Ciências

Cientistas descobrem que se tornar pai modifica quimicamente o cérebro

Atualizado em 14/02/2017

Pesquisadores da Universidade da Georgia descobriram que se tornar pai causa mudanças reais no cérebro dos indivíduos.

O estudo, publicado este mês na revista Nature Communications , descobriu que a transição de um estado “não-pai” para o estado pai altera a produção de moléculas de proteínas chamadas de neuropeptídeos que refletem geralmente os comportamentos relacionados à acasalamento, alimentação, agressão e aumento da tolerância social.

Os neuropeptídeos são pequenas proteínas que permitem que os neurônios do cérebro se comuniquem uns com os outros; Eles também influenciam em nosso comportamento.

A pesquisa

A pesquisa foi realizada a partir de análises nas interações sócias e cuidados maternos/paternos dos insetos do gênero Nicrophorus.

Besouro enterrador. Crédito: Allen Moore / UGA

O besouro enterrador está intimamente envolvido na criação de seus filhos, incluindo a regurgitação de alimentos para alimentar sua prole.

Allen Moore, chefe do departamento de genética diz: “Quando os pais [besouros enterradores] alimentam seus bebês, eles estão alimentando os outros ao invés de si mesmos e, portanto, os genes que influenciam o comportamento de busca de alimento provavelmente estarão envolvidos”.

Os cientistas teorizaram que os comportamentos relacionados à paternidade decorriam de alterações nos genes existentes,e olhando para os besouros pais e os “não-pais”, os testes indicaram que as concentrações de  neuropeptides mudaram durante a paternidade.

“Quando novas mudanças são necessárias, a evolução tende a modificar os genes existentes ao invés de criar novos”, disse Moore.

Moore sugere que muitos dos genes que influenciam a paternidade sãos os  mesmos entre muitas espécies. A semelhança entre os organismos ajudará os pesquisadores a identificar caminhos genéticos importantes para a criação de filhos.

 

Fonte: Phys.org