História

Como a Revolução Cultural Chinesa tentou expandir a coletivização

A Revolução Cultural Chinesa foi um projeto de Mao Tsé-tung, que mobilizou os chineses e marcou a perseguição aos dissidentes do regime comunista.

Atualizado em 25/12/2018

A Revolução Cultural Chinesa foi elaborada por Mao Tsé-Tung no ano de 1966. Ela quase que parou todo o progresso material e tecnológico do país.

Foi um movimento de massas da República Popular da China dentre os anos de 1966 e 1976. Realizada por trabalhadores e estudantes contra a burocracia do Partido Comunista Chinês.

O fracasso do plano de governo e a fome

Em 1958 foi implantado na China um plano de governo chamado O Grande Salto Adiante. Seus fins eram estruturar a produção agrária em um sistema cooperativo, além disso organizar a produção industrial.

O plano fracassou após a morte de milhões de chineses, assim como o rompimento com a União Soviética, que injetava dinheiro.

Com todo esse fracasso, ocorreu um período de grande fome no começo da década de 1960, posto que a produção agrícola estava desorganizada.

Mao Tsé-tung acabou muito criticado, ainda que por Liu Shaoqi e Deng Xiaoping, antigos líderes comunistas.

Com constantes desafios do poder e do prestígio de Mao, chegou-se a cogitar tirá-lo do poder.

A Revolução Cultural Chinesa tentou expandir a ideia de coletivização

Um contragolpe político

Com um contragolpe político, Mao convocou a formação das Guardas Vermelhas, milícias formadas por jovens doutrinados pelo chamado Livro Vermelho.

Além de dar orientação política, o Livro Vermelho defendia a perseguição de todos os indivíduos contrários aos ideais da revolução.

Em 1966 Mao iniciou a Revolução Cultural.

O primeiro comitê foi formado em Maio de 1966 na Universidade de Tsinghua, para acabar com toda a oposição a Mao Tsé-tung.

Diversos dissidentes e intelectuais foram perseguidos pelo regime maoísta. As artes e a produção de conhecimento perderam sua autonomia em função dos interesses políticos de Mao Tsé-tung.

As obras só deveriam retratar uma visão positiva do processo revolucionário, por exemplo a “triunfante realidade” vivida no país.

Além disso, o culto à imagem de Mao era amplamente incentivado. Vários cartazes e pinturas retratavam Mao Tsé-tung como um líder supremo das glórias do povo chinês.

Mao acreditava que estava em curso uma segunda fase da Revolução Chinesa. Ela deveria ultrapassar a revolução da ordem econômica para a ordem ideológica, para a alma do cidadão.

Daí o sentido do adjetivo “cultural” no nome da revolução.

A Revolução Cultural Chinesa tentou expandir a ideia de coletivização

Consequências da Revolução Cultural Chinesa

A Revolução Cultural ocupou fábricas e fazendas, a fim de expandir a ideia de coletivização.

Com a morte de Mao, em 1976, a Revolução Cultural perdeu sua base política.

O dissidente Deng Xiaoping, que foi perseguido pelas Guardas Vermelhas, assumiu o país. Ele iniciou a reforma econômica do país que, mais tarde, promoveria a abertura da economia chinesa.

Achou interessante conhecer a Revolução Cultural Chinesa? Leia também um artigo curioso sobre como a Guerra Fria dividiu o mundo em dois lados opostos.

Fonte: Info Escola, Mundo Educação, Brasil Escola, Knoow, Aula Zen, Resumo Escolar, Teoria e Revolução.