História

Coreia: Conheça mais sobre a história, a divisão e guerra das Coreias

A Coreia foi o centro de grandes conflitos. Palco de guerras e invasões elas são marcadas por grandes influencias da Russia e dos EUA.

Atualizado em 09/02/2020

Primordialmente, a península da Coreia (formada pela Coréia do Norte e do Sul) está localizada no noroeste da Ásia e faz divisa com a China e a Rússia, ao norte, e com o Oceano Pacífico e o Japão, a leste e sul. Durante toda história do mundo as Coréias foram centro de grandes conflitos.

Ademais. cada uma possui uma ideologia única, o que torna a vivência entre os países conturbada. Palco de guerras, invasões, divisões as Coréias são marcadas por grandes influencias da Russia e dos EUA.

Por fim, em agosto de 1948 a península do Coréia foi dividida em duas repúblicas: República da Coréia (Coréia do Sul) e a República Popular Democrática da Coréia (Coréia do Norte). Começou assim a Guerra da Coréia.

A História da Coréia

Muitos estudiosos dizem que o ínicio da Coréia se deu em 2333 a.C, e um dos primeiros habitantes foi Dan-Gun. Aliás, ele é considerado o responsável por fundar o primeiro reino da Coreia. Além disso, foi ele quem construiu o país com uma cultura altamente sofisticada e sob valores morais e éticos, sendo até chamada de “Civilizada Terra do Leste”, pelos vizinhos.

Porém, várias dinastias dominaram a região, sendo a principal a dinastia Joseon, que entre 1392 e 1910 comandou o país. Quanto a isso, vários ícones da cultura sul-coreana foram construídos nesta época.

Logo após a Segunda Guerra Mundial, ela foi ocupada por tropas estrangeiras. Os soviéticos ficaram responsáveis pela parte norte e os nortes americanos pelo sul. A divisão foi feita a partir do paralelo 38.  Aliás, essa demarcação existe até hoje.

Foi em agosto de 1948 que a península da Coréia foi dividida em duas repúblicas:

  • República da Coréia (sul)
  • República Popular Democrática da Coréia (norte)
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Divisão das Coreias – Fonte: Connection Mexico Global

Guerra da Coréia

Primordialmente, o intuito da invasão era unificar o país e estabelecer o socialismo como sistema político. E com isso, em 3 de julho de 1950, após várias tentativas de derrubar o governo do sul, a Coreia do Norte faz um ataque surpresa e toma a capital, Seul. Depois disso, em setembro, as forças das Nações Unidas começam um grande e ambicioso ataque, a fim de retomar a costa oeste.

No dia 15 do mesmo mês, eles conseguem chegar próximo de Seul. E logo depois que entram na cidade, setenta mil soldados nortes-coreanos são vencidos. Ademais, cinco dias depois da tomada de poder das Nações, exatamente três meses após o início das hostilidades, finalmente Seul é libertada.

Depois disso, no primeiro dia de outubro, as forças internacionais também violam a fronteira do paralelo 38 e avançam para a Coreia do Norte. Vale lembrar, que durante a guerra cada lado ficou com seus próprios aliados, tendo a Coreia do Norte como aliado a China e a Coreia do Sul os Estados Unidos. E foi quando a China entrou na guerra apoiando os nortes coreanos que todos temeram um novo conflito mundial.

Como resultado disso, os EUA adotaram uma política defensiva, que estava preocupada em preservar a Coreia do Sul sob sua influência. Portanto em 27 de julho de 1953, através da assinatura do Armistício de Panmunjom, a paz foi estabelecida, haja vista que o acordo manteve a fronteira criada em 1948. Porém, o conflito continua sem solução definitiva e ainda provoca tensões entre os dois países, principalmente após o desenvolvimento de armas nucleares na Coreia do Norte.

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Guerra da Coreia – Fonte: O Cais da Memória

Coreia do Sul

A Coreia do Sul é uma república semi-presidencialista. Então, o chefe de estado da República da Coreia é o presidente, eleito por voto directo popular para um único mandato de cinco anos. Na década de 1950, a Coreia do Sul era um dos países mais pobres da Ásia. Ao final da Segunda Guerra Mundial, o país herdou um sistema econômico colonial projetado apenas para as necessidades japonesas. E essa revolução no sistema econômico ficou conhecido como “milagre do rio Han”. Esse rio é o principal que passa pela capital, Seul.

Ademais, a população sul-coreana soma 48.332.820 habitantes, a densidade demográfica é de 488 habitantes por quilômetro quadrado, sendo, portanto, um país bem povoado. Seul, é a cidade mais populosa: 9.796.000 habitantes.

Aliás, em razão do grande desenvolvimento econômico e industrial realizado na Coreia do Sul a partir da década de 1970, o país tornou-se um dos “Tigres Asiáticos”. Como resultado disso, a economia nacional cresceu, em média, 9,1% ao ano entre 1980 e 1993.

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Coreia do Sul – Fonte: Braver

Bandeira da Coreia do Sul

Por fim, a bandeira da Coreia é explicada da seguinte forma, As divisões representam na parte superior (vermelho) o “Yang” e a inferior (azul) o “Ying” antigo símbolo do universo originário da China. Esses dois opostos expressam o dualismo do cosmo, a eterna dualidade: fogo e água; dia e noite; escuridão e luz; construção e destruição; macho e fêmea; ativo e passivo; calor e frio; mais e menos; o ser e o não-ser; a vida e a morte; etc.

Além disso, a presença da dualidade dentro do Absoluto indica o paradoxo da vida. E as combinações de barras representam os quatro pontos cardeais e os quatro mares que limitam o globo. Portanto, as três barras em cada canto dão a idéia de posição e equilíbrio.

– As três linhas quebradas do lado oposto representam a terra;

– As três linhas inteiras representam o céu

– Na extremidade inferior esquerda da bandeira, há duas linhas inteiras com uma partida no meio. Isso simboliza o fogo;

– Do lado contrário o símbolo da água;

Aliás, o fato de as barras serem apenas de dois tipos (curtas e longas) e ainda assim poderem ser dispostas de muitas maneiras – das quais os conjuntos de barras da bandeira constituem apenas exemplos – indica a diversidade que pode surgir da simplicidade essencial.

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Bandeira da Coreia do Sul – Fonte: Geo5

Coreia do Norte

Porém, a República Popular Democrática da Coreia é uma ditadura proletária. E ela foi  estabelecida por Kim Il-sung desde o final da década de 1940 até a sua morte, em 1994, quando o cargo de líder máximo passa para seu filho, Kim Jong Il. Além disso, pela estrutura política, muitos afirmam que a Coreia do Norte é o último país stalinista do planeta.

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Coreia do Norte – Fonte: Agência Brasil

Bandeira da Coreia do Norte

Em 8 de Setembro de 1948 a bandeira da Coreia do Norte foi adotada. Então, a cor azul simboliza o desejo do povo pela paz. Já a cor vermelha representa o espírito revolucionário e a luta pelo Socialismo. E a cor branca simboliza a pureza dos ideais da Coréia do Norte e a soberania nacional.

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Bandeira da Coreia do Norte – Fonte: Estudo Prático

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Fontes: HistóriaNet, S2ingayo, BrasilEscola
Fonte da imagem destaque: KoreaPost