História

Conheça a incrível história da América espanhola

A história da América espanhola tem início com a chegada de Colombo e os colonizadores e termina com a independência das colônias.

Atualizado em 06/08/2019

Chamamos de América Espanhola ou América Hispânica os países da América Latina que foram colônias do império espanhol. Eles se distribuem pela América do Sul, Central e América do Norte.

A colonização das Américas tem início com a chegada do navegador italiano Cristóvão Colombo (1492). Ao buscar uma rota alternativa para as Índias, Colombo desembarcou no Caribe.

Mas os limites territoriais que originariam a América espanhola começaram a ser traçados dois anos depois da descoberta. Era a assinatura do Tratado de Tordesilhas (1494), acordo entre Portugal e Espanha que  previa a divisão entre eles de todos os novos territórios descobertos.

Após a conquista, o próprio Colombo foi nomeado governador dos novos territórios, mas devido à má gestão foi destituído em 1500.

No Novo Mundo os espanhóis encontraram metais preciosos, que foram a base econômica das colônias. Obedecendo ao pacto colonial, toda a riqueza retirada da colônia era enviada para a metrópole.

Os conflitos entre os colonizadores e os nativos

Os espanhóis encontraram muitas nações organizadas e fortes: eram os Maias, Incas e Astecas. E logo ofereceram resistência aos conquistadores. Mas os espanhóis apresentavam infinita vantagem bélica na comparação com os povos nativos.

Além de combaterem utilizando a pólvora, ainda levavam cavalos ao campo de batalha. Sem contar que os indígenas, como eram chamados, não tinham resistência às doenças que colonizadores espalhavam, como varíola, tifo, sarampo e gripes, que faziam grande número de mortos.

E foi assim que os nativos sucumbiram aos colonizadores e impérios inteiros foram destruídos.

A evangelização católica e a escravidão indígena e africana

A doutrinação da Igreja Católica impunha aos exploradores conseguir novas almas. Os indígenas então foram catequizados e forçados a abandonarem seus costumes. Grande o número dos escravizados e levados a trabalhar nas minas.

Em certos lugares, como Cuba, Haiti, Jamaica e outras ilhas do Caribe, houve exploração do trabalho escravo negro. Mas geralmente o sistema de produção na América espanhola se baseou na exploração do trabalho indígena.

Uma sociedade bastante miscigenada

A grande maioria da população das colônias era composta pelos índios. A população negra escrava era pequena, ao contrário do Brasil, por exemplo. E quem realmente explorava a população nativa eram os espanhóis brancos.

Dessa forma podemos dividir a sociedade entre brancos (dominadores) e não-brancos (dominados).

E ainda entre a população branca havia divisões:

  • Chapetones eram colonos brancos nascidos na Espanha e portanto privilegiados.
  • Criollos eram brancos nascidos na América e descendentes dos espanhóis. Embora ricos proprietários de terras, não tinham os mesmos privilégios dos Chapetones.

Os criollos tinham dinheiro, mas não acesso aos cargos mais altos, um privilégio dos chapetones. Então os criollos usaram o dinheiro para estudar. Muitos foram para as universidades americanas ou europeias e assim conheceram as ideias de liberdade que corriam mundo com o Iluminismo.

É interessante também notar que a mistura entre brancos e índios criou uma camada de mestiços com características físicas que definem bem país como Bolívia e Equador, por exemplo.

A independência política da América espanhola

Os criollos estudados e com a mente repleta de ideias iluministas exploravam o trabalho dos mestiços e dos negros, e eram donos da maior parte dos meios de produção. Portanto se tornaram um grande perigo para a Espanha. A coroa espanhola contra-atacou com leis duras:

  • Aumento significativo de impostos;
  • O pacto colonial ficou mais severo. Ele era o acordo pelo qual as atividades mercantis da colônia eram de domínio exclusivo de sua metrópole;
  • As restrições às indústrias e aos produtos agrícolas coloniais concorrentes dos metropolitanos se agravaram.

Os criollos começaram a sonhar com a liberdade, nos moldes da dos EUA, que haviam se libertado da Inglaterra. E a própria Inglaterra queria ajudar as colônias espanholas, pois em plena Revolução Industrial necessitava de mercado consumidor.

Quando Napoleão Bonaparte assumiu o poder na França, impôs o bloqueio um continental e a Inglaterra não podia mais comercializar com o continente europeu. Então ajudou na independência das colônias espanholas em busca de novo mercado.

E até a França indiretamente ajudou na independência. É que Napoleão Bonaparte invadiu a Espanha e pôs no trono um irmão seu. Dessa forma, ao ser anexada à França, a Espanha se tornou inimiga dos ingleses. Por esse motivo navio ingleses no Oceano Atlântico impediram que a Espanha fizesse contato com suas colônias espanholas. Os criollos assim se aproveitaram da situação e depuseram os governantes das colônias e passaram a governa-las, estabelecendo de imediato a liberdade de comércio.

Quando a monarquia espanhola voltou ao poder, teve que enfrentar as ideias iluministas que levaram à independência de suas colônias.

Muito interessante essa história da América espanhola, não é? Não deixe de ler também sobre o Iluminismo e suas ideias.

Fonte: Toda Matéria, Cola da Web, Mundo Vestibular, História do Mundo, Mundo Educação.