marinha a capturar navios negreiros.

Por conta disso, o tráfico foi abolido no Brasil em 1850, com a Lei Eusébio de Queirós. E em 1871, a Lei do Ventre Livre deu liberdade àqueles que nascessem de uma escrava. Merece destaque igualmente a Lei dos Sexagenários, que libertava os escravos com mais de 60 anos (1885).

A escravidão no Brasil: quando começou, quanto durou e as condições

Mas a maior de todas as leis abolicionistas foi mesmo a Lei Áurea, que foi assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. Ela pôs fim à escravidão em terras brasileiras, embora tenha levado à ruína o Império.

É que a oligarquia ruralista, um dos pilares que sustentavam Dom Pedro I no trono, não o perdoou e tramou a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889.

Leia também sobre a Lei do Ventre Livre (1871), história da 1ª lei abolicionista do Brasil.

Fonte: Sua Pesquisa, Wikipédia, Info Escola, Sua Pesquisa, Toda Matéria, Brasil Escola, Pragmatismo, Geledes, Mundo Educação, BBC, História do Brasil.

Fonte das imagens: Wikipédia, Wikipédia, Wikipédia, Wikipédia, Jim’s Adventurous World, Super Interessante, Redditi.